30.11.05

À escuta #17

Tine Drefalh


É óbvio que o modelo clássico da monogamia falhou. A poligamia e a poliandria adaptam-se melhor à complexidade do ser humano. Todos temos múltiplas facetas e é inimaginável que um único companheiro nos consiga preencher.

Divoquiz


Quem descobrir o autor deste poema ganha um prémio que ainda não sei qual é...


Resposta: Poema Encruzilhada de J.P., dito pela própria.
Vencedores: Finúrias, Alfredo Caiano Silvestre
Vencedor moral (ver comentários): Palavras em Linha

Como tudo se transforma

Tine Drefalh

(7)
E como de uma desgarrada nasce uma maratona ou toma lá outro poema, ó parceira:


Descalça no areal
parei para sentir a noite
esse instante em que o vento é mais nu

o teu corpo fica frio de vento
os odores caiem c'os açoites do ar
esse instante em que a palavra é mais crua

os olhos erguem-se para a palavra
o céu desce até nós
tocam-me as luzes que tremem

e nesse instante quebras um búzio
e suspiras adeus


(8)
E como um duelo com a Palavras em Linha se transformou numa Estória do Bicho da Seda:

descalça no areal
parei para sentir a noite,
grávida de sonhos
que a mão da consciência
sente pontapear

naquele instante
em que suspiraste adeus
vi que na ampulheta dos teus beijos
se media o meu tempo

e levito no vácuo da espera
ansiando que um búzio qualquer
te sussurre “vem”
na minha voz de mar


(9)

E como da poesia surgiu a prosa. Em mensagem de alegria à vista, mais uma vez, mas agora já sem rimas, que a prosa também é poética, a resposta da Palavras:

Estava descalça no areal vestida ainda de espanto; quebrado o búzio as mãos estavam vazias e eu deixei soltar o grito sob os açoites do vento. Baixei então os olhos e a lágrima prendeu-se ao choro calado, envergonhada.
Sob os meus pés, as ondas murmuravam que não, que não, que não tens culpa e o sol continuava quieto no seu espaço absoluto.
Amanhã todas as coisas estariam ali, mesmo que eu não voltasse.
Ergui os olhos, ergui os braços, silenciei o queixume e avancei, serena.
Atrás deixava as águas e os meus pés trilhavam o caminho certo.


(10)
E como a
Sol&tude entra no grupo:

Tomei a areia nos braços,
e o mar sentia-o no ventre,
sorvendo as lágrimas de sal
com as ondas do meu desalento.
Traguei a vida num sopro,
até à banalidade da morte,
fiz de pouco a minha sorte
e do amor amuleto...
Despi-me de roupas e credos,
vesti-me do verso, de errado,
não fosse o destino ofertar-me
o teu corpo por presente...
Que mais fiz que não faria?
Que vagas rebentaram cá dentro,
quando nua me vi deitada
ardendo de fogo e tremendo...
Troquei seixos por promessas,
rezei, chorei e pedi
que a espuma da maré vaza
te trouxesse de novo até mim.
Cinji a cintura de algas,
cobri o rosto de véus
quando na praia te vi as pegadas
e te senti os braços nos meus...
Das febres, das seivas, dos gestos
dos risos, gemidos, odores,
calou a noite o segredo
guardou o mar os sabores...

E depois de saborear, hei-de ver como transformo.

P.S.: Aqui, desgarrada com outros odores.

29.11.05

É hoje.

Ele vai a casa dela todas as terças-feiras demanhã.

Quereres que hão-de ser poderes

Paula Rego

Querer é poder
...é o que dizem. não sei o que não fiz para acontecerem. talvez estejam suspensos. e há desejos que devem ficar assim. outros não. como estes, que agora vocifero. a ver se acontecem.
claro, podem acrescentar os vossos. da unanimidade de uns far-se-á força. da originalidade de outros, publicidade. dois bons meios para se chegar lá. às vezes.


Quero:
  • ser rica sem precisar de trabalhar. melhor: fazendo apenas o que me der prazer
  • emagrecer sem fazer dieta
  • ter filhos que nunca me darão preocupações
  • nadar sem quebrar a água (esta não é para perceberem)
  • comer bem sem cozinhar
  • pelo menos um banho de espuma semanal e que todos cheirem bem, mesmo sem se lavarem (isto é mesmo um blog de gaija :))
  • ...
  • ...(continua noutro dia ou hoje, com as vossas sugestões. sabendo que paz no mundo e melhores políticos e gestores são desejos para blogs de gaijos)

À desgarrada

Aqui. Diva & Contrabaixo.

28.11.05

À escuta #16

O que seria da fé se a razão nos permitisse acreditar em Deus?

Meus guris



Boto meu filho no colo para ele me ninar. O Chico Buarque canta qualquer coisa assim. E lembro-me muitas vezes dessa canção quando as tenho nos meus braços.
A foto é da S., que quer que a ponha no blog. Mas quem aparece é a A.. Os meus guris.

26.11.05

Ela voltou!

