26.10.09
Pare, Escute, Olhe
31.5.09
Extensão do Cine’ Eco - Lisboa
De 31 de Maio e 4 de Junho (Domingo a Quinta-feira) na sala 3 do Cinema São Jorge. Será uma boa oportunidade para verem ou reverem TODAS AS OBRAS PREMIADAS da última edição do Cine’ Eco – Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente de Seia.
29.10.08
Under constrution
[Conheça todos os outros filmes premiados]
18.10.08
Cine' Eco 2008
Obras a Concurso
25.3.08
Não perder
22.3.08
20.3.08
18.3.08
11.3.08
Cine Eco em português
Talvez não saibam, mas este documentário é o mais premiado de sempre do cinema português. Já agora, o Green Award é o equivalente ao Oscar para o cinema ambiental. Na atribuição do último prémio em Kathmandu, um festival que visa distinguir trabalhos ligados às montanhas, apreciei particularmente as palavras do júri relativamente a este documentário português: “A mistura perfeita de bom cinema e qualidade de pesquisa numa temática que geralmente só encontra lugar nos estudos académicos ou workshops internacionais. As espantosas imagens, escolha do protagonista, música, canções com poemas profundamente líricos, uma edição soberbamente imaginativa complementa a história-narração ardilosa da película. Percebemos profundamente a vida desses homens na solidão das montanhas. O realizador combinou o assunto com ferramentas cinematográficas com mestria, tocou o romântico e ainda fornece uma excelente mensagem proverbial aos outros”. (Mais informações: http://www.himalassociation.org/index.php).
Talvez já tenham percebido que me estou a referir ao filme AINDA HÁ PASTORES?, de Jorge Pelicano, filmado em Casais de Folgosinho.
Casais de Folgosinho: nem sequer é um lugar, é uma extensão de terra, um vale entre as montanhas da Serra da Estrela. Casais de Folgosinho: era todo o mundo de Grazina, o pastor mais velho do vale, que guardava e ordenhava 80 ovelhas duas vezes por dia, é todo o mundo de Maria do Espírito Santo que vive só há mais de vinte anos, nos mais de 80 anos de vida que já conta, mas que não a impedem de continuar a correr atrás das três cabras que possui. Casais de Folgosinho é onde fica a casa sem luz eléctrica ou água canalizada de Hermínio, o pastor mais jovem, que ainda não tem 30 anos, e que guarda mais de 100 animais, enquanto ouve as cantigas de Quim Barreiros e sonha com companhia. Rosa e Zé são as únicas crianças do vale, filhos do pastor Manuel Pita, e já só o Zé vai à escola que a Rosa já tem a lida da casa, a apanha da batata ou a ordenha, apesar de conservar o sorriso gaiato. Um documento magnífico sobre os sobreviventes de um lugar que vai deixar de existir. Um filme para reflectirmos: como repovoar estes lugares perdidos da Terra, mantendo-os virgens de tecnologias e poluições? Como preservar actividades "arcaicas", como o pastoreio, sem escravizar os homens a jornadas e condições de trabalho demasiado árduas? Ainda há pastores ou uma utopia?
A não perder dia 11, terça-feira, às 21:30, no Teatro Aveirense.
Na sessão anterior, às 18:30, serão apresentados outros dois excelentes documentários portugueses: A PONTE DE TODOS, de Anabela de Saint-Maurice e VILARINHO DAS FURNAS, de Sofia Leite. Filmes que nos dão a oportunidade de “viajar cá dentro”, percorrendo lugares e décadas da nossa história, com a nossa gente.
7.3.08
Discretas Afinidades
Em Água Nossa, filme realizado por Raquel Carrilho e Teresa Magalhães (apoio UA/DECA) a partir de uma ideia original desta que vos escreve, percebemos que a maioria da população desconhece donde vem a água que abastece o concelho de Aveiro e desconhece como se formou a Ria (ria que, na verdade, não é ria, mas uma laguna costeira).
Deixo então alguns links que poderão dar resposta a todas as questões:
RIA DE AVEIRO
BIORIA
ICN/ZONA DE PROