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30.5.12

Um sorriso pra ti, um sorriso pra mim e a vida sorri

Papa reitera confiança nos seus próximos e nega conspiração no Vaticano. Relvas comportou-se com "correcção e transparência", diz Passos.

Bento XVI e São Bento no seu melhor.

29.5.12

Crime e impunidade na Casa Pia. Uma história sem fim.

A pior notícia dos últimos tempos, envolvendo o nosso país. Pergunto: quem assume a responsabilidade deste crime? por que razão não se ouviu ainda o actual Provedor da Casa Pia, nem o Provedor à data dos acontecimentos, 1996*? não se instaura um inquérito a nível nacional? não se pronuncia sobre este caso o Procurador Geral da República? indignam-se todos os comentadores profissionais com a alegada invasão da privacidade de Pinto Balsemão pelas "Secretas" e ninguém se indigna com a utilização de crianças como cobaias? que merda de país é este? que tipo de gente somos nós?


Em 2004, um extenso documento redigido pelo movimento norte-americano "Campaign for Mercury Free Dentistry" (documento disponível neste endereço), criticava severamente a forma como as 500 crianças portuguesas que participaram nesta investigação tinham sido angariadas. Entre os reparos feitos por este movimento norte-americano, que os documentos que tinham sido entregues aos responsáveis pelas crianças e que dariam autorização aos cientistas para as usar como "cobaias", não revelava que as amálgamas a utilizar nos tratamentos dentários tinham mercúrio. Um facto que levantaria a suspeita de que nem tudo estava a ser conduzido com a maior lisura. Pelo contrário, afirma o mesmo documento, as declarações de autorização entregues aos pais e encarregados das crianças norte-americanas – 500 que participaram também no estudo – informavam que as amálgamas continham mercúrio. - in Publico, 28-05-2012


 
*Luís Rebelo era provedor da Casa Pia e autorizou a participação de 100 alunos internos. Os restantes foram autorizados pelos pais. Quando rebentou o escândalo de pedofilia, Rebelo saiu e a sucessora, Catalina Pestana, aceitou prosseguir o estudo. A Casa Pia não comentou a reportagem.

27.5.12

De braços cruzados

Daqui a uns anos, o Tribunal Penal Internacional servirá, novamente, para lavar a cara a este mundo que cruza os braços enquanto assiste ao massacre.

17.5.12

Bósnia

 
Avistar a Stari Most (ponte velha), aproximando-nos a pé do centro de Mostar (viajamos num autocarro, carreira normal, a partir de Sarajevo). A Stari Most foi construída em 1566 e era considerada património da Humanidade. Foi completamente destruída no período de guerra (e em 2008 restaurada).

19.12.11

Václev Havel (1936-2011). Cartas a Olga

Nascido em Praga (1936), Václav Havel trabalhou no Teatro da Balaustrada, onde foi técnico de luzes, secretário, assistente de encenação, leitor e autor residente. As suas duas primeiras peças, Garden Party (1963) e Notificação (1965), granjearam-lhe de imediato o reconhecimento internacional como dramaturgo. Finda a Primavera de Praga, em 1968, passou a ser um autor proibido na sua pátria e, devido ao estatuto de co-fundador e porta voz da «Carta 77», veio a sofrer inúmeras condenações e penas de prisão que acabaram por desencadear uma onda de protestos a nível internacional, incluindo os países de Leste. As Cartas que escreveu a Olga Havlová (1933-1996), sua esposa (desde 1964 até 1996), constituíram «o único meio que possuo para comunicar contigo e com o mundo».
Václev Havel viria a ser o último presidente da Checoslováquia (1989-92) e o primeiro Presidente da República Checa (1993-2003). Em 1997 casou com a actriz Dagmar Havlová. Em 2008, "viu subir à cena uma nova peça sua De saída, que dava conta dos dilemas de um líder político no momento de abandonar o cargo. A obra foi aclamada pela crítica." Václev Havel morreu ontem durante o sono, na sua casa em Hrádecek.