Reflexos de um olhar

(1)Um apelo doce de addiragram. respondi assim. depois são vocês...


I


Em dias assim envolvida neste choro do tempo
ouso sair
Que são tantas as lágrimas que as minhas se perdem


II

que ramos quebrados são esses
que força usámos para nos perdermos

Chicotes de vento
Chicotes de tempo


III

atravessa o vidro, trespassa a árvore
desventra a nuvem e a neblina
percorre a casa que é um fantasma
e o meu olhar não encontra nada.



(2)
Entretanto a Palavras em Linha leu e decidiu contrariar este "registo":


I


Em dias assim
Seco as lágrimas nos cantos da boca
E risco a face de arco-íris sem vento;

II

Depois trago para dentro o olhar,
Ponho ramos secos no centro das mágoas
E neles prendo flores viçosas;

III

Ganho o dia,
Ganho tempo;
Amaino o bater dos chicotes nas memórias
E sento-me na calma das palavras.


(3)
Eu aceitei a desgarrada, continuando no registo à "Madalena":


Em dias assim
o vento rasga os arco-íris
que nascem nos meus olhos

Mas se acaso algum escapa
e desce à foz que são meus lábios
sinto que o tempo o congela
e nem a mão o apaga

e não há mão que me afague
nem manto que me dê asas
nem fogueira que me aqueça
até que esta mágoa passe

Arcos-lágrima que perduram
por sobre sóis e palavras
espelham tua íris negra
despojada de ternura.



(4)
Resposta da Palavras:


E não há mão que me afague
Sem conhecer os meus beijos
Nem afago que resista
Ao arco-iris que ponho
No braseiro dos desejos;
Nem manto que me dê asas
Porque cavalgo com o vento
Porque aproveito os despojos
E não deixo o pensamento
Rasgar a luz dos meus olhos;
Não há mal que me destrua
Nem fogueira que me queime
Quando amanheço na foz
Porque o tempo é meu amigo
E traz-me sempre no vento
Luas novas, sóis diferentes
Iluminando-me a Vida
Até que esta mágoa passe.


(5)
E pois, agora eu:

em dias assim
olho os girassóis na tela
meus olhos que seguem os teus
olhos que levam os meus pela trela

em dias assim
abafo as fogueiras
minhas mãos que querem apenas arder nas tuas
mãos que se fecham n' algibeira

em dias assim
escondo-me neste manto
meu corpo marcado pelo espanto do teu
corpo animal de puro sangue

espasmos, danças, achas, cheias
que em dias assim
rodopiam nos meus olhos como areia.


(6)

Em dias assim
Ponho girassóis nos olhos
E sopro, no som dos búzios,
O apelo do meu corpo;

Sigo depois em dança
Tacteando a neblina;

Em dias assim
Fecho a noite à beira das marés
E componho a minha dança
Na caligrafia das ondas;

Solto os sentidos
Rasgo-te a pele
Soltam-se os gritos
...
Sente-se a calma;

Nesse instante acordo o espanto
E sento-me, descalça, no areal.


(7)
E como de uma desgarrada nasce uma maratona ou toma lá outro poema, ó parceira:


Descalça no areal
parei para sentir a noite
esse instante em que o vento é mais nu

o teu corpo fica frio de vento
os odores caiem c'os açoites do ar
esse instante em que a palavra é mais crua

os olhos erguem-se para a palavra
o céu desce até nós
tocam-me as luzes que tremem

e nesse instante quebras um búzio
e suspiras adeus
Façam uma pausa. uma bela pausa. pausa. (via, via, via, chegamos a Eugénio de Andrade por ele mesmo)

25.11.05

Uma canção, um festival, um olho..., correcções aos posts do rjm e quem dá o que tem, a mais não é obrigado. mas não se esqueçam, Jesus loves you! e o Winnie também, pequeninos!

No Man's Land

Um pouco da história desta canção interpretada por June Tabor no DC Music Hall.

SET' 05 de 23 Nov a 4 Dez

Já começou o SET - Sons em Trânsito, IV Festival de Músicas do Mundo. Nasceu em Aveiro, mas este ano vai alargar-se a outras três cidades, Bragança, Famalicão e Vila Real.

Nesta edição, a programação inclui, para além dos concertos, uma extensão da Amostra de Cinema Africano de Almada (Teatro Aveirense, dias 28 e 29, às 18h30 e às 21h30), sessões de Contos (a não perder: os contadores Carles Garcia Domingo, António Fontinha e Diego Calavia) e Feiras do livro e da música.

Destaque para os músicos que vão subir aos palcos do SET:
Armenian Navy Band - Celso Fonseca - Corey Harris - Danças Ocultas - Faiz Ali Faiz - June Tabor - Mahmoud Ahmed - Toumani Diabaté - Victor Gama

Olho bem aberto


Eu dei o olho, o Ivo fez o resto. Está giro, não está? Depois ele ainda escreve umas coisas que nos amaciam o ego, ficamos da cor do contrabaixo, mas gostamos... Bora aí dar o vosso olho por ele.

