Avenida. Guitarra a solo.
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5.7.12
14.10.09
"Avenida"
A cidade morre e ressuscita. São as feridas que a tornam interessante. É o carácter excessivo do sonho, impregnação da vontade. Somos conquistados, figuras sem história, observadores de feitos. Um fragmento da obra "Avenida". Música e realização de Joaquim Pavão.
[Já tinha falado aqui deste projecto]
27.6.09
Projecto "Avenida"
Hoje, dia 27 Junho, pelas 21:30, poderemos assistir no Mercado Negro à primeira apresentação do projecto "Avenida".Este projecto insere-se no conjunto de actividades que o movimento cívico Amigos d'Avenida tem vindo a apoiar e a dinamizar e consta de um documentário sobre a Avenida Lourenço Peixinho (e respectiva banda sonora) realizado pelo músico e compositor Joaquim Pavão e produzido por Tânia Oliveira da Senso Comum.
Este projecto resulta de um trabalho de pesquisa e recolha de dados e materiais que a equipa de investigação, produção e realização tem estado a desenvolver sobre o espólio fotográfico e documental da Avenida e procura reflectir sobre três momentos distintos do seu desenvolvimento: o passado, o presente e o seu futuro.
O projecto não está ainda concluído, pelo que se pretende com esta primeira sessão fazer uma breve apresentação do projecto e recolher eventuais testemunhos (orais ou documentais) ou sugestões sobre o documentário "Avenida".
O programa da sessão será o seguinte:
Os amigos da Avenida - Gil Moreira (e outros amigos)
O projecto Avenida - Tânia Oliveira /Senso Comum
A História da Avenida - Rosa Oliveira
Concerto - Joaquim Pavão (realizador e compositor)
Avenida
I - Passado
II - Presente
III - Futuro
Sobre Paredes - II andamento ""Verdes Anos"
Medeia - III Andamento - Jasão
Ignorâncias I
(re)Volta e Meia
A Sesta
Convidam-se todos os aveirenses a participar na apresentação e discussão do projecto 'Avenida'.
____________________________________________________
A “fantástica história” da avenida passa a documentário - Diário de Aveiro, 27-06-09
Joaquim Pavão realiza documentário sobre a principal artéria de Aveiro. Obra pode entrar no circuito comercial e dar origem a um DVD
“Era preciso mostrar a fantástica história de uma avenida que não é nada de mais quando comparada com tantas outras, mas é o produto da vontade férrea de um homem (dr. Lourenço Peixinho), de uma sociedade, da cidade onde escolhi habitar”. Desta forma, explica Joaquim Pavão, o realizador, nasceu “Avenida”, um documentário sobre a principal rua de Aveiro, que é hoje apresentado pela primeira vez (Mercado Negro, 21.30 horas).
O projecto insere-se no conjunto de actividades que o movimento cívico Amigos d'Avenida tem vindo a organizar em prol da dinamização daquela artéria.
O filme foi inicialmente cogitado como uma pequena peça. “Passada uma semana após a primeira reunião pública dos Amigos d'Avenida, retirei da gaveta quatro folhas de rascunho de uma futura obra para guitarra sobre Aveiro e surgiu o primeiro esboço de uma curta-metragem”, clarifica Joaquim Pavão.
Mas o projecto rapidamente evoluiu para um documentário (já vai em 60 minutos e ainda está inacabado), após uma pesquisa sobre a “história” da avenida e as “estórias” da sua gente. “Avenida” procura “recriar fielmente” o passado desta artéria com o auxílio de actores e do Grupo Cénico e Etnográfico das Barrocas, esclarece o cineasta.
“O que achei curioso é que ao olhar para a Aveiro em 1918 encontro uma grave crise económica, um período entre guerras, uma República pueril e turbulenta, emigração em busca de uma vida melhor e um poder local sem margens financeiras para agir”, diz. Lourenço Peixinho, porém, “ousou e apenas trabalhou em soluções sem parar nos problemas”. Por isso “tornou-se imprescindível prestar-lhe homenagem”.
As dificuldades em financiar a obra não têm travado o seu avanço. “Não posso deixar de fazer um paralelismo entre este projecto e a história da vontade do próprio Dr. Lourenço Peixinho, que apesar das diversas contrariedades económicas e sociais persistiu”, realça Joaquim Pavão. “Acredito nas estórias que descobri, do poder de um colectivo. Gostaria que este documentário fosse de todos, uma partilha do mesmo espaço de reflexão e empenho, uma acção conjunta”, acrescenta.
O documentário é “ambicioso a nível técnico e artístico” e comporta custos elevados. “Até ao momento não foi a falta de apoio financeiro que o deteve. No entanto, não posso deixar de reconhecer a importância que o financiamento tem para a continuidade de projectos como este”, refere, salientando que “Avenida” já foi submetido a “diversas linhas de apoio”.
Para já, e depois da apresentação, hoje, de alguns trechos do filme e da sua banda sonora (composta propositadamente, também por Joaquim Pavão), será criado um sítio na Internet com informação sobre o projecto, vídeos inéditos e fóruns de discussão.
Mais para o fim do ano está prevista a participação do documentário em festivais nacionais e internacionais e a sua entrada no circuito comercial em salas portuguesas. Para mais tarde está previsto o lançamento de um DVD.
Rui Cunha
Joaquim Pavão realiza documentário sobre a principal artéria de Aveiro. Obra pode entrar no circuito comercial e dar origem a um DVD
“Era preciso mostrar a fantástica história de uma avenida que não é nada de mais quando comparada com tantas outras, mas é o produto da vontade férrea de um homem (dr. Lourenço Peixinho), de uma sociedade, da cidade onde escolhi habitar”. Desta forma, explica Joaquim Pavão, o realizador, nasceu “Avenida”, um documentário sobre a principal rua de Aveiro, que é hoje apresentado pela primeira vez (Mercado Negro, 21.30 horas).
O projecto insere-se no conjunto de actividades que o movimento cívico Amigos d'Avenida tem vindo a organizar em prol da dinamização daquela artéria.
O filme foi inicialmente cogitado como uma pequena peça. “Passada uma semana após a primeira reunião pública dos Amigos d'Avenida, retirei da gaveta quatro folhas de rascunho de uma futura obra para guitarra sobre Aveiro e surgiu o primeiro esboço de uma curta-metragem”, clarifica Joaquim Pavão.
Mas o projecto rapidamente evoluiu para um documentário (já vai em 60 minutos e ainda está inacabado), após uma pesquisa sobre a “história” da avenida e as “estórias” da sua gente. “Avenida” procura “recriar fielmente” o passado desta artéria com o auxílio de actores e do Grupo Cénico e Etnográfico das Barrocas, esclarece o cineasta.
“O que achei curioso é que ao olhar para a Aveiro em 1918 encontro uma grave crise económica, um período entre guerras, uma República pueril e turbulenta, emigração em busca de uma vida melhor e um poder local sem margens financeiras para agir”, diz. Lourenço Peixinho, porém, “ousou e apenas trabalhou em soluções sem parar nos problemas”. Por isso “tornou-se imprescindível prestar-lhe homenagem”.