1ª CARTA
Querida Olga:

Os astrólogos tinham razão, como se está a ver, quando me predisseram de novo cadeia para este ano e quando anunciaram um Verão quente. Aqui faz realmente um calor horrível, uma sauna imparável. Custa-me que esta minha nova «base» te venha a, com certeza, trazer muitas contrariedades. Na minha opinião devias permanecer em Hrádecek [1], aí administrar a casa, embelezá-la, tratar da horta, ir com os cães ao lago, etc. Sempre poderia alguém da família fazer-te companhia, ou os amigos que aí quisessem ir passar férias. De nada serve estares em Praga - aqui em nada me podes ajudar, e, depois, com que irias ocupar o teu tempo? Lá, ia certamente ser necessário começar a conduzir o carro, para poderes ir às compras e coisas do género. E não ficarias sempre dependente de outras pessoas. Enfim, devias viver como se eu tivesse partido de viagem, ou seja, fazer uma vida normal. É a melhor maneira de me ajudares: saber que estás bem e que nada te falta. (...)

4 de junho de 1979

5ª CARTA
Querida Olga:

Antes de mais: esqueci-me, como, aliás, é costume, de te mandar os parabéns pelo teu aniversário. Só me lembrei uns minutos depois de entregar a carta anterior. Desculpa! Quanto a esta minha falta de memória, parece que já não há nada a fazer. Então, aqui, vão atrasados os meus parabéns! Compro-te um presente quando estiver em liberdade, já que presentes da prisão (feitos de migalhas) não são os que mais te agradam, tanto quanto me lembro... Recebeste as minhas últimas cartas - com os nº 3 e 4? Era, com certeza, bom que confirmasses através de um postal, na volta do correio, a recepção de cada carta, para não perder o controlo... Da última vez acusei a recepção da tua primeira carta; desde então chegaram mais duas. A primeira deu-me grande alegria e despertou-me a vontade de escrever (nela contavas-me como vocês tinham lido as minhas peças). Agradeço-te do coração! Em contrapartida, a segunda (e também a terceira) deixou-me um pouco inquieto. Dizias que não me mandavas um beijo - que eu já sabia a razão. Eu não sei a razão! O que sei é que não deves escrever-me essas coisas, fico mal por sei lá quantos dias. As cartas são a única coisa que temos, aqui lemo-las uma dezena de vezes, ponderamos todas as implicações em todos os sentidos, alegramo-nos com o mínimo pormenor ou com ele também sofremos e tomamos consciência de como estamos manietados - em conclusão, deves escrever-me cartas amáveis! E numera-as, escreve a data, e, principalmente, escreve de forma clara e legível! Afinal, não deve custar muito sentares-te de vez em quando à máquina e escreveres tudo o que acontece contigo! (...)

P.S. Apercebi-me de uma coisa estranha: este mundo aqui dentro tem muito mais verdade que o mundo aí fora. As coisas e os seres humanos mostram-se aqui na sua verdadeira dimensão. A mentira e a hipocrisia esaparecem. Quando estiver outra vez aí fora, hei-de contar-te coisas interessantes sobre este tema.

Segunda-feira, 23.7.1979
(...)

Manhã de terça-feira, 24.7

Hoje sonhei contigo! Tínhamos alugado um palácio em Veneza! Continuo com boa disposição. Escreve-me cartas e postais bonitos para poder guardá-los!

9ª CARTA
Querida Olga:

A tua visita deu-me muita coragem e alento; depois dela senti-me jovial. Fiquei especialmente feliz por termos a mesma opinião sobre a viagaem aos EUA e por me teres apoiado incondicionalmente sobre aquilo que penso de toda a questão. (...) Hoje à tarde comecei a confeccionar para ti uma jóia com bocados de pão. Mando-te um desenho para o caso de não a conseguir fazer chegar a ti pelo advogado. Não tinha ideia de que apreciavas este tipo de coisas ou já te tinha moldado outras há muito tempo.. (...)