24.11.05

Já não é preciso apertar os cigarros nem apagar os cintos

Já chega de estragos.
A emissão normal será agora remotada.

remotada? oube lá ó filho de jisus, eu sei que foste emigrante, mas neste istablecimento escrebe-se bom português. dasss.... ass: mrf
(como cantava o outro: "it's just a moment, this time will pass")


não passa nada, voltas no domingo e depois novamente na quinta...
mrf |11.24.05 - 3:53 pm

As duas próximas quintas são feriados, senhora! :P
rjm |11.24.05 - 4:04 pm

oh camarada, se queres que te continue a pagar, trabalhas nos feriados e acabou a conversa. OUVISTE?
mrf

Caso não saibam

Jesus loves you!


Ricky, reza muito pq vais precisar. só me faltava esta!! na próxima ainda me pões o terço da RR em directo on line
mrf

Já faltou mais para isso. Só com a fé é que isto vai lá....
rjm

Vamos fazer assim: ficas com as Quintas dos Contrabaixos para cultura alternativa, e os Domingos para educação religiosa. ok?
mrf

Será?

Será que o Harry Potter é um sex symbol? Pelos vistos sim. (link)

Pode ser sex-symbol, gay, sex-symbol-gay, sex-symbol-não gay, sex-symbol-bi, bi, tri, tetra... QU'EU ESTOU-ME NAS TINTAS PRA ESSE PUTO CAIXA D'ÓCULOS!
mrf
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Eu gostava mais de Benvinda mas Bem-vindo tb é um bonito nome. Mas é assim, a uma filha eu até chamaria Benvinda, soa bem, olá Benvinda, já olá Bem-Vindo não soa tão bem. Vindo parece que já veio, se for vinda parece que chegou. E eu preferia que ela estivesse sempre a chegar, em vez dele sempre a ter vindo. até porque é um bocado mal educado ter sempre vindo, mesmo antes de chegar.
Não achas?
mrf
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Eu também tenho um tamagoshi!
mrf
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Este bolo assassino é para comemorar o primeiro aniversário do D & C ?
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Legenda possível: jesus loves you mesmo que sejas um monstrinho

mrf

Não sei o que lhe chamar

MRF:
Não sei o que lhe chamar, mas se alguém te perguntar o que andam a fazer no teu blog, dizes que é arte :P, é lomografia digital. OK?
OK.


OK. lomografia. fixei. espero que na próxima Quinta continues o alfabeto.
(mamografias, please, quero ver)
mrf | 11.24.05 - 2:19 pm


Mamografias, para a próxima Quinta do Contrabaixo?
rjm |11.24.05 - 3:50 pm


Ou penigrafias..., agora decides!
mrf

Dúvida para os leitores

Caros,
Alguém faz ideia porque razão os números da lotaria são cantados, e não ditos? Eu sei que é tradição, et caetera. Mas porquê?
Digam de vossa justiça.


Porque os diseurs são gagos?
mrf |11.24.05 - 2:20 pm

Será?
rjm | 11.24.05 - 3:22 pm

Será? e eu é que sei! dassss....
mrf

Momento musical do Contrabaixo

Bom dia, terráqueos.
Proposta do Contrabaixo de hoje:

"1000 Mirrors"/Asian Dub Foundation ft. Sinead O'Connor (ouvir)

e tudo o vento levou

Oh mamma...
Aveiro, the "windy city" está num dos seus dias ventosos; a manhã está com mais vento do que em certos telediscos de Fields Of Nephilim.
Se eu não disser mais nada, é porque fui levado pelo vento.


Assina o vareiro Clark Gable?
mrf

Dundo. não é Dumbo (nem Dondo)

xê cangonja!!! mia terra!
um dia vou vortar.

Vocês querem dizer alguma coisa que nunca tenham dito a ninguém?

Ex-Solteirão:
Acho que já disse de tudo um pouco a muita gente, mas no dia que morresse relembrava a algumas pessoas o quanto gosto delas... Depois dizia Rosebud, claro, e revelava, por fim, onde está escondido o micro-filme.

Didas:
Sim, tenho coisas para dizer que nunca disse. Mas nesta fase da minha vida seriam só as feias. Vou então aguardar por uma fase mais bonita...

Carlos:
Eu escrevi o mini-conto da criança que tem medo do dia de amanhã, e que vai rever esse dia muitas vezes ao longo da vida. Alguém disse a alguém que por vezes tem medo do dia seguinte? Claro que sim.
Por isso convém dizer algo a alguém antes que seja tarde e depois não se consiga nascer outra vez.

Finúrias:
Quero...
mas é melhor estar calado.

addiragram:
Descobri, há uns tempos atrás, a impossibilidade de deixar de dizer. Embora não tenha ainda dito tudo, sei que o quero fazer cada dia, como se fosse a última vez. Dizia Maria Zambrano - "quem ama prepara-se para a morte". Só assim poderemos estar "preparados" para um dia a receber.

Tozé:
Tenho, mas creio que nunca o vou dizer, falta-me sempre a coragem... e o medo da resposta!