As dificuldades em financiar a obra não têm travado o seu avanço. “Não posso deixar de fazer um paralelismo entre este projecto e a história da vontade do próprio Dr. Lourenço Peixinho, que apesar das diversas contrariedades económicas e sociais persistiu”, realça Joaquim Pavão. “Acredito nas estórias que descobri, do poder de um colectivo. Gostaria que este documentário fosse de todos, uma partilha do mesmo espaço de reflexão e empenho, uma acção conjunta”, acrescenta.
O documentário é “ambicioso a nível técnico e artístico” e comporta custos elevados. “Até ao momento não foi a falta de apoio financeiro que o deteve. No entanto, não posso deixar de reconhecer a importância que o financiamento tem para a continuidade de projectos como este”, refere, salientando que “Avenida” já foi submetido a “diversas linhas de apoio”.
Para já, e depois da apresentação, hoje, de alguns trechos do filme e da sua banda sonora (composta propositadamente, também por Joaquim Pavão), será criado um sítio na Internet com informação sobre o projecto, vídeos inéditos e fóruns de discussão.
Mais para o fim do ano está prevista a participação do documentário em festivais nacionais e internacionais e a sua entrada no circuito comercial em salas portuguesas. Para mais tarde está previsto o lançamento de um DVD.
Rui Cunha
18.7.08
Hypomnemata
Desta vez, a escrita de Pedro Eiras vai estar no RIVOLI. A música é do Joaquim Pavão. Com o Porto aqui tão perto, não resisto. [desde logo, a dar um sentido ao título - eu milagrei «debaixo da memória mata» mas, segundo a Wikipédia, Hypomnema (em grego υπομνημα, plural υπομνηματα, hypomnemata), é uma palavra grega com várias traduções para o português: uma lembrança, uma nota, um registro público, um comentário, um rascunho, uma cópia ou outras variações desses termos. Michael Foucault usou esta palavra no sentido de "nota", mas é também é traduzida pela palavra inglesa "notebook". Vamos ver o que milagrou Pedro Eiras...
RIVOLI
18 a 27 de Julho
Segunda a Sábado às 21h30
Domingo às 18H30
18 a 27 de Julho
Segunda a Sábado às 21h30
Domingo às 18H30
17.4.08
A Sesta de Olga Roriz e Joaquim Pavão

A Sesta
Cinco viajantes à procura de um lugar perfeito, paradisíaco…
O lugar onde o momento se faz repasto para mitológicos deuses.
Malas e mais malas que se transformam em longas mesas.
Mesas e mais mesas… Postas. Cheias.
A comida a transbordar pelos cantos da toalha. O vinho derramado.
A gula de garfo e faca, de goelas abertas e mãos sujas.
Pratos que voam e se suspendem no ar como pássaros.
Tudo às avessas como o próprio tempo. Tudo parado. Quebrado até ao silêncio.
Essa intimidade de um Olimpo perdido no sono profundo da nossa imaginação.
Olga Roriz – In João Mendes Ribeiro [et al.] – Arquitecturas em Palco. Coimbra: Almedina, 2007. p. 11-12.
A curta-metragem realizada por Olga Roriz, A SESTA, pode ser vista no Teatro Nacional S. João, no Porto, integrada na Exposição ARQUITECTURAS EM PALCO, de João Mendes Ribeiro. Até dia 11 de Maio.
A banda sonora do filme foi composta por um amigo de Aveiro, Joaquim Pavão (no seu site, podemos escutar o II Andamento). Só quem nunca o ouviu ao vivo, não entenderá estas palavras de Olga Roriz.
Foto MRF, Maio 2006
25.9.07
Transparências
O Projecto Transparências, dirigido por Helena Botto, tem um blogue. Vale a pena passar por lá, vale a pensa sair e atravessá-los ao vivo.
31.10.06
tal como areia o meu coração é fragmentado
Fui ver a MEDEIA de Helena Botto e Joaquim Pavão ao Mercado Negro. Uma MEDEIA arrojada numa sala vermelha. Uma actriz uma dádiva: ofereceu-nos a expressão do limite do sofrimento___ que é o que provoca a violência maior no ser humano. Uma perfomance inspirada na MEDEIA de Eurípedes, a mais cruel, a que assassina os filhos para vingar a traição do amado Jasão. Uma MEDEIA cujo único castigo foi o sofrimento.
Jasão, afastado da amada, mas sempre presente__ através da música, composta e executada por Joaquim Pavão.
Um privilégio numa noite mais uma entrar numa sala às escuras e ver dois artistas incendiar. A beleza da vida também se faz com estas pequenas coisas. mágicas. Em Aveiro, ontem, só nove pessoas se lembraram de procurar esse encanto. Os outros esqueceram-se. e ficaram a ver tv.
Jasão, afastado da amada, mas sempre presente__ através da música, composta e executada por Joaquim Pavão.
Um privilégio numa noite mais uma entrar numa sala às escuras e ver dois artistas incendiar. A beleza da vida também se faz com estas pequenas coisas. mágicas. Em Aveiro, ontem, só nove pessoas se lembraram de procurar esse encanto. Os outros esqueceram-se. e ficaram a ver tv.
tal como areia o meu coração é fragmentado,
ora se reúne em partes e ama totalmente
ora cheio de marcas (pisadas)
e cicatrizes, se parte,
espalha e esvai.
ora se reúne em partes e ama totalmente
ora cheio de marcas (pisadas)
e cicatrizes, se parte,
espalha e esvai.
29.10.06
Isto não é ambiente! #2
No CineEco deste ano estiveram a concurso dez filmes portugueses___ que exploraram as temáticas mais variadas ligadas ao ambiente. Não serão muitos, mas penso que foram aceites quase todas as candidaturas de produções portuguesas.
Leonor Areal filmou ao longo de 10 semanas uma "brigada" de estudantes de medicina a fazer prevenção da Sida junto de uma turma de adolescentes problemáticos. O documentário intitulado "Doutor Estranho Amor ou como aprendi a amar o preservativo e deixei de me preocupar" passou em Seia. E não só. Leio no seu blog, Doc Log: "Grandes esperanças tinham os realizadores dos 120 filmes portugueses enviados para selecção (do Doclisboa). Foram escolhidos 20. Eu tive sorte, embora “sorte” não seja a palavra adequada.(...) É que, sendo o funil tão estreito, ter um filme escolhido, para além do reconhecimento do trabalho feito, é uma vaga promessa de se poderem fazer outros filmes, cujos financiamentos dependem geralmente de concursos que valorizam os currículos que se valorizam em função do número de festivais frequentados (sem falar nos prémios).
(...) Se a vida já é injusta (como dirão os que esperavam dela alguma providência divina), então os concursos são a figura travestida dessa injustiça. Porque, apesar da sua aparente lógica do prémio, os concursos baseiam-se na exclusão e, logo, por inerência são injustos. Um festival de filmes deveria ter um critério de inclusão – daquilo que se considera bom ou interessante. Para poder fazer jus a cada filme. Será que há demasiados filmes?"