Sábado, 8 de Setembro de 1979

(Continuação - Domingo)
Parece que acabei de conseguir algo que se pareça com uma jóia, mas não te vou fazer um desenho - quero que seja uma surpresa. Tentei insuflar-lhe um jeito de arte nova. (...) Não queria esquecer uma coisa: a água em Hrádecek fecha-se assim: 1. Desligas a bomba de água; 2. Abres a torneira que fica no canto da cave e deixas sair a água do cano; 3. Abres todas as torneiras da casa (não esqueças o celeiro) para o ar entrar na conduta.
Gostava de sublinhar outra vez o efeito benéfico da tua visita. Suporta-se melhor o cativeiro.
Ontem tentei, de determinada forma que me foi sugerida, entrar em contacto telepático contigo - mas parece que não resultou. não possuo (ao contrário do que acontece aos outros) os pressupostos necessários para isso.
(...)

P.S. Os meus companheiros consideram-me louco por causa da minha atitude «despegada» relativamente ao visto de saída para os EUA.[2]

[1] Casa de fim-de-semana de Havel, perto de Trutnov, na Boémia do Norte.
[2] V.H. rejeitou a oferta oficial de saída do país, que lhe fora feita ainda durante a sua prisão preventiva.
Nota: Os sublinhados são da autoria de V.H.. Mantive-os . 

Fragmentos de " Cartas a Olga". Edição Livros do Brasil, 1984, pp. 11-19 

23.9.11

BASTA!


Urgente: Algumas horas para Palestina! Assinem a petição!

«the time is now for the Palestinian Spring, the time for independence»

Ver Fonte

Absolutamente comovida com o discurso de Mahmoud Abbas nas Nações Unidas. Um discurso que merece ser lido e relido na íntegra. Momento histórico. Mas Obama já esqueceu que lhe foi atribuído o Prémio Nobel da Paz.

«In 1974, our deceased leader Yasser Arafat came to this hall (...) urging the United Nations to realize the inalienable national rights of the Palestinian people, stating: "Do not let the olive branch fall from my hand".»

«It is a moment of truth and my people are waiting to hear the answer of the world. Will it allow Israel to continue its occupation, the only occupation in the world? Will it allow Israel to remain a State above the law and accountability? Will it allow Israel to continue rejecting the resolutions of the Security Council and the General Assembly of the United Nations and the International Court of Justice and the positions of the overwhelming majority of countries in the world

«At a time when the Arab peoples affirm their quest for democracy - the Arab Spring - the time is now for the Palestinian Spring, the time for independence

«what the great poet Mahmoud Darwish said: "Standing here, staying here, permanent here, eternal here, and we have one goal, one, one: to be."»

9.10.09

Nobel da Paz para Barak Obama

E assim se faz História. Nunca este Prémio assumiu uma intenção tão claramente estratégica. A responsabilidade de Obama relativamente à política externa americana (o calcanhar de Aquiles de todas as Administrações, republicanas ou democráticas) é reforçada. numa fase muito inicial do mandato. Os EUA são chamados a liderar o mundo. pensando duas vezes. vinte vezes. antes de tomar qualquer decisão. Na verdade, o Comité Nobel não premeia Obama. condiciona-o duramente. E eu espero que todos os deuses, ao sétimo dia, reconheçam que isso foi bom.

15.6.09

D&AD, design art direction

A sociedade Design and Art Direction atribuiu um Lápis Amarelo ao Público, na categoria Magazine & Newspaper Design. No total, a D&AD entregou 50 Lápis Amarelos em categorias que vão de sites publicitários a instalações digitais, passando pelo design de produto. Mas foram entregues apenas quatro Lápis Negros, os mais cobiçados e raros prémios D&AD. Fui conhecer os produtos vencedores do Lápis Preto. O primeiro, na categoria Integrated, é Million, uma espécie de Magalhães do New York City Department of Education. Em 2008, a campanha Million já ganhara o Leão de Titanium em Cannes*.


Million | New York City - Cannes Lions 2008 por brainstorm9 no Videolog.tv.

Vejam o vídeo na íntegra, aqui.
TITANIUM LION - Cannes 2008
Title: MILLION
Advertiser/Client: NEW YORK CITY DEPARTMENT OF EDUCATION
Product/Service: EDUCATIONAL PROGRAM
Entrant Company, City: DROGA5, New York
Country: USA


O segundo Lápis Negro foi também para a Drogas5, na categoria Escrita: o filme chama-se «The Great Schlep» e visava captar votos judeus para Barack Obama. É protagonizado pela comediante Sarah Silverman e é delicious!