Rjm:
Eina, disse há 2 dias.

Werneck:
Não, não quero dizer nada pra ninguém. O que não pude dizer 'em vida', não será na morte que irá me salvar ou salvar alguém.

mfc:
Quero, sim. Quero dizer que mesmo nos dias mais negros, quero viver a vida, quero sorvê-la toda, quero... quero... quero sempre viver!

O'Sanji:
Gostaria de poder dizer:
"Porque me mentiste? Porque me fizeste crer em ti? Apesar disso, amo-te!"

22.11.05

Encontros de bloggers


sabem, andei a pensar no que nos faz percorrer quilómetros para encontrar pessoas que mal conhecemos, pessoas cuja identidade nos é estranha, e com quem às vezes, às vezes, sentimos alguma afinidade, ou uma parcial afinidade. que nasce de uma nota num dia. uma nota mais ou menos confessional. ou nem por isso. ou que é apenas doce ou cáustica, mas que acerta com o que queremos ser nesse dia. e às vezes nem nos revemos de todo, estranhamos. e nem queremos que entranhe. mas percorremos os quilómetros.
a maria heli acha que procuramos o rosto das palavras. um rosto vivo que numas horas nos diz qual a distância entre o avatar e a pessoa. quase nenhuma ou imensa. como se existisse um jogo de adivinhação e apostássemos. não sendo importante acertar. porque se sai sempre a ganhar.
eu acho que hay vezes em que as pixeladas do écran nos sabem a pouco. e lembram-se daquela canção do Sérgio Godinho, sabem a pouco, portanto... sabem a tanto. e queremos ir mais longe. testar. descobrir se os sorrisos e emoções desenhados por smiles podem ser transformados em abraços que sintamos verdadeiros. se é possível transferir o efeito de companhias e rotinas quase diárias mas virtuais em gestos concretos. porque os amigos são como o saber, há sempre espaço para mais.
no sábado, quando vi o Manel, com quem troco apenas cumplicidades de blogger há algum tempo, aparecer aqui, apeteceu-me mesmo abraçá-lo. e o que dizer de quem veio de Sintra ou Lisboa ou da outra margem do Tejo, para regressar na mesma noite, com um tempo miserável! ó maria heli, olha que não é só a curiosidade. tem que ser mais. eu acho que é um acto de negação. as pessoas dizem sim às novas tecnologias de comunicação, dispendem um tempo dos diabos à volta delas, mas nasceram quase todas ainda sob o signo do largo da minha aldeia, do recreio da escola, da eira da avó, do café da terra. e quando percebem que podem regressar a esse tempo, mesmo que apenas por umas horas, fazem mesmo os quilómetros necessários.
no sábado, acho que fizemos uma desfolhada. até houve milho-rei. juntámos todos, casados e solteiros, jovens e menos jovens, e como o tempo passou depressa. nem me doem as mãos. é claro, soube-me a pouco, soube-me a pouco, portanto soube-me a tanto.
écrans e redes digitais ainda nos sabem a pouco. caixas de comentários e posts ainda nos sabem a pouco. a blogosfera ainda nos sabe a pouco. acho que ainda vão nascer aqueles a quem este pouco vai saber a basta-me.
os rostos das palavras são gregários.

John Cage

Durante uns dias, para apreciarem ou nem por isso ou mesmo para tirem-me esta música daqui, Variations I for David Tudor. Mais info no DC Music Hall.

21.11.05

20.11.05

II Encontro EF (Aveiro city) foi ontem


Foram muitos os que quiseram conhecer o Escritor Famoso. Nestas coisas, às vezes há quem diga que sim e depois é nim. Mas ontem foi o contrário. As surpresas da noite começaram com um espectáculo de visionamento de bosões (sim, só indo ao dicionário) e terminaram com um aluvião.

Fausta Paixão arrebatadora. gostei daqueles olhos intensos
Palavras em Linha a very classy woman. simpatia e sensibilidade qb
Ivo Cação fixei a sua ideia de Luciah, lamentavelmente a Chris não apareceu, obrigada pelo ramo de flores
Ikivuku tem boas ideias, e que se lixe se a poesia não é o seu forte
Lino Centelha muito sério, reflexivo
Prólogo dado à epistemologia, um ser complexo. foi agradável conhecê-lo para quebrar um pouco o mito. não gosto de mitos
Quaise Há gestos que de tanto usados se tornam nossos. só isso.
Sísifo "O lado de dentro é o lugar onde eu estou". talvez essa frase o defina bem
O'Sanji no seu elemento, ontem à noite
Cangonja mais séria do que o nome pode fazer parecer
Tenente mais maluka do que uma vida militar podia fazer supor
Maria Heli roam-se de inveja. em primeiro lugar ela existe mesmo. e depois, é podre de gira.
Cláudia Sousa Dias Sabrina e Teresa (lembram-se da Insustentável leveza do ser?)
Luna muito curtida. gostei imenso dela. dava-lhe uns 20 anos, tem 27.
Finúrias uma revelação, é só olharem lá para cima ;)
mfc tão bom conhecê-lo, é como o Pé de Meia, gosta-se e pronto
PeloUrso fácil imaginá-lo sentado à volta da fogueira :)
Hipátia entusiástica, viva, uma voz que não pode fugir
Didas a melhor padeira do mundo. pés na terra. mãos na massa. coração ao alto. fé no humor e no:
Japinho o homem (in)tranquilo.
Bagaço Amarelo um bacano. e ponto final
Lilly Rose supersexy, quando for grande quero ser assim
Sónia a gerente que se impõe!
e até o João Oliveira passou por lá.

