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14.11.05

IV Edição do Escritor Famoso. Lote 6

51. Wallis "Dress to Kill" ad campaign
Poema Lianor de Picolita do Na Corrente da Vida

52. Heidi Laros (showtime. three boys)
Meu reino de fantasia Ou talvez não, de A. Bandeira Cardoso,
do
De Profundis, Pena de Vida

53. Karsten Beumler
Extra-concurso, addiragram oferece Sonho

54. George Portz
Extra-concurso, Fausta Paixão oferece Poema de Prazer
e Céus Suspensos

Entrelaçados de Jorge Morais do
6 em 1 & Algo Mais

55. Isach Oslo


56. Ernst Kletzmair
Spectrum do Carlos da Alameda dos Oceanos

57. W. Ropp
Mãos que não esquecem de Ivo Jeremias do Olho Bem Aberto

58. Gonçalo de la Serna
Apenas uma foto, oferenda do Bis Morgen (extra concurso)

59. Thomas Schmidt
Hoje e Amanhã d' A minha Vizinha

60. Pedro Palma (pés de mãos dadas)
Poema de PeloUrso do À volta da fogueira

Os 3 haikais de Tmara do Estranhos Dias


[Lote lançado a 8 de Nov]

20.5.05

Confissões Sexuais de Um Anónimo Português II


Isach Oslo via Imagens

Por volta dos dez anos apaixonei-me.
Até aí gostava apenas de estar com ela, a Alice chegava e começavam logo as brincadeiras e as gargalhadas. Com a paixão, as coisas complicaram-se. Sonhava com ela, sofria se ela não aparecia aos Domingos, estranhava uma espécie de agitação que começava a acontecer no meu corpo. Mas só soube que era paixão porque a minha irmã, involuntariamente, me disse. Com um ar trocista perguntou-me se eu não andava pelo beicinho e então percebi que finalmente estava a acontecer essa coisa a que todos davam alguma importância, tanta que desde miúdo me perguntavam se tinha namorada. Mas a paixão deu cabo da minha relação com a Alice. Como era minha prima ninguém achou muita piada, além de que a certeza de que ela já sabia ou ia saber que eu passava o tempo todo a pensar nela - e como isso era humilhante! -, fez com que eu começasse a agir de forma tão brusca e violenta com a Alice, que ela passou - imaginava -, a não gostar de mim, e ninguém pode continuar apaixonado por alguém que não gosta de nós.

O pior de tudo foi a conversa que o meu pai teve comigo. Explicou-me meia dúzia de coisas sobre os factos da vida, sendo que a moral da história era "aindas és um puto mas daqui a pouco vais deixar de ser, e o melhor é arranjares namoradas que não sejam da família, espero que muitas, as mulheres são todas diferentes, cada uma tem o seu encanto, e um tipo só vive uma vez, não sejas burro, goza muito antes de casar, que depois de casar também é possível mas é mais complicado, e mais depressa do que imaginas envelheces e depois um tipo já não é o mesmo, mas és muito novo para perceberes isto, e portanto já sabes que se quiseres falar comigo estás à vontade, sou o teu pai, já vivi muito, ahahah, por acaso diverti-me à brava com as miúdas quando era novo, eu e o teu tio, o pai da Alice, que a tua mãe e a tua tia nem sonham, ahahah, epá rapaz mais uns anitos e chega a tua vez, e agora dorme bem, está bem?"

Antes de começar a dominar a situação fui vítima de abuso sexual e isso deixou-me um pouco confuso.