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16.5.12

O Desemprego Tem Rosto



Nome: Vítor José da Silva Gomes
Idade: 42
Local­i­dade: Coruche vive em Alfor­ne­los
For­mação: Con­tabilista aecops
Última profis­são: Con­tabilista
Há quanto tempo desem­pre­gado: desde 6 de fevereiro 2012
Agre­gado famil­iar: casado, um filho de 4 anos
O que mudou na sua vida desde que ficou desem­pre­gado: Per­spec­ti­vas de futuro ” enviar cur­ricu­los, esper­ança que isto dê a volta, tem de dar “

12.12.11

Concurso de Natal 2011- Camelos do Presépio

A notícia é perturbadora mas não surpreendente. Na passada semana, Maria e José já haviam alertado sobre a possibilidade de Belchior, Baltasar e Gaspar terem fugido para parte incerta. Os três reis, pressionados no sentido de distribuir mais equitativamente os presentes de Natal e temendo certamente a vaga de tumultos que alastra por todo o Médio Oriente, poderiam não satisfazer a vontade bíblica. Os pais do futuro messias (que se chamará Jesus) transmitiram a sua preocupação aos jornalistas que os acompanham no trajecto em direção a Belém, afirmando: "Sem incenso e mirra passamos bem, mas sem ouro não nos aceitam nem na Cisjordânia!"
Hoje foi divulgada uma fotografia dos reis alegadamente em fuga. Um beduíno terá captado a imagem no sudoeste da Síria, próximo do oásis Palmira, o que poderá indicar que os magos se encaminham para o Irão. O presidente Ahmadinejad já informou a ONU que o seu país dará abrigo a Baltasar, mantendo reservas relativamente a Melchior e Gaspar.

Os camelos do Gaspar e do Baltasar, alegadamente em fuga pelo deserto

Dadas as circunstâncias, tememos que o Concurso Camelos do Presépio, evento de grande significado organizado pel' A Barbearia do Senhor Luís, só possa contar com esta panorâmica traseira e parcial.
Deixo votos de Feliz Natal para o organizador e para todos os concorrentes admitidos, na esperança de que unidos consigam(os), pelo menos, resolver o mistério que a imagem levanta:  onde está o traseiro do camelo do Belchior, também conhecido por Melchior ou Melquior?

29.11.11

Mensagem curta e cusca #2

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United StatesMountain View, California
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PortugalLisboa
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PortugalLisboa
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Unknown
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PortugalLisboa
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Unknown
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PortugalLisboa
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PortugalCarnaxide, Lisboa
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PortugalPrime, Viseu
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PortugalLisboa
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MexicoSaltillo, Coahuila de Zaragoza
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PortugalSanta Brbara De Nexe, Faro
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BrazilBraslia, Distrito Federal
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PortugalLisboa
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PortugalLisboa
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PortugalMaceira, Leiria
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United StatesMountain View, California

Estão a perceber o porquê desta mensagem curta e cusca? O visitante de Mountain View, Califórnia, continua as suas investidas. Se não for um computador, a sério que não se quer identificar? :)

18.11.11

Mensagem curta e cusca


Caro/a visitante com IP Address 66.249.67, a residir em Mountain View, California, não quer identificar-se? Segundo o "sitemeter", há já algum tempo que faz visitas diárias a este blogue. É português/portuguesa? Por que razão passa por aqui? (sorriso)(às vezes vou ver os relatórios das visitas e fico curiosa)(I can't see the whole room and there's so many people in it!)

Entretanto, obrigada pela preferência ___e um abraço!

11.7.09

Câmara lenta (não é a municipal)


Cinco situações da minha vida dignas de passarem em câmara lenta... O desafio veio de outro planeta e soa-me a poemas sem palavras, como abraços imensos de mãe ou de filhas pequeninas a fazerem muita força para doer e afinal é apenas tão bom, e elas sabem mas não dizem que sabem que é tão bom... e por isso eu que ando distante para tantas coisas como estes desafios que são a maneira que os grandes inventaram de dizer que não se esqueceram de nós (apesar de poucos alguma vez nos terem olhado nos olhos), (o que me parece tonto e outras vezes comovente)..., eu já estou a rebobinar momentos em câmara lenta a ver se fixo algum para oferecer. ela. eu conheço. ofereceu-me um livro mal me viu e tenho saudades das vezes em que não estivemos juntas.

em câmara lenta...


  • no primeiro dia de escola. que era também o dia em que fazia 6 anos. o corredor era imenso e pareceu-me escuro. os passos ressoavam mas eu sentia que flutuava. todos os gestos eram demasiados rápidos. eu seguia lentamente os gestos e não os apanhava. sentaram-me na fila da frente e houve um momento em que olhei para trás e pareceu-me que estava num palco. o público era uma massa indistinta. então fechei os olhos e pensei na terra que era ainda minha e que ficava em África. eu nem me despedira dela. por não saber o que queria dizer "voltar ao puto". o "puto" tinha uma cor triste e cheirava mal. tinham passado apenas dois meses. eu não apanhava os gestos. eu não sabia onde estava. eu só queria reaver a minha terra.


  • a vizinha à janela. chama por mim, muito doce. diz: rosarinho, nasceu o teu irmão. o hospital ficava a um quarteirão da casa e eu conhecia-o por dentro. cheguei lá primeiro que eu. o meu primeiro bebé, de cabelo em pé.


  • um final de tarde. a minha irmã pôs a cassete no gravador. e então ouvi: Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim/Não me valeu/Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!/O resto é seu/Trocando em miúdos, pode guardar/As sobras de tudo que chamam lar/As sombras de tudo que fomos nós/As marcas de amor nos nossos lençóis/As nossas melhores lembranças/Aquela esperança de tudo se ajeitar/Pode esquecer/Aquela aliança, você pode empenhar Ou derreter... Ah e mesmo se a minha aliança era um fio muito fininho de prata que ele me ofereceu quando fizemos um mês de namoro... (o que aliás me fez ser tão gozada pela minha irmã). tinha acabado. e o Chico Buarque, que eu não conhecia, que eu nunca ouvira, surpreendentemente, naquele dia, cantava só para mim. acabámos muitas vezes. acho que essa nem foi a última vez. mas lembro-me de como fiquei imóvel. ainda fico, quando o ouço. ao Chico!


  • temos vinte anos. na cidade, o verão chegou de repente em março. e decidimos contar o dinheiro: dava para apanhar um autocarro e ir acampar alguns dias no algarve. apanhámos a "linha" mais portuguesa de Portugal. na carripana, uma senhora à nossa frente tinha um pintainho de estimação a quem dava beijinhos e cornetos da Olá. os dois foram todo o tempo a debicar gelados. como não tínhamos lanche, um casal de velhotes decidiu alimentar-nos. comeinde! lembro-me de uma fatia enorme de pão saloio com pedaços gordos de chouriço. e depois houve um momento em que fechei os olhos e senti-me segura como em minha casa. eu já estava apaixonada por ele. mas voltei a apaixonar-me.


  • e agora temos 40 ou falta pouco e aterrámos num sonho de há muito tempo. um vento muito frio corta o ar. envolvemo-nos em cachecóis, luvas e gorros mas continuámos com o corpo em estado de alerta. já nevou. as ruas, as casas, dentro das casas, há decorações de natal. e de repente, chegámos àquele lugar. stop. Times Square. pasmar: olhar para os arranha-céus cintilantes, cintilantes, aqui, ali, este, outro reclamo, teatros, as notícias, nasdaq, megastore, teatros, megastore, vendedores ambulantes, cavalos, táxis amarelos, vummmmmmmmmmm. impossível seguir os movimentos. mas foi tão bom parecer um boi a olhar para um palácio!


e agora, vejam em câmara lenta estes momentos. ou estes. e estes. ou estes. e ainda estes. clic. off.

lá em cima, uma pequena bailarina dança em frente a um quadro (detalhe) de Julião Sarmento no Teatro Aveirense. também é para ver devarinho: o quadro.

28.6.09

Lemniscata


«O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores

O galardão foi-me atribuído pela Cláudia Sousa Dias, autora do
Há sempre um Livro à Nossa Espera e co-autora do Rendez-vous. Muito obrigada pelo mimo! :)

Lemniscata: curva geométrica com a forma semelhante à de um 8; lugar geométrico dos pontos tais que o produto das distâncias a dois pontos fixos é constante. Lemniscato: ornado de fitas; do grego lemniskos, do latim, lemniscu; fita que pendia das coroas de louro destinadas aos vencedores. (in Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora)

De acordo com as regras atribuo o Prémio deste post aos seguintes blogues:

A Esquerda da Vírgula, de nd
Circo da Lama, de Bruno Vieira Amaral
Humanos, de Paulo Costa
In the Meadow, de Silvia Chueire
O que cai dos dias, de João Ventura
O lado esquerdo, de Arsélio Martins

19.1.09

Reverberação


A mulher é um ser inferior... em geral de pouca inteligência; fútil, má e falsa.
Mas decerto. É isso. É isso porque a fizeram assim. Fizeram-na assim os homens, e ela mesmo colaborou na sua destruição. As mães são as piores inimigas do seu sexo.
(...) em nome dos bons princípios, esvaziaram-vos os cérebros, trocaram-vos as almas!*


Andava eu a ler estes pensamentos profundos do Mário de Sá-Carneiro... Estava mesmo a precisar de alguém que me elevasse a auto-estima com um blogue de ouro! :)

Obrigada,
Cláudia, só podias ser tu!

Quanto às seis nomeações que devo fazer..., esvaziaram-me o cérebro. Em nome dos bons princípios, p.f. consultem a coluna da direita... (desactualizada há meses porque o Blogrolling anda em mudanças e não está operacional!)



* Mário de Sá-Carneiro, «O Incesto» (1912), in Princípio e Outros Contos, Publicações Europa-América, Lisboa, 1985, p. 220