Bom muito bom ter-vos cá. Um abraço
e
n
o
r
m
e.

19.11.05

IV Edição do Concurso O Escritor Famoso. A decisão final do júri


Como me parece que algumas pessoas não compreenderam, volto a explicar que o vencedor do prémio O Navio de Espelhos foi apurado através de uma eleição em que participavam apenas os concorrentes - que elegeram, entre os 77 poemas a concurso, o seu preferido.

O que venho agora comunicar é a decisão de um júri independente, composto por cinco elementos: George Cassiel, mrf, O'sanji, rjm e Sónia Sequeira (Wilson T do Escrita Solta não pôde participar devido a um problema de natureza técnica).




Hoje à noite, no Encontro do Escritor Famoso, alguns participantes poderão ficar a saber mais pormenores sobre a votação ou sobre as dificuldades dos membros do júri - que pontuaram em muitos casos de forma díspar. Aos restantes participantes peço que aguardem até Domingo.

Parabéns aos vencedores - que são todos os que participaram neste Concurso. Parabéns aos autores dos poemas eleitos, que irão receber um exemplar do primeiro livro publicado pelo Ivar Corceiro.

Desejo a todos um excelente fim de semana!

18.11.05

Escritor Famoso. Boas notícias.

Em vez de 3 livros, o Ivar Corceiro vai oferecer 5. Estou a falar daquela Avenida. Logo, vamos passar a ter cinco grandes vencedores nesta IV Edição. Os resultados seguem dentro de momentos...

II Encontro EF. Como chegar ao Adamastor e vejam lá se deixam de usar o hotmail :)


Quem vem do Sul: consulte este link. A rotunda que vai dar à rua Batalhão de Caçadores Dez é a da Sé. Aí devem virar à esquerda. Depois vão sempre em frente até encontrar nova rotunda: contornam, virando à esquerda (passam para o outro lado do Canal). E uns 100/200 metros depois encontram um parque de estacionamento (zona do Rossio).

Quem vem do Norte: consulte este link. Não chegam a entrar na rua Batalhão de Caçadores Dez. Centrem-se nessa última rotunda que vai aparecer depois de alguns metros com o canal à vossa esquerda. Contornam-na completamente, virando sempre à esquerda, de forma a se colocarem na margem oposta. E uns 100/200 metros depois encontram um parque de estacionamento (Rossio).

O Rossio é o n° 3 no mapa, e a última rotunda é o n° 6.

Para todos: Depois de estacionarem, perguntam pelo Mercado do Peixe que fica a uns 2 minutos a pé. Chegam a uma praça com o Mercado ao centro e muitos bares e cafés à volta. O Adamastor fica por trás do Mercado, à esquerda de outro canal, numa esquina.

Parece complicado mas não é. E telefonem se precisarem de ajuda.

Campanha da noite V

Os fins justificam os meios. Às vezes. Como neste filme.

II Encontro EF (Aveiro city)

Pissoal, já tenho a riserva fêta. É no Adamastor ou não fosse o Camões o grande inspirador dos nossos poetas :lol:
Segue-se tertúlia n'O Navio de Espelhos. Tragam os vossos textos.

Bamos ao qu'intiressa:
Adamastor
Hora - 20h30
Locali - Travessa do Lavadouro, 1 (por trás do Mercado do Peixe) Tel. 234 371 777/8/9

Ementa - qui tal escolherem já entre um bacalhau com broa (16.50 euros) ou com natas (12 euros), ou vitela assada à Vouga (13.50 euros). sim, há outros pratos, mas se ficarmos por estes, com pedido prévio, é mais simples e barato. Os preços fixados incluem entradas, sopa, bebidas, sobremesa e café.

Reservei para 14-17 pessoas (dadas as confirmações já feitas ou quase). Senhores e senhoras, façam o vosso pedido para eu poder ligar para o Restô demain matin.

Quem quiser o meu contacto telefónico ou tiver dúvidas sobre o chemin, mande email. Estou à vossa disposição, que é como quem diz :))

Presenças:
Cláudia Sousa Dias*
Didas
Fausta Paixão
Finúrias
Hipatia
Ivar Corceiro
Ivar Corceiro & Co
Ikivuku
Japinho
Luna
Maria Heli*
mfc
mrf
O'Sanji
Palavras em Linha
PeloUrso
Sónia Sequeira

* falta confirmar

Devo acrescentar mais algum nome?

sim, Michaux

Escrevo-lhe do fim do mundo. É preciso que o saiba. Amiúde as árvores tremem. Apanham-se as folhas. Têm uma imensa quantidade de nervuras. Mas de que servem? Não há mais nada entre elas e a árvore, e dispersamo-nos, incomodados.
Será que a vida na terra não poderia prosseguir sem vento? Ou será preciso que tudo trema sempre, sempre?