O terceiro Lápis Negro foi para uma escultura cinética exposta no museu BMW. Suspensas por fios praticamente invisíveis, esferas dançam soltas no espaço, numa coreografia aparentemente livre. No final elas formam a silhueta de um modelo já antigo da marca. Poético e muito tecnológico.


O quarto Lápis Negro foi para o designer Matthew Dent. No seu site, podem ver as novas moedas da coroa britânica e perceber o conceito do criador. I could imagine the coins being played with, looked at and enjoyed in a way which was foreign to coinage, and could imagine their appeal for kids messing with them in school as much as for folks in a pub.

Enfim, 4 lapinhos, muitas ideias e este parece um mundo mágico!


* O Leão de Titanium (Cannes) pretende premiar projectos inovadores e integrados, ou seja, que envolvam uma convergência dos media, algo que se está a tornar cada vez mais obrigatório para uma comunicação eficiente. Desde que foi criado em 2003, o Titanium tornou-se o prémio mais desejado e disputado do Festival de Cannes. A sua criação deve-se ao famoso e já clássico projecto BMW Films, The Hire. Para quem não se lembra, era uma série de filmes feitos por famosos directores de cinema, como Ridley Scott, John Frankenheimer, Ang Lee e John Woo, onde um modelo da BMW fazia sempre parte da história. A proposta não se enquadrava em nenhuma das categorias tradicionais do festival. Como todos os filmes ultrapassavam os 60 segundos, a BMW decidiu usar todos os meios de comunicação para convidar o consumidor a assisti-los na internet, criando aí a tal convergência.

23.11.08

Books Not Bombs

Books Not Bombs (vídeo)
Nicholas D. Kristof in Pakistan

“Durante os anos em que vivia em França, prometera a si próprio fazer aquilo que a mãe, que ficara na Argélia, aquilo que ela lhe pedia desde longa data: visitar a sepultura do pai que nunca vira. Ele pensava que a visita não fazia o menor sentido, para si próprio, antes de mais (...), e depois, para a mãe que nunca falava do extinto... (...) Foi então que leu na sepultura a data de nascimento do pai e descobriu ao mesmo tempo que até agora a ignorara. Em seguida, leu as duas datas, «1885-1914» e procedeu a um cálculo mental: vinte e nove anos. Surgiu-lhe de súbito uma ideia que o fez estremecer. Tinha quarenta anos. O homem sepultado sob aquela pedra, e que fora seu pai, era mais jovem do que ele. E a vaga de ternura e piedade que de repente lhe encheu o coração não era o movimento de uma alma que conduz o filho à evocação do pai desaparecido, mas a perturbada compaixão que um homem feito experimenta perante a criança injustamente assassinada (...). Olhava as outras placas do rectângulo e reconhecia nas datas que o solo estava juncado de crianças..."

Albert Camus,
O Primeiro Homem
Ed. Livros do Brasil, Lisboa, 1994, pp 29-30-31

11.9.08

Ligações improváveis



11 Setembro 1973



Último discurso do ex-presidente do Chile, Salvador Allende, em 10 de setembro de 1973, no qual ele garante que terminará o seu mandato, um dia antes do golpe de estado que levaria o General Augusto Pinochet ao governo.

O golpe de Estado que pôs fim ao governo de Salvador Allende (1970-1973) e instaurou a ditadura de Pinochet no Chile não pode ser apagado da nossa memória colectiva. De resto, muito se escreve ainda sobre o governo da Unidade Popular (UP) que Allende encabeçava, o que significou e como poderia ter evoluído; sobre o papel da CIA e os pecados históricos da política externa americana; e sobre as circunstâncias precisas da morte de Allende no Palácio La Moneda.
Há cerca de três anos, Juan Vivés, companheiro de Che Guevara, um dos mais jovens guerrilheiros da revolução cubana que ajudou a depôr o ditador Fulgêncio Baptista, que foi depois capitão rebelde e, mais tarde, durante cerca de 20 anos, agente secreto do regime de Fidel Castro,
lançou um livro que tem como título o cognome por que era conhecido, «El Magnifico». Juan Vivés afirma que Allende não se suicidou mas que foi assassinado pelo seu Chefe de Segurança Pessoal, um cubano chamado Patricio de la Guardia. Fidel foi apoiante de Allende e face ao golpe de Pinochet, teria preferido que o Presidente Chileno morresse como um mártir. Declara que o próprio Patricio de La Guardia lhe terá confessado esse assassinato. Este último, caído em desgraça em Cuba (no momento do lançamento do livro estava preso em Havana), negava essa declaração. Em França, o caso foi bastante mediatizado e assisti a várias entrevistas a Juan Vivés e a familiares de Patricio de la Guardia. Estes últimos temiam sobretudo as consequências do livro de Vivés no destino do familiar. Não sei como acabou a contenda nem qual foi a sorte de Parricio de la Guardia. Mas o 11 de Setembro de 1973 continuará a suscitar acesas discussões e não sei se alguma vez será cabalmente explicado ao mundo.