Nunca são demais. Mesmo se, num festival ou numa Mostra, seja obrigatório limitar o número de filmes exibidos. No Famafest, ou neste CineEco, tínhamos todos a sensação de estar a fazer uma (deliciosa) maratona. Infelizmente não fiquei até ao fim. Mas eu gosto de ver até o que não gosto. A sensação é a de que fico sempre a ganhar. Como em todas as actividades e artes, a resistência à marca Portugal poderá sentir-se, mas percebi à minha volta um interesse e curiosidade acrescidos sempre que se tratava de um filme português.
Deste documentário de Leonor Areal, devo dizer que não gostei. As imagens são apresentadas como foram colhidas, brutas, ruidosas, mas, para além do teatro da realidade, que tem potencial de interesse, que retrata uma realidade que é assim mesmo, incómoda, o "argumento" não evolui, espreguiça-se ao longo do tempo. Como instrumento de trabalho para professores ou alunos, pareceu-me ineficaz. A utilização do rôle playing ou de exercícios de projecção para tomada de consciência de problemas, visando uma alteração de comportamentos, não constitui novidade; as técnicas de dinâmica de grupo são mal aplicadas pelos "terapeutas" amadores e o final "um pouco feliz" julga favorável um trabalho pedagógico deficiente. Mesmo apreciando a câmara omnipresente, quase ignorada pelos actores, tornou-se difícil aceitar o "projecto estético". Li neste seu trabalho um alerta (válido) para o nosso sistema de educação e para a enorme diferença que existe entre o discurso político e institucional (primeiras cenas) e a aplicação no terreno dos programas de acção.
Leonor Areal filmou ao longo de 10 semanas uma "brigada" de estudantes de medicina a fazer prevenção da Sida junto de uma turma de adolescentes problemáticos. O documentário intitulado "Doutor Estranho Amor ou como aprendi a amar o preservativo e deixei de me preocupar" passou em Seia. E não só. Leio no seu blog, Doc Log: "Grandes esperanças tinham os realizadores dos 120 filmes portugueses enviados para selecção (do Doclisboa). Foram escolhidos 20. Eu tive sorte, embora “sorte” não seja a palavra adequada.(...) É que, sendo o funil tão estreito, ter um filme escolhido, para além do reconhecimento do trabalho feito, é uma vaga promessa de se poderem fazer outros filmes, cujos financiamentos dependem geralmente de concursos que valorizam os currículos que se valorizam em função do número de festivais frequentados (sem falar nos prémios).
(...) Se a vida já é injusta (como dirão os que esperavam dela alguma providência divina), então os concursos são a figura travestida dessa injustiça. Porque, apesar da sua aparente lógica do prémio, os concursos baseiam-se na exclusão e, logo, por inerência são injustos. Um festival de filmes deveria ter um critério de inclusão – daquilo que se considera bom ou interessante. Para poder fazer jus a cada filme. Será que há demasiados filmes?"
Nunca são demais. Mesmo se, num festival ou numa Mostra, seja obrigatório limitar o número de filmes exibidos. No Famafest, ou neste CineEco, tínhamos todos a sensação de estar a fazer uma (deliciosa) maratona. Infelizmente não fiquei até ao fim. Mas eu gosto de ver até o que não gosto. A sensação é a de que fico sempre a ganhar. Como em todas as actividades e artes, a resistência à marca Portugal poderá sentir-se, mas percebi à minha volta um interesse e curiosidade acrescidos sempre que se tratava de um filme português.
Deste documentário de Leonor Areal, devo dizer que não gostei. As imagens são apresentadas como foram colhidas, brutas, ruidosas, mas, para além do teatro da realidade, que tem potencial de interesse, que retrata uma realidade que é assim mesmo, incómoda, o "argumento" não evolui, espreguiça-se ao longo do tempo. Como instrumento de trabalho para professores ou alunos, pareceu-me ineficaz. A utilização do rôle playing ou de exercícios de projecção para tomada de consciência de problemas, visando uma alteração de comportamentos, não constitui novidade; as técnicas de dinâmica de grupo são mal aplicadas pelos "terapeutas" amadores e o final "um pouco feliz" julga favorável um trabalho pedagógico deficiente. Mesmo apreciando a câmara omnipresente, quase ignorada pelos actores, tornou-se difícil aceitar o "projecto estético". Li neste seu trabalho um alerta (válido) para o nosso sistema de educação e para a enorme diferença que existe entre o discurso político e institucional (primeiras cenas) e a aplicação no terreno dos programas de acção.
Neste festival pude ainda ver Quatro Elementos (luso-alemão) e Ainda Há Pastores? de Jorge Pelicano. Mas outros documentários de realizadores portugueses brilharam em Seia. Foi o caso de "Águas Agitadas" de Bernardo Ferrão e "Da Pele à Pedra" de Pedra Sena Nunes___ que eu espero poder ver, brevemente! ___ de resto, por que está a exibição da maior parte destes filmes confinada aos períodos curtos de mostras e festivais? ___ a ideia de que apenas um nicho da população tem interesse neste tipo de filmografia deve ser alavanca e não travão ___ a frequência de público nestes festivais fica sempre aquém das expectativas ___ logo, estas propostas têm que ir ao encontro das pessoas ___ as TVs pública e privada, os media, têm uma missão a cumprir ___ as Câmaras Municipais também ___ este problema do perfil e formação dos públicos arrasa-me sempre. keep going
"Águas Agitadas" é uma Reportagem SIC que começa por se centrar no estudo que uma equipa ambientalista holandesa tem desenvolvido sobre o comportamento dos cetáceos dos Açores (existem 23 espécies referenciadas) e o impacto do turismo na vida dos animais. O enfoque é depois colocado no conflito que se gerou entre estes ambientalistas e as empresas de whale-watching da Ilha do Pico. Bernardo Ferrão explica aqui o problema.
"Águas Agitadas" é uma Reportagem SIC que começa por se centrar no estudo que uma equipa ambientalista holandesa tem desenvolvido sobre o comportamento dos cetáceos dos Açores (existem 23 espécies referenciadas) e o impacto do turismo na vida dos animais. O enfoque é depois colocado no conflito que se gerou entre estes ambientalistas e as empresas de whale-watching da Ilha do Pico. Bernardo Ferrão explica aqui o problema.
"Da Pele à Pedra" é uma produção Vo.arte. Palco/Memória: a Lavaria das Minas da Panasqueira. O objectivo das Residências Artísticas: combinar teatro, dança, música, fotografia, vídeo e instalação, procedendo a um trabalho de reflexão performática que, em colaboração com a população local, pensasse a história, a envolvente, o misticismo e agrura associados às minas fechadas no princípio dos anos 90, mas ainda uma das mais importantes jazidas de volfrâmio, bem como uma das minas mais profundas do mundo (ler mais aqui). O filme: Desde muito cedo, Sena Nunes percebeu que queria criar uma coisa nova, que estivesse algures entre o registo puramente documental (as memórias da mina, a captação da realidade) e o da videodança (os momentos coreográficos foram planeados e interpretados para a câmara). A linha que une estes dois mundos é muito ténue. Tão ténue como o pó que se espalha no ar. Ou como as memórias daqueles idosos. (...) Sena Nunes chama-lhe "poesia visual". Aqui e ali, encontramos vestígios de uma narrativa. Algumas frases que parecem dar sentido aos gestos. Mas, independentemente do que lhe chamarem os críticos, este é um filme de sensações, mais do que de histórias. (ler mais aqui)
As temáticas "em português" deste festival de cinema & ambiente foram ainda enriquecidas por:
António Barreira Saraiva, um geógrafo que trabalha na área da fotografia e vídeo desde 1991. Interessa-se por temáticas que cruzam a História, a Etnografia e a Geografia. O seu filme Ventos de Largo foi premiado no CineEco de 1999; este ano, o realizador apresentou "Rua 15 - S. João" em que se exalta a festa como momento privilegiado de observação na rua mais antiga da Costa da Caparica.