(1942)
in Escrevo-lhe de um País Distante
Henri Michaux

IV Edição do Escritor Famoso. Prémio O Navio de Espelhos


Votaram 25 dos ilustres concorrentes. E esta eleição interpares foi renhida. Os resultados são os seguintes:

1°lugar Ivar Corceiro, Palestina, Poema n° 2 (6 pontos*)
Vencedor do prémio O Navio de Espelhos


2° lugar (5 pontos)
Palavras em Linha, Desafio ao Outono, Poema n° 17
A. Bandeira Cardoso, Escondido de Deus..., Poema n° 44
Didas, Poema para a minha avó..., Poema n° 65
Maria, As Reflexões de um louco..., Poema n° 66

3° lugar (3 pontos)
Maria, Berço Novo, Poema n° 30
Palavras em Linha, Não me quero prisioneira, Poema n° 42
A Minha Vizinha, Hoje e Amanhã, Poema n° 49

4° lugar (2 pontos)
Fausta Paixão, Coração de Pedra, Poema n° 24
J.P., Encruzilhada, Poema n° 29
Sisifo, Liberdade, Poema n° 40
VCRC, Prazer, Poema n° 47
Palavras em Linha, Variações no Verão, Poema n° 58
Ivo Jeremias, Mãos que não esquecem, Poema n° 60
mfc, Musgo Mulher, Poema n° 63
Luna, (sem título), Poema n° 71
Japinho, Vida, Poema n° 76

5° lugar (1 ponto)
21 poemas - números 7, 16, 18, 19, 20, 23, 25, 26, 28, 48, 50, 52, 54, 56, 59, 62, 64, 69, 72, 75, 77

Mais de 30 poemas não foram pontuados. Mas destes, alguns constam das preferências do júri... que serão reveladas amanhã!

Entretanto, dada a enorme abstenção do público nas "Eleições Abertas", o júri decidiu que na próxima edição vai mudar de regime. Pois, é mesmo golpe de estádio. Quem passa a decidir é o júri e ponto final!

Relativamente aos actuais resultados que tinham o estatuto de "parecer consultivo" para a escolha dos 3 melhores poemas, não vão poder ser considerados. A administração deixa aqui um enorme agradecimento à minoria que participou e pede-lhes que pensem no caso do referendo ao aborto que acabou por se tornar vinculatico sem o ser e em como já lá vão uns anos sem alteração da legislação, de forma a compreenderem que a decisão seja tomada pela assembleia. A assembleia continua reunida e comunicará os resultados amanhã, dia 19 de Novembro. Este livro irá pertencer a três dos 40 escritores que participaram com 77 poemas nesta IV Edição do Escritor Famoso.

A todos, muitos Parabéns! Ao Ivar, um agradecimento especial pelo poema Palestina.


* votos de Cláudia Sousa Dias, Hipatia, Maria, A. Bandeira Cardoso, Vítor e Didas

17.11.05

Campanha da Noite IV

Gesto de amor. Sem palavras. Este filme.
e ter aqui o Michaux e o Vincent e ter que vos lembrar o regulamento! atenção, acaba hoje às 24h00, o prazo para eleger os melhores textos-poema.

avancemos pois (ou recuemos na História) para Michaux

Não percebo bem as tuas ofertas.
O poucochinho que eu quero, tu nunca me trazes.
Por causa disso que me falta, aspiro a tanto.
A tantas coisas, quase ao infinito...
Por causa desse pouco que falta, que tu nunca trazes.

(1932)
in A minha vida, de A Noite Revolta
Henri Michaux


Sopra um vento terrível.
É apenas um pequeno buraco no meu peito.
Mas sopra nele um vento terrível.

(1929)
in Nasci esburacado, de Equador
Henri Michaux

Vincent

Wheat fields with cipresses, 1889

starry starry nights. sketch the trees. catch the breeze.
now i understand what you tried to say to me. van Vogh. e esta música e a animação soberba. opção tela grande.

presente de um pirata vermelho e blue and gray. que os piratas às vezes dão, não tiram.

Self-portrait with a Straw Hat, probably 1887

Vincent van Gogh (Dutch, 1853–1890)
museu em Amsterdão de visita obrigatória. pelas telas, pela história que nos conta do homem. triste. pela forma como nos conta. nós em frente a cada tela a ouvir na nossa língua os passos.