A ler:
La entrevista inédita de Salvador Allende [La nacion.cl]

14.7.08

2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008

A Invasão do Iraque iniciou-se a 20 de Março de 2003. Bagdad caiu a 9 de Abril. A 1 de Maio do mesmo ano, George W. Bush declarou o fim das operações militares; o Partido Baath foi dissolvido e Saddam Hussein foi deposto. Os objectivos da invasão eram, segundo o presidente dos EUA e o então PM inglês Tony Blair, desarmar o Iraque das "armas de destruição maciça" (WMD), acabar com o apoio de Saddam Hussein ao terrorismo e libertar o povo iraquiano. O Relatório Butler foi publicado a 14 de Julho de 2004. Principal conclusão: «There was "no recent intelligence" to lead people to conclude Iraq was of more immediate concern than other countries». A guerra, essa, continua.

O melhor ponto de vista:
Portugal não perdeu nada com isso!

3.7.08

Libertação de Ingrid Betancourt


El rescate es el golpe más grave que hayan sufrido las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia en sus 44 años de historia, ya que Betancourt y los tres contratistas eran las piezas más fuertes que tenían para negociar.
Betancourt fue secuestrada en 2002 cuando era candidata presidencial. (...)
Los infiltrados lograron primero que los secuestrados, que estaban divididos en tres grupos, fueran reunidos en uno solo y trasladados al sur del país "para que fueran recogidos en un sitio por un helicóptero de una organización ficticia".
Los agentes de la inteligencia militar infiltrados hicieron creer al dirigente guerrillero conocido como "César" que llevarían a los rehenes a la presencia de Alfonso Cano, el jefe supremo de las FARC.
"César" y otros tres miembros de su cuadrilla fueron "neutralizados en el helicóptero y serán entregados a las autoridades judiciales para ser procesados por todos sus delitos", dijo el ministro.
"Unos 15 más o menos de la cuadrilla, como al resto que se encontraban a unos kilómetros, decidimos no atacarlos y les respetamos la vida en espera de que las FARC en reciprocidad suelten al resto de los secuestrados" (...)
[o artigo completo no jornal colombiano El Mundo]

Felizmente
ninguém esqueceu, ou quase!

22.5.08

Allah n'est pas obligé III


Allah n'est pas obligé é o título de um livro de Ahmadou Kouroma que tem como protagonista uma criança-soldado. O romance está vivo na minha memória mas, sobretudo, mantém uma actualidade desconcertante. Ler essa obra levou-me a pesquisar, a querer saber mais sobre a realidade das crianças-soldado. Em 2005, este era um pouco o estado do mundo e das consciências relativamente ao fenómeno. Em três anos, pouco mudou. No Child Soldiers - Global Report 2008 leio que, entre Abril 2004 e Outubro 2007, 19 países ou territórios envolveram crianças em conflitos armados, na sequência de recrutamento por forças governamentais ou por grupos de guerrilha: Afeganistão, Burundi, República Centro-Africana, Chade, Colômbia, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, India, Indonésia, Iraque, Israel Palestina, Myanmar, Nepal, Filipinas, Somália, Sri Lanka, Sudão, Tailândia e Uganda.

Como dizia Ahmadou Kouroma, «les bêtes sauvages vivent mieux que les hommes»!