Filipe Y, que apresentou "O Corredor Descalço": Uma longa viagem pela vida na Natureza e pela natureza da vida.
Mário Carvalho Gajo, realizador da curta-metragem "Lixo": Num enorme monte de lixo, um objecto cai sobre um boneco metálico fazendo com que este ganhe vida...
Carlos Eduardo Viana, que se centrou no fole, cujo processo de fabrico documenta. O doc intitula-se "Fole, Um Objecto do Quotidiano Rural".
João Dias, João Fernandes e Nelson Silva, alunos do curso de Tecnologia Educativa da LECN FCTUN (2005/2006), escolheram os encantos e diversidade de habitats da "Reserva Natural do Vale do Sado" como objecto de filmagem e de reflexão. Mensagem: "há que sujar as mãos, sair para o campo e fascinar-nos com o mistério da vida".
E mesmo assim, ainda há quem diga que isto não é sobre ambiente!
As temáticas "em português" deste festival de cinema & ambiente foram ainda enriquecidas por:
António Barreira Saraiva, um geógrafo que trabalha na área da fotografia e vídeo desde 1991. Interessa-se por temáticas que cruzam a História, a Etnografia e a Geografia. O seu filme Ventos de Largo foi premiado no CineEco de 1999; este ano, o realizador apresentou "Rua 15 - S. João" em que se exalta a festa como momento privilegiado de observação na rua mais antiga da Costa da Caparica.
Filipe Y, que apresentou "O Corredor Descalço": Uma longa viagem pela vida na Natureza e pela natureza da vida.
Mário Carvalho Gajo, realizador da curta-metragem "Lixo": Num enorme monte de lixo, um objecto cai sobre um boneco metálico fazendo com que este ganhe vida...
Carlos Eduardo Viana, que se centrou no fole, cujo processo de fabrico documenta. O doc intitula-se "Fole, Um Objecto do Quotidiano Rural".
João Dias, João Fernandes e Nelson Silva, alunos do curso de Tecnologia Educativa da LECN FCTUN (2005/2006), escolheram os encantos e diversidade de habitats da "Reserva Natural do Vale do Sado" como objecto de filmagem e de reflexão. Mensagem: "há que sujar as mãos, sair para o campo e fascinar-nos com o mistério da vida".
E mesmo assim, ainda há quem diga que isto não é sobre ambiente!
28.10.06
Isto não é ambiente! #1
Andei por aqui e por vezes alguém dizia que o filme ou documentário apresentado não era sobre ambiente. Continuamos a associar a questão ambiental a meia dúzia de tópicos. e não pode ser!
Os quatro elementos, água, terra, ar e fogo, para cada um, uma música sublime, composta por Joaquim Pavão, e uma alusão aos fenómenos básicos naturais sobre o qual teorizaram os filósofos da antiguidade.
Charles Jencks e o seu jardim (privado) de especulação cósmica. o jardim como um espaço de jogo, perfeito para especular sobre o universo. formas de ondas no jardim, porque no princípio de todas as construções existe uma muitas ondas. water waves, air waves, wind waves, sound waves organizam a terra. brincar: cartoon gardening, rail gardening. de um espaço para o outro, saltamos. como se pulássemos de universo em universo. às vezes, esgota-se o tempo de um espaço. na água, reflexos, que parecem partículas esculpidas. de movimento. não podemos esquecer: a beleza do universo. no jardim, várias metáforas que contam uma parte da verdade. para onde caminha o universo? o homem é o único que muda as leis da natureza, o homem é o único que destrói a natureza. a natureza não faria isso. se o homem não fizesse parte da natureza. a ciência é a parte humana que compreende melhor a natureza. ciência e natureza, ao mesmo nível, pela sapiência. sem esquecer a nota realista: jardinar acentua o espírito, mas não o muda. uma má pessoa num jardim não sai de lá melhor.
Casais de Folgosinho, que nem sequer é um lugar, é uma extensão de terra, um vale entre as montanhas da Serra da Estrela. Casais de Folgosinho era todo o mundo de Grazina, o pastor mais velho do vale, que guardava e ordenhava 80 ovelhas duas vezes por dia. é todo o mundo de Maria do Espírito Santo que vive só há mais de vinte anos, nos mais de 80 anos de vida que já conta, mas que não a impedem de continuar a correr atrás das 3 cabras que possui. Casais de Folgosinho é onde fica a casa sem luz eléctrica ou água canalizada de Hermínio, o pastor mais jovem, que ainda não tem 30 anos, e que guarda mais de 100 animais, enquanto ouve as cantigas de Quim Barreiros e sonha com companhia. Rosa e Zé são as únicas crianças do vale, filhos do pastor Manuel Pita, e já só o Zé vai à escola que a Rosa já tem a lida da casa, a apanha da batata ou a ordenha, apesar de conservar o sorriso gaiato. Um documento magnífico sobre os sobreviventes de um lugar que vai deixar de existir. para reflectirmos: como repovoar estes lugares perdidos da Terra, mantendo-os virgens de tecnologias e poluições? como preservar actividades "arcaicas", como o pastoreio, sem escravizar os homens a jornadas e condições de trabalho demasiado árduas? ainda há pastores ou uma utopia.
Os quatro elementos, água, terra, ar e fogo, para cada um, uma música sublime, composta por Joaquim Pavão, e uma alusão aos fenómenos básicos naturais sobre o qual teorizaram os filósofos da antiguidade.
Charles Jencks e o seu jardim (privado) de especulação cósmica. o jardim como um espaço de jogo, perfeito para especular sobre o universo. formas de ondas no jardim, porque no princípio de todas as construções existe uma muitas ondas. water waves, air waves, wind waves, sound waves organizam a terra. brincar: cartoon gardening, rail gardening. de um espaço para o outro, saltamos. como se pulássemos de universo em universo. às vezes, esgota-se o tempo de um espaço. na água, reflexos, que parecem partículas esculpidas. de movimento. não podemos esquecer: a beleza do universo. no jardim, várias metáforas que contam uma parte da verdade. para onde caminha o universo? o homem é o único que muda as leis da natureza, o homem é o único que destrói a natureza. a natureza não faria isso. se o homem não fizesse parte da natureza. a ciência é a parte humana que compreende melhor a natureza. ciência e natureza, ao mesmo nível, pela sapiência. sem esquecer a nota realista: jardinar acentua o espírito, mas não o muda. uma má pessoa num jardim não sai de lá melhor.