16.11.05

Campanha da Tarde para a Noite III

Intifada. The dream shall came true. Eu pergunto. Eles afirmam. Neste filme.

e com esta acabaram-se as citações do Houellebecq

Há uma frase célebre que divide os artistas em duas categorias: os revolucionários e os decoradores. Digamos que escolhi o campo dos decoradores. Quer dizer, eu não tive propriamente escolha, foi o mundo que decidiu por mim.(...) Suponho que os revolucionários são aqueles que são capazes de assumir a brutalidade do mundo, e de lhe responder com uma brutalidade acrescida. Eu não tinha simplesmente essa coragem. Mas era ambicioso, e no fundo, é possível que os decoradores sejam mais ambiciosos que os revolucionários. Antes de Duchamp, o artista tinha como última meta propor uma visão do mundo que fosse ao mesmo tempo pessoal e exacta, isto é, mobilizadora; era já uma ambição enorme. Depois de Duchamp, o artista já não se contenta em apresentar uma visão do mundo, ele procura criar o seu próprio mundo; ele é muito exactamente o rival de Deus.


La possibilité d'une île
Michel Houellebecq
Ed. Fayard
Prix Interallié 2005
pp 157-158 (traduzida)

IV Edição. Eleições

Eleição Inter Pares: ainda não votaram 26 dos 40 autores de 77 poemas

Eleições Abertas ao público: vá lá, encham-se de coragem, leiam os poemas e votem!

Fim do Prazo: amanhã, às 24h00.

Poemas: aqui, todos em filinha.
Urnas: uns posts mais abaixo.

II Encontro EF (Aveiro city)

No próximo Sábado, dia 19, vai haver jantar seguido de tertúlia n' O Navio de Espelhos. Logo vos digo qual é o restaurante ou ponto de encontro. Por agora vamos confirmar as presenças:

Cláudia Sousa Dias
Didas
Fausta Paixão
Finurias
Hipatia
Ikivuku
Ivar Corceiro
Japinho
Luna
Maria Heli
mfc
mrf
O'Sanji
Palavras em Linha
PeloUrso
Sónia Sequeira

E depois, a Hipatia vai precisar de uma boleia, a Maria de um nevão forte, e a J.P. precisa que mudem o turno dela no hospital! :)

Os convivas podem ter participado no EF ou não! Se não participaram, basta terem um blog. Este fica em casa nessa noite. Mas podem trazer os cônjuges ou parceiros na vida, ou um amigo! (ouviste, Paulo?)

Quem se junta a esta lista?

15.11.05

Campanha da Noite II

Drink. Eat. Have as much sex as you like. O que pode matar é falar inglês? Neste filme, os franceses explicam.
(...) em suma, eu revivia, mesmo se sabia que era a última vez. Toda a energia é de ordem sexual, não principalmente mas exclusivamente, e quando o animal já não serve para se reproduzir ele não serve em absoluto para mais nada. Com os homens é a mesma coisa; no momento em que o instinto sexual desaparece, escreve Schopenhauer, o verdadeiro centro da vida desaparece; assim, assinala ele numa metáfora de aterradora violência, "a existência humana assemelha-se a uma representação teatral que, começando com actores vivos, terminará com autómatos cobertos com os mesmos trajes". Eu não queria tornar-me um autómato, e foi isso, essa presença real, esse sabor de vida viva, como teria dito Dostoïevski, que Esther que ofereceu. De que serve manter em estado de marcha um corpo que não é tocado por ninguém? E porquê escolher um belo quarto de hotel se devemos dormir aí sós? Eu não podia (...) senão inclinar-me: imenso e admirável, decididamente, era o poder do amor.


La possibilité d'une île
Michel Houellebecq
Ed. Fayard
pp 222 (traduzida)

14.11.05

Campanha da Noite I

Life is short. Play____more.
A palavra destrói, ela separa, e no momento em que, entre um homem e uma mulher, só ela resta, consideramos com justeza que a relação está terminada. Quando, pelo contrário, ela é acompanhada, amaciada, e de alguma forma santificada pelas carícias, a palavra em si, pode tomar um significado diferente, menos dramático mas mais profundo, o de um contraponto intelectual isolado, sem consequência imediata, livre.


La possibilité d'une île
Michel Houellebecq
Ed. Fayard
pp 90 (traduzida)

IV. Edição do Concurso O Escritor Famoso. Eleições Abertas

É agora! Até ao dia 17 de Novembro (24h00) todos poderão votar nos 3 poemas que, na vossa opinião, merecem ser eleitos como os mais belos ou os mais bem conseguidos. Tenham em consideração a originalidade, a expressividade, o diálogo estabelecido com a imagem, a cadência e ritmo definidos, e enfim, o vosso gosto pessoal, sem dúvida!

Votem nos comentários deste post, sempre!

A concurso estão 77 Poemas que poderão ler aqui. Que o número não vos assuste, lêem-se com prazer, e mais rapidamente do que podem imaginar. Criem uma tabela para vos ajudar nessa tarefa de avaliação. Os Poemas vencedores ganharão este livro.

Em paralelo, entre os participantes no Concurso, vai realizar-se outra eleição. A estes, sugiro que leiam o post seguinte.

Obrigada a todos! E por favor, votem!

IV Edição do Concurso O Escritor Famoso. Atenção concorrentes!

