Os links nos posts anteriores ___ para joguinhos parvos___ foram postos ali para fomentar não pensarem na fraca produtividade do dia. mas não deixam de nos fazer sentir... parvos. Os ovos do Tine Drefahl são giros. Cliquem nas imagens e escolham o vosso preferido___ o que também não serve para nada, mas sempre ficam a conhecer uma série temática de um fotógrafo original.
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9.4.07
30.11.05
À escuta #17
É óbvio que o modelo clássico da monogamia falhou. A poligamia e a poliandria adaptam-se melhor à complexidade do ser humano. Todos temos múltiplas facetas e é inimaginável que um único companheiro nos consiga preencher.
Como tudo se transforma
(7)
E como de uma desgarrada nasce uma maratona ou toma lá outro poema, ó parceira:
Descalça no areal
parei para sentir a noite
esse instante em que o vento é mais nu
o teu corpo fica frio de vento
os odores caiem c'os açoites do ar
esse instante em que a palavra é mais crua
os olhos erguem-se para a palavra
o céu desce até nós
tocam-me as luzes que tremem
e nesse instante quebras um búzio
e suspiras adeus
(8)
E como um duelo com a Palavras em Linha se transformou numa Estória do Bicho da Seda:
descalça no areal
parei para sentir a noite,
grávida de sonhos
que a mão da consciência
sente pontapear
naquele instante
em que suspiraste adeus
vi que na ampulheta dos teus beijos
se media o meu tempo
e levito no vácuo da espera
ansiando que um búzio qualquer
te sussurre “vem”
na minha voz de mar
(9)
E como da poesia surgiu a prosa. Em mensagem de alegria à vista, mais uma vez, mas agora já sem rimas, que a prosa também é poética, a resposta da Palavras:
Estava descalça no areal vestida ainda de espanto; quebrado o búzio as mãos estavam vazias e eu deixei soltar o grito sob os açoites do vento. Baixei então os olhos e a lágrima prendeu-se ao choro calado, envergonhada.
Sob os meus pés, as ondas murmuravam que não, que não, que não tens culpa e o sol continuava quieto no seu espaço absoluto.
Amanhã todas as coisas estariam ali, mesmo que eu não voltasse.
Ergui os olhos, ergui os braços, silenciei o queixume e avancei, serena.
Atrás deixava as águas e os meus pés trilhavam o caminho certo.
Sob os meus pés, as ondas murmuravam que não, que não, que não tens culpa e o sol continuava quieto no seu espaço absoluto.
Amanhã todas as coisas estariam ali, mesmo que eu não voltasse.
Ergui os olhos, ergui os braços, silenciei o queixume e avancei, serena.
Atrás deixava as águas e os meus pés trilhavam o caminho certo.
(10)
E como a Sol&tude entra no grupo:
Tomei a areia nos braços,
e o mar sentia-o no ventre,
sorvendo as lágrimas de sal
com as ondas do meu desalento.
Traguei a vida num sopro,
até à banalidade da morte,
fiz de pouco a minha sorte
e do amor amuleto...
Despi-me de roupas e credos,
vesti-me do verso, de errado,
não fosse o destino ofertar-me
o teu corpo por presente...
Que mais fiz que não faria?
Que vagas rebentaram cá dentro,
quando nua me vi deitada
ardendo de fogo e tremendo...
Troquei seixos por promessas,
rezei, chorei e pedi
que a espuma da maré vaza
te trouxesse de novo até mim.
Cinji a cintura de algas,
cobri o rosto de véus
quando na praia te vi as pegadas
e te senti os braços nos meus...
Das febres, das seivas, dos gestos
dos risos, gemidos, odores,
calou a noite o segredo
guardou o mar os sabores...
E depois de saborear, hei-de ver como transformo.
P.S.: Aqui, desgarrada com outros odores.
P.S.: Aqui, desgarrada com outros odores.
14.11.05
IV Edição do Escritor Famoso. Lote 5
44. Theo JennissenPoema de Nokinhas do Andorinha Negra, Onde estás?
45. Bas de Meijer (stoelnaakt)Poema Ele já foi, de Fausta Paixão, do Não Compreendo os homens
Outro extra-concurso da Fausta Paixão, Baza
48. Johannes Kikorian (1932, Palestina)Poema para a minha avó que nasceu muito antes de inventarem a playstation, pela Didas
49. Autor desconhecido (Fred Astaire e Ginger Rogers)Poema de Paulo da Poesia Lusa, Romance e Fantasia
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Maria do Rosário Sousa Fardilha
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W Ropp
IV Edição do Escritor Famoso. Lote 4
31. Tine Drefalh (susanne2)Poema de A. Bandeira Cardoso do De Profundis Pena de Vida, Esperança
Poema de A Minha Vizinha, Dá-me a mão
32. Keith NicolsonDe Paulo César Nunes do Poesia Lusa, Os teus segredos
Do Quaise, Linguagem Gestual e Explicação
"Roubada" por Lilly Rose do Antes que me deite para um Poema extra-concurso chamado des-ligas
34. Prop. José Manuel Correia (Angola, Angela, Busto de Rapariga)Poema de A Minha Vizinha
Nu? de Joaninha do Meinemliebe
39. Elena Reftalvi (burning witshes of salem)Poema de Maria do Estórias do Bicho da Seda
Pantomina
40. Anneke DM (alexie)Poema de Ivo Jeremias do Olho bem aberto
Leio, logo vivo!
[Lote lançado a 4 de Nov]
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Maria do Rosário Sousa Fardilha
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Tine Drefalh
IV Edição do Escritor Famoso. Lote 1. Inspirem!
1. Win de Jonge (weak as i am)Poema do Carlos de Alameda dos Oceanos,
Afinal eu também escrevo poemas se...
3. Tine DrefahlPoema de Fausta Paixão, Verdes Anos
4. David GazzottiPoema de Solteirão do (Diário de um)Ex-Solteirão,
La sicciliana
5. mrf (Roma)ROMA ou o AMOR ao contrário do Vítor do Conversas Escritas
6. mrf (Paris)
7. Tine Drefalh (kleinekappe)Poema da J.P. do Faz de Conta
8. Sokolsky (hand mushroom)Poema da Palavras em Linha
10. Bertrand De Girardier (Serralves)Reflexões de um louco internado na realidade
por mariavaialone do Estórias do Bicho da Seda
Outra noite por Finurias do Ministério da Soltura
E ainda outro poema à noite, da Palavras em Linha (extra-concurso)
[Lote lançado a 2 de Nov]
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Maria do Rosário Sousa Fardilha
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