Casais de Folgosinho, que nem sequer é um lugar, é uma extensão de terra, um vale entre as montanhas da Serra da Estrela. Casais de Folgosinho era todo o mundo de Grazina, o pastor mais velho do vale, que guardava e ordenhava 80 ovelhas duas vezes por dia. é todo o mundo de Maria do Espírito Santo que vive só há mais de vinte anos, nos mais de 80 anos de vida que já conta, mas que não a impedem de continuar a correr atrás das 3 cabras que possui. Casais de Folgosinho é onde fica a casa sem luz eléctrica ou água canalizada de Hermínio, o pastor mais jovem, que ainda não tem 30 anos, e que guarda mais de 100 animais, enquanto ouve as cantigas de Quim Barreiros e sonha com companhia. Rosa e Zé são as únicas crianças do vale, filhos do pastor Manuel Pita, e já só o Zé vai à escola que a Rosa já tem a lida da casa, a apanha da batata ou a ordenha, apesar de conservar o sorriso gaiato. Um documento magnífico sobre os sobreviventes de um lugar que vai deixar de existir. para reflectirmos: como repovoar estes lugares perdidos da Terra, mantendo-os virgens de tecnologias e poluições? como preservar actividades "arcaicas", como o pastoreio, sem escravizar os homens a jornadas e condições de trabalho demasiado árduas? ainda há pastores ou uma utopia.
(Continua)
10.10.06
CineEco #2
OBRAS A CONCURSO
Dia 21
15,00
OS 4 ELEMENTOS, de Janek Pfeifer e Joaquim Pavão, Portugal, 2006, 20’;
NEUE GARTENKUNST – IM KOSMOS VON CHARLES JENCKS, de Christoph Schuch, Alemanha, 2005, 26;
AINDA HÁ PASTORES?, de Jorge Pelicano, Portugal, 2006, 80’
NEUE GARTENKUNST – IM KOSMOS VON CHARLES JENCKS, de Christoph Schuch, Alemanha, 2005, 26;
AINDA HÁ PASTORES?, de Jorge Pelicano, Portugal, 2006, 80’
18,00
PEIXE FRITO, de Ricardo George de Podestá, Brasil, 2006, 7’;
AVÁ-CANOEIRO, A TEIA DO POVO INVISÍVEL, de Mara Lúcia Alencastro Veiga, Brasil, 2006, 70’
AVÁ-CANOEIRO, A TEIA DO POVO INVISÍVEL, de Mara Lúcia Alencastro Veiga, Brasil, 2006, 70’
25.7.06
AVANCA 06. Estreia de Quatro Elementos

Janek Pfeifer
Arquitecto, trabalha em arquitectura e design em Portugal e Alemanha. Desenvolve trabalho na área do vídeo digital experimental.
Joaquim Pavão: o site
Textos para o booklet do DVD:Filosofia - Desidério Murcho
A doutrina dos quatro elementos foi introduzida pelo filósofo grego Empédocles (490-430 a. C.) e exerceu uma das mais fortes influências no pensamento científico, filosófico, artístico e religioso de que há memória. As suas palavras originais, pouco conhecidas, são as seguintes: "Ouve primeiro das quatro raízes de todas as coisas: o brilhante Zeus (fogo), a Hera (ar) que dá a vida, e Adónis (terra) e Néstis (água) que humedece as origens dos homens com as suas lágrimas" (continua)
Sociologia - Maria do Rosário Fardilha
Os quatro elementos são uma construção familiar. Pouco sabemos da sua história, da sua composição química ou dos devaneios (como diria Bachelard) que inspiraram a artistas, filósofos e cientistas, mas Água, Ar, Terra e Fogo são velhos companheiros. Os quatro elementos integram o nosso imaginário, atravessam as nossas percepções mais diversas. Desde Empédocles e Aristóteles que estruturam as nossas tentativas de explicação da natureza.
Hoje, segundo Jean Baudrillard, falar de ecologia é verificar a morte e a abstracção total da Natureza. Por toda a parte “o direito a” subscreve “o definhamento de”. O grande referente Natureza morreu e o que o substitui é o “ambiente” e uma manipulação do ambiente. O que são a “natureza” ou o “ambiente”? A projecção de um modelo social, sempre. Vejamos, o Sol “já nada tem a ver com a função simbólica colectiva que tinha (…). Já não tem aquela ambivalência duma força natural – vida e morte, benfeitor e assassino – que tinha nos cultos primitivos ou ainda no trabalho rural.”² O Sol é agora um Sol de férias, oposto ao não-Sol (chuva, frio, mau tempo). E a Terra, o Ar e a Água deixaram de ser simples forças produtivas, tornaram-se bens raros e entraram no campo do valor da economia política, pelo que a necessidade do controlo social dos “elementos”, muitas vezes sob o signo da protecção do ambiente, se reflecte também nas imagens que hoje criamos.
Um exercício simples de associações livres aos quatro elementos poderá resultar em respostas tão díspares como “signos do zodíaco”, “tabela periódica” ou “linha de perfumes da Hugo Boss”. O Ar pode ser associado ao céu, às nuvens e ao vento ou a sentimentos de liberdade ou de vazio. Se uma criança pensar em Água pode lembrar-se mais rapidamente de piscinas que do mar, uma parte dos habitantes da Terra pensarão em sede e chuva, outros em serenidade e vida. A Terra tanto significa sementes a desabrochar e abundância, como pó, mãos e pés sujos. O cheiro da terra molhada convive na imagética humana com histórias de reformas agrárias. E o Fogo “arde sem se ver”, é paixão, ou é guerra e medo, calamidade natural, incêndio. As chamas destroem ou purificam.
Cada um dos elementos pode encarnar o que simboliza. Ou seja, o Fogo não representar apenas alguma coisa mas ser ele próprio a coisa simbolizada: deus, paixão, guerra, pureza, o humano. Para Lévi-Strauss o pensamento mítico é concreto, um pensamento onde as imagens são coisas e onde as coisas são ideias, “onde as palavras dão existência ou morte às coisas”.
Cada um dos elementos pode remeter para um conceito, ou seja para um juízo ou raciocínio que estabelece uma diferença entre as nossas vivências subjectivas e a estrutura objectiva do que é analisado.
Hoje sabemos que o pensamento mítico, que pertence ao campo do pensamento simbólico e da linguagem simbólica, coexiste com o pensamento e linguagem conceptuais. Na verdade, a imaginação social transforma em mito aquilo que o pensamento conceptual elabora nas ciências e na filosofia. A percepção e simbolização da natureza (ou do ambiente) e seus elementos é embebida pelos ritmos acelerados da modernização. Em cada instante e lugar, as comunidades filtram uma visão, que funde passado, presente e futuro (isto é, o sonho). Pensar os quatro elementos hoje, significa pois, ainda, pensar o Homem.
Ar, Água, Terra e Fogo são sensações, afectos, raízes, experiências estéticas, paradigmas científicos, memória cultural, modelos sociais, estruturas económicas, ideologias, que se fundem em múltiplas percepções e imagens, ou que produzem, por “deformação” das imagens iniciais, algo que suplanta todas as realidades, o imaginário.
Também para compreender as ameaças à biosfera, é fundamental que as ciências sociais estudem este imaginário. Ele está na génese das crenças, atitudes e comportamentos dos seres humanos face ao Meio Físico. Ele condiciona o olhar e a acção das/nas sociedades face às questões ambientais.
