15.6.05

A técnica da máscara

Um look natural é agora mais bonito
Slogan da Estée Lauder

Eliminámos o mundo verdadeiro:
que mundo restou?, talvez o aparente?...
Não!, ao eliminarmos o mundo verdadeiro
eliminámos também o aparente!
Nietzsche, Crepúsculo dos Ídolos


Somos um discurso de sedução.

7 comentários:

lunar disse...

Somos, sim, um discurso de sedução. Desde os mais pequenos pormenores. Mas afinal, quem queremos seduzir? Não seremos também narcisistas?
Não sei onde vou, com tantas questões...também não me preocupo.
bjs

zebitor disse...

Divas e sedução, muito bem. beijos do detective

mfc disse...

A sedução acompanha sempre aqueles que querem fazer da vida uma coisa bonita!

Maria Heli disse...

Somos um discurso de sedução.
Gostei.
Somos?
Sim, às vezes, somos.;)
bjo, querida Diva!

Amaral disse...

Acho que a vida sem sedução era enfadonha, fatigante. O mais interessante na sedução, não é quem seduz, mas quem goza todos os instantes da sedução. O instante do gesto, do olhar, da sonoridade, do movimento do ar que entra na expiração e inspiração.
Há a sedução do que se pretende e não se faz e a sedução que arrepia sem tocar. E há a sedução à distância…

MRF disse...

Angela m., queremos seduzir-nos ao espelho - a imagem que temos de nós; seduzir os outros - o que os outros pensam de nós; e aqui surge a fonte de erro provável: o que pensamos que os outros pensam de nós. E construimo-nos muito em função destes 3 vectores.

Zébitor e sedução, bem tb ;)

Terá o "às vezes" da Maria Heli alguma coisa a ver com o propósito de sedução segundo mfc?

Amaral, sem sedução não sobreviviamos. Os bébés já seduzem, é algo que faz parte das nossas defesas inatas. abraço

Bastet disse...

A sedução talvez seja uma arte. Eu acredito que é quase um poder inato ou então uma remeniscência do Homem no seu estado mais primário. Supostamente mascarado, supostamente mais elaborado, o homem quando seduz utiliza a verdade dos animais... expondo as penas de pavão ou o canto de acasalamento o Homem é mais Animal quando seduz e, por mais paradoxal que possa parecer, mais verdadeiro.