São os próprios participantes no Concurso que vão eleger o vencedor do prémio O Navio de Espelhos. A vocês peço que indiquem 1, 2 ou 3 poemas (que não sejam da vossa autoria) que consideram merecer este prémio especial. Por cada nomeação será atribuido 1 ponto ao poema correspondente. Ganhará obviamente o Poema que mais pontuar.

Os concorrentes (e só eles) devem votar nos comentários deste post.

Recebemos 77 poemas!
Como não sabia como vos agradecer, peguei nesta foto que tirei num fim de tarde há alguns meses, e decidi expô-la aqui como uma oferenda. É que me faz bem olhar para ela. Gosto da luz e dos sons, do prazer e da liberdade que ela me sugere. Boa sorte, amigos desta globosfera!


IV Edição. Os últimos poemas para o EF

71. de Luna, do Loucura e Nata, (sem título)

72. de Ikuvuku, do Quaise, Explicação

73. de Francisco del Mundo, Forgotten Child

74. de Francisco del Mundo, Futuro Adiado

75. de PeloUrso, do À Volta da Fogueira, (sem título)

76. de Japinho, do RPM, Vida

77. de Jorge Morais, do 6 em 1 & Algo Mais, Entrelaçados


São assim 77 os poemas a concurso nesta IV Edição d' O Escritor Famoso!
Para verem o resultado final, espreitem os 6 lotes de fotografias com links para todos os Poemas. Ou vão directamente ao Escritor Famoso.

IV Edição do Escritor Famoso. Lote 6

51. Wallis "Dress to Kill" ad campaign
Poema Lianor de Picolita do Na Corrente da Vida

52. Heidi Laros (showtime. three boys)
Meu reino de fantasia Ou talvez não, de A. Bandeira Cardoso,
do
De Profundis, Pena de Vida

53. Karsten Beumler
Extra-concurso, addiragram oferece Sonho

54. George Portz
Extra-concurso, Fausta Paixão oferece Poema de Prazer
e Céus Suspensos

Entrelaçados de Jorge Morais do
6 em 1 & Algo Mais

55. Isach Oslo


56. Ernst Kletzmair
Spectrum do Carlos da Alameda dos Oceanos

57. W. Ropp
Mãos que não esquecem de Ivo Jeremias do Olho Bem Aberto

58. Gonçalo de la Serna
Apenas uma foto, oferenda do Bis Morgen (extra concurso)

59. Thomas Schmidt
Hoje e Amanhã d' A minha Vizinha

60. Pedro Palma (pés de mãos dadas)
Poema de PeloUrso do À volta da fogueira

Os 3 haikais de Tmara do Estranhos Dias


[Lote lançado a 8 de Nov]

IV Edição do Escritor Famoso. Lote 5

41. Dennis Okanovic (flower)
Poema de Hipatia do Voz em Fuga, Rosa Verde

Poema de Nokinhas do Andorinha Negra

42. W. Ropp
43. Keith Nicolson
Poema de Amanda do TouKiBem , Fosse eu

Poema de VCRC, Prazer


44. Theo Jennissen
Poema de Nokinhas do Andorinha Negra, Onde estás?

Poema de Finúrias, Corpo

45. Bas de Meijer (stoelnaakt)
Poema Ele já foi, de Fausta Paixão, do Não Compreendo os homens
Outro extra-concurso da Fausta Paixão, Baza

46. Tine Drefalh
Poema de Hipatia do Voz em Fuga , Godot
47. mrf



49. Autor desconhecido (Fred Astaire e Ginger Rogers)
Poema de Paulo da Poesia Lusa, Romance e Fantasia

50. Autor desconhecido (metro de moscovo)
Poema de J.P. do Faz de Conta, Encruzilhada


[Lote lançado a 4 de Nov]

IV Edição do Escritor Famoso. Lote 4

31. Tine Drefalh (susanne2)
Poema de A. Bandeira Cardoso do
De Profundis Pena de Vida, Esperança

Poema de A Minha Vizinha, Dá-me a mão

32. Keith Nicolson
De Paulo César Nunes do Poesia Lusa, Os teus segredos

Do
Quaise, Linguagem Gestual e Explicação

33. Sabine Leve
"Roubada" por Lilly Rose do Antes que me deite para um Poema extra-concurso chamado des-ligas

34. Prop. José Manuel Correia (Angola, Angela, Busto de Rapariga)
Poema de A Minha Vizinha

35. Marco Maurício
Poema de Paulo C. Nunes do Poesia Lusa
Achei

36. Paulo Castro
Poema da Joaninha

Reality

37. Spencer Tunick
Hombre de Caiacaina do Bis Morgen
Nu? de Joaninha do Meinemliebe

38. Sarah Afonso (meninas)
Poema de Leonor do Andorinha Negra, Quimera

Poema de
Werneck, Meninas

39. Elena Reftalvi (burning witshes of salem)
Poema de Maria do Estórias do Bicho da Seda
Pantomina

40. Anneke DM (alexie)
Poema de Ivo Jeremias do Olho bem aberto
Leio, logo vivo!


[Lote lançado a 4 de Nov]