¹ Barthes, Roland, Mitologias, Ed. 70, 1984, pp 68
²Baudrillard, Jean, Para uma Crítica da Economia Política do Signo, Ed. 70, 1981, pp 105
Bachelard tinha sem dúvida razão ao apresentar a água como o contrário do vinho:
miticamente, isso é verdade; sociologicamente, pelo menos hoje, já o é menos:
certas circunstâncias económicas e históricas transferiram esse papel para o leite.
Roland Barthes¹
miticamente, isso é verdade; sociologicamente, pelo menos hoje, já o é menos:
certas circunstâncias económicas e históricas transferiram esse papel para o leite.
Roland Barthes¹
Os quatro elementos são uma construção familiar. Pouco sabemos da sua história, da sua composição química ou dos devaneios (como diria Bachelard) que inspiraram a artistas, filósofos e cientistas, mas Água, Ar, Terra e Fogo são velhos companheiros. Os quatro elementos integram o nosso imaginário, atravessam as nossas percepções mais diversas. Desde Empédocles e Aristóteles que estruturam as nossas tentativas de explicação da natureza.
Hoje, segundo Jean Baudrillard, falar de ecologia é verificar a morte e a abstracção total da Natureza. Por toda a parte “o direito a” subscreve “o definhamento de”. O grande referente Natureza morreu e o que o substitui é o “ambiente” e uma manipulação do ambiente. O que são a “natureza” ou o “ambiente”? A projecção de um modelo social, sempre. Vejamos, o Sol “já nada tem a ver com a função simbólica colectiva que tinha (…). Já não tem aquela ambivalência duma força natural – vida e morte, benfeitor e assassino – que tinha nos cultos primitivos ou ainda no trabalho rural.”² O Sol é agora um Sol de férias, oposto ao não-Sol (chuva, frio, mau tempo). E a Terra, o Ar e a Água deixaram de ser simples forças produtivas, tornaram-se bens raros e entraram no campo do valor da economia política, pelo que a necessidade do controlo social dos “elementos”, muitas vezes sob o signo da protecção do ambiente, se reflecte também nas imagens que hoje criamos.
Um exercício simples de associações livres aos quatro elementos poderá resultar em respostas tão díspares como “signos do zodíaco”, “tabela periódica” ou “linha de perfumes da Hugo Boss”. O Ar pode ser associado ao céu, às nuvens e ao vento ou a sentimentos de liberdade ou de vazio. Se uma criança pensar em Água pode lembrar-se mais rapidamente de piscinas que do mar, uma parte dos habitantes da Terra pensarão em sede e chuva, outros em serenidade e vida. A Terra tanto significa sementes a desabrochar e abundância, como pó, mãos e pés sujos. O cheiro da terra molhada convive na imagética humana com histórias de reformas agrárias. E o Fogo “arde sem se ver”, é paixão, ou é guerra e medo, calamidade natural, incêndio. As chamas destroem ou purificam.
Cada um dos elementos pode encarnar o que simboliza. Ou seja, o Fogo não representar apenas alguma coisa mas ser ele próprio a coisa simbolizada: deus, paixão, guerra, pureza, o humano. Para Lévi-Strauss o pensamento mítico é concreto, um pensamento onde as imagens são coisas e onde as coisas são ideias, “onde as palavras dão existência ou morte às coisas”.
Cada um dos elementos pode remeter para um conceito, ou seja para um juízo ou raciocínio que estabelece uma diferença entre as nossas vivências subjectivas e a estrutura objectiva do que é analisado.
Hoje sabemos que o pensamento mítico, que pertence ao campo do pensamento simbólico e da linguagem simbólica, coexiste com o pensamento e linguagem conceptuais. Na verdade, a imaginação social transforma em mito aquilo que o pensamento conceptual elabora nas ciências e na filosofia. A percepção e simbolização da natureza (ou do ambiente) e seus elementos é embebida pelos ritmos acelerados da modernização. Em cada instante e lugar, as comunidades filtram uma visão, que funde passado, presente e futuro (isto é, o sonho). Pensar os quatro elementos hoje, significa pois, ainda, pensar o Homem.
Ar, Água, Terra e Fogo são sensações, afectos, raízes, experiências estéticas, paradigmas científicos, memória cultural, modelos sociais, estruturas económicas, ideologias, que se fundem em múltiplas percepções e imagens, ou que produzem, por “deformação” das imagens iniciais, algo que suplanta todas as realidades, o imaginário.
Também para compreender as ameaças à biosfera, é fundamental que as ciências sociais estudem este imaginário. Ele está na génese das crenças, atitudes e comportamentos dos seres humanos face ao Meio Físico. Ele condiciona o olhar e a acção das/nas sociedades face às questões ambientais.
¹ Barthes, Roland, Mitologias, Ed. 70, 1984, pp 68
²Baudrillard, Jean, Para uma Crítica da Economia Política do Signo, Ed. 70, 1981, pp 105
AVANCA 06. Estreia de Quatro Elementos II

Um filme de Janek Pfeifer, com música de Joaquim Pavão.
Dia 27 de Julho. Sessão Competitiva n° 4
Dia 27 de Julho. Sessão Competitiva n° 4
Textos para o booklet do DVD:
Ciência (O Anel Mágico) - Paulo Renato Trincão/Fábrica de Ciência Viva de Aveiro
Ao olhar para este disco prateado vejo com muita facilidade as sete cores do arco-íris. A sua nitidez, o brilho dos seus tons, deixaria envergonhado o prisma de Newton que durante tanto tempo mostrou ao Homem o mistério que a luz branca encerra.
O fulgor que emana deste anel mágico faz-me pensar que talvez detenha um estranho poder, como um totem ou uma tiara, que em certas alturas de incidência de sol nos permite ver o passado e o futuro.
Se fosse um disco, grande e preto, que eu pudesse afagar com a polpa dos dedos, podia sentir-lhe as estrias. Estou certo que uma ponta de diamante fá-lo-ia cantar como nem os pássaros são capazes de fazer.
Talvez o seu segredo esteja na luz decomposta que insiste em mostrar-nos.
De repente alguém falou em digital!
No fim da minha adolescência, doutos mestres tentaram (em vão) explicar-me que digital era transformar a realidade em 1s (uns) e 0s (zeros). Só vim a perceber o que me queriam dizer quando, muitos anos mais tarde, abri a porta de um quarto de hotel com um cartão perfurado. O zero no meu cartão era um pequeno orifício e o um era a sua ausência.
Se eu tivesse a polpa dos meus dedos tão sensível que fosse capaz de acariciar uma penugem sem que ela se mexesse, talvez pudesse sentir os uns e zeros que entalham o meu disco prateado sem que eu os possa ver. O ponteiro de luz laser conhece-os um a um, como a agulha de diamante conhecia as estradas concêntricas onde dia a dia rodava.
E foi assim que fiquei a saber que dentro deste anel mágico estavam guardados a água, a terra, o ar e o fogo. Com o ponteiro de luz a que alguém chamou laser, era possível ver e ouvir a água a entrar e a sair da ria, pairar no ar, ver o castanho da terra e sentir o vermelho e amarelo do fogo. Todos transformados em uns e zeros!
A magia digital estava ali viva e pujante convencida que nada a poderá substituir nunca.
Regresso pois, cansado, desta aventura e não posso deixar de me lembrar do cientista, do cidadão, do poeta, que não conheci pessoalmente, mas que tenho a certeza que estaria connosco, neste ano em que fazia 100 anos, a compartilhar estes quatro elementos digitais. A minha escolha recai na origem da vida, a água.
Fica a “Lição sobre a água” de António Gedeão:
“Este líquido é água.
Quando pura é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor, sob tensão e alta temperatura,
Move os êmbolos das máquinas que, por isso,
Se denominam máquinas de vapor.
É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
Dissolve tudo bem, ácidos, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
E ferve a 100, quando a pressão normal.
Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão,
Sob um luar gomoso e branco de camélia,
Apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
Com um nenúfar na mão.”
Ciência (O Anel Mágico) - Paulo Renato Trincão/Fábrica de Ciência Viva de Aveiro
Ao olhar para este disco prateado vejo com muita facilidade as sete cores do arco-íris. A sua nitidez, o brilho dos seus tons, deixaria envergonhado o prisma de Newton que durante tanto tempo mostrou ao Homem o mistério que a luz branca encerra.
O fulgor que emana deste anel mágico faz-me pensar que talvez detenha um estranho poder, como um totem ou uma tiara, que em certas alturas de incidência de sol nos permite ver o passado e o futuro.
Se fosse um disco, grande e preto, que eu pudesse afagar com a polpa dos dedos, podia sentir-lhe as estrias. Estou certo que uma ponta de diamante fá-lo-ia cantar como nem os pássaros são capazes de fazer.
Talvez o seu segredo esteja na luz decomposta que insiste em mostrar-nos.
De repente alguém falou em digital!
No fim da minha adolescência, doutos mestres tentaram (em vão) explicar-me que digital era transformar a realidade em 1s (uns) e 0s (zeros). Só vim a perceber o que me queriam dizer quando, muitos anos mais tarde, abri a porta de um quarto de hotel com um cartão perfurado. O zero no meu cartão era um pequeno orifício e o um era a sua ausência.
Se eu tivesse a polpa dos meus dedos tão sensível que fosse capaz de acariciar uma penugem sem que ela se mexesse, talvez pudesse sentir os uns e zeros que entalham o meu disco prateado sem que eu os possa ver. O ponteiro de luz laser conhece-os um a um, como a agulha de diamante conhecia as estradas concêntricas onde dia a dia rodava.
E foi assim que fiquei a saber que dentro deste anel mágico estavam guardados a água, a terra, o ar e o fogo. Com o ponteiro de luz a que alguém chamou laser, era possível ver e ouvir a água a entrar e a sair da ria, pairar no ar, ver o castanho da terra e sentir o vermelho e amarelo do fogo. Todos transformados em uns e zeros!
A magia digital estava ali viva e pujante convencida que nada a poderá substituir nunca.
Regresso pois, cansado, desta aventura e não posso deixar de me lembrar do cientista, do cidadão, do poeta, que não conheci pessoalmente, mas que tenho a certeza que estaria connosco, neste ano em que fazia 100 anos, a compartilhar estes quatro elementos digitais. A minha escolha recai na origem da vida, a água.
Fica a “Lição sobre a água” de António Gedeão:
“Este líquido é água.
Quando pura é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor, sob tensão e alta temperatura,
Move os êmbolos das máquinas que, por isso,
Se denominam máquinas de vapor.
É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
Dissolve tudo bem, ácidos, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
E ferve a 100, quando a pressão normal.
Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão,
Sob um luar gomoso e branco de camélia,
Apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
Com um nenúfar na mão.”

Teologia (Elementos) - Padre Pedro José
Elementos são unidades inteiras que não podem ser partidas. Não que façam da sua existência uma filiação a um partido, que parte o Todo nos Elementos. Lá vão desculpando, não é de elementos, de material, humano, mas de matéria. Mas a matéria na física moderna não deixou de ser material. Bem, que elementos nomeamos. Nomear é fugir ou caçar. É ser ferida ou cura. Esses Elementos são 4:
Ar (devir - inspiração), Água (vida - aspiração), Terra (seio - configuração); Fogo (morte - transpiração). Tudo está dito, e de tudo somos inventados. O zero do ar (vácuo...como), da água (sem cor, sem cheiro, sem sabor... a melhor água), da terra (anti-matéria onde...buraco negro ou branco), e do fogo (cinza é fertilizante, explosão, elemento preferido dos terroristas; viciados em TV e DVD...). O texto perdeu o contexto, porque eu queria um pretexto, ou seja, um elemento a mais e não a menos.
Todos esses zeros, de ar-água-terra-fogo são o silêncio primordial. A plenitude das realidades terrenas, as quatro matriarcas que geram vida e por isso são terra-mãe e nunca terra-pai (ponto para a Terra), está neles, não fora deles, mas por dentro deles. Os quatro pontos cardeais são dirigidos firmados e afirmados pelas ventanias e furacões (ponto para o Ar). Os quatro rios do Éden, tudo que é liquido de molda, passa de continente a conteúdo, como sémen, sangue, lágrima... (ponto para a Água). O fogo como o único elemento que se pode combater a si mesmo e se anular, o tal dito contra-fogo, fica bem às quatro taças da ceia pascal, os quatro evangelhos, as quatro virtudes cardeais (será dos Purpurados...), ou seja, também eles se podem combater a si mesmo: cuidado, cuide de si, cuide do outro (ponto para o Fogo).
Ar, Água, Terra e Fogo apenas isso e é muito, bom Filme, ou como disse Lao Tsé: "Olhando sem ver, o chamamos de Invisível; escutando sem entender, o designamos de Inaudível; tocando-o sem atingi-lo, o chamamos de Imperceptível". São 3 ou 4... Qual o que falta? Não falta, tem a mais? A comida mastigada não é o meu forte. "Tenho medo do avesso" (Miguel Torga), mas na água posso aprender a nadar, no ar posso aprender a voar, na terra posso aprender a semear, e no fogo posso aprender a apagar... Posso ou podemos... Veja esse Filme sobre o qual eu escrevi sem ter visto e só assim fechando os olhos vi o REAL elemento: ar-água-terra-fogo. FIM, em fim, ou a fim.
Elementos são unidades inteiras que não podem ser partidas. Não que façam da sua existência uma filiação a um partido, que parte o Todo nos Elementos. Lá vão desculpando, não é de elementos, de material, humano, mas de matéria. Mas a matéria na física moderna não deixou de ser material. Bem, que elementos nomeamos. Nomear é fugir ou caçar. É ser ferida ou cura. Esses Elementos são 4:
Ar (devir - inspiração), Água (vida - aspiração), Terra (seio - configuração); Fogo (morte - transpiração). Tudo está dito, e de tudo somos inventados. O zero do ar (vácuo...como), da água (sem cor, sem cheiro, sem sabor... a melhor água), da terra (anti-matéria onde...buraco negro ou branco), e do fogo (cinza é fertilizante, explosão, elemento preferido dos terroristas; viciados em TV e DVD...). O texto perdeu o contexto, porque eu queria um pretexto, ou seja, um elemento a mais e não a menos.
Todos esses zeros, de ar-água-terra-fogo são o silêncio primordial. A plenitude das realidades terrenas, as quatro matriarcas que geram vida e por isso são terra-mãe e nunca terra-pai (ponto para a Terra), está neles, não fora deles, mas por dentro deles. Os quatro pontos cardeais são dirigidos firmados e afirmados pelas ventanias e furacões (ponto para o Ar). Os quatro rios do Éden, tudo que é liquido de molda, passa de continente a conteúdo, como sémen, sangue, lágrima... (ponto para a Água). O fogo como o único elemento que se pode combater a si mesmo e se anular, o tal dito contra-fogo, fica bem às quatro taças da ceia pascal, os quatro evangelhos, as quatro virtudes cardeais (será dos Purpurados...), ou seja, também eles se podem combater a si mesmo: cuidado, cuide de si, cuide do outro (ponto para o Fogo).
Ar, Água, Terra e Fogo apenas isso e é muito, bom Filme, ou como disse Lao Tsé: "Olhando sem ver, o chamamos de Invisível; escutando sem entender, o designamos de Inaudível; tocando-o sem atingi-lo, o chamamos de Imperceptível". São 3 ou 4... Qual o que falta? Não falta, tem a mais? A comida mastigada não é o meu forte. "Tenho medo do avesso" (Miguel Torga), mas na água posso aprender a nadar, no ar posso aprender a voar, na terra posso aprender a semear, e no fogo posso aprender a apagar... Posso ou podemos... Veja esse Filme sobre o qual eu escrevi sem ter visto e só assim fechando os olhos vi o REAL elemento: ar-água-terra-fogo. FIM, em fim, ou a fim.
AVANCA 06

10ª Edição dos Encontros Internacionais de Cinema,
Televisão, Vídeo e Multimédia
26 - 30 de Julho 2006
Televisão, Vídeo e Multimédia
26 - 30 de Julho 2006
Dia 26/07 (quarta-feira), 22h00
- Cerimónia de abertura AVANCA'06 e entrega de prémios AVANCA'05
- Sessão Competitiva nº1:
“Topor et moi” de Sylvia Kristel, Holanda (sessão especial), apresentado pela actriz e realizadora Sylvia Kristel.
“Paraíso Fiscal” de João Nuno Brochado, Portugal
Programação completa aqui.
29.5.06
5.11.05
Concertos para violino e orquestra
Durante uma semana ouvimos o primeiro andamento, Allegro Moderato, do Concerto para Violino e Orquestra em Ré, Op. 35 de TCHAIKOVSKY. Agora, se vos interessar ouvir/gravar todo o concerto, ofereço-vos o link directo. Os dois movimentos seguintes são exaltantes!
Hoje vou passar a Jean SIBELIUS. A solista é Patricia Kopatchinskaja.
Ando a descobrir novos concertos para violino seguindo as sugestões do Joaquim Pavão. Falou-me também de Mendelsohn e Max Bruch (os próximos). Quanto aos intérpretes, fiquem com o conselho que ele me deu: escola russa dos anos 60 e 70.
Hoje vou passar a Jean SIBELIUS. A solista é Patricia Kopatchinskaja.
Ando a descobrir novos concertos para violino seguindo as sugestões do Joaquim Pavão. Falou-me também de Mendelsohn e Max Bruch (os próximos). Quanto aos intérpretes, fiquem com o conselho que ele me deu: escola russa dos anos 60 e 70.
24.6.05
Psssst
Deixem-me lá pôr a correspondência em dia:
- Recebi uma mensagem com estas palavras: de um residente de Aveiro..., espero que gostes. Fui ver e gostei de ouvir este guitarrista. E vocês?
- Já agora, pessoal de Aveiro, no dia 2 de Julho às 16:00 podem assistir à Audição Final da Oficina da Música. O tema deste ano é Viagem ao Mundo do Cinema. E o Joaquim Pavão vai fazer dois workshops de Guitarra Clássica: dias 7 e 8 para crianças dos 6 aos 12 anos, e dias 11 e 12 de Julho para adultos. Tudo na Oficina da Música.
- Ainda no dia 2 de Julho, agora às 21:30, vai acontecer o lançamento do livro Numa Avenida de Merda de Ivar Corceiro. Façam o favor de passar na livraria Navio de Espelhos. Cheguem cedo, vai ser divertido!
Para quem lá esteve em Fevereiro no Encontro de Bloggers, fica o desejo manifesto de vos voltar a ver!
- Lançamentos de livros! É já amanhã, dia 25, às 18:00, na Biblioteca da CM da Amadora, que as poetisas Isabel Fontes (portuguesa) e Malubarni (brasileira) vão lançar Pensamentos de um Diário. Para ficarem com uma ideia sobre as duas leiam o que uma diz da outra, e também espreitem aqui e aqui. E apareçam!
- Logo à noite encontramo-nos no Cais da Fonte Nova para ouvir a Adriana Calcanhoto. (vivam os Concertos e Artes de Rua do Aveiro em Festa! Foram ver o Xarxa Teatre?)
PS: Conhecem a associação que visa sensibilizar a população para o genocídio de espermatozóides?
E ainda?: Já escolheram o nome para a Agência de Viagens do bin?
Dos prazeres da vida
- Recebi uma mensagem com estas palavras: de um residente de Aveiro..., espero que gostes. Fui ver e gostei de ouvir este guitarrista. E vocês?
- Já agora, pessoal de Aveiro, no dia 2 de Julho às 16:00 podem assistir à Audição Final da Oficina da Música. O tema deste ano é Viagem ao Mundo do Cinema. E o Joaquim Pavão vai fazer dois workshops de Guitarra Clássica: dias 7 e 8 para crianças dos 6 aos 12 anos, e dias 11 e 12 de Julho para adultos. Tudo na Oficina da Música.
- Ainda no dia 2 de Julho, agora às 21:30, vai acontecer o lançamento do livro Numa Avenida de Merda de Ivar Corceiro. Façam o favor de passar na livraria Navio de Espelhos. Cheguem cedo, vai ser divertido!
Para quem lá esteve em Fevereiro no Encontro de Bloggers, fica o desejo manifesto de vos voltar a ver!
- Lançamentos de livros! É já amanhã, dia 25, às 18:00, na Biblioteca da CM da Amadora, que as poetisas Isabel Fontes (portuguesa) e Malubarni (brasileira) vão lançar Pensamentos de um Diário. Para ficarem com uma ideia sobre as duas leiam o que uma diz da outra, e também espreitem aqui e aqui. E apareçam!
- Logo à noite encontramo-nos no Cais da Fonte Nova para ouvir a Adriana Calcanhoto. (vivam os Concertos e Artes de Rua do Aveiro em Festa! Foram ver o Xarxa Teatre?)
Das obrigações
PS: Conhecem a associação que visa sensibilizar a população para o genocídio de espermatozóides?
E ainda?: Já escolheram o nome para a Agência de Viagens do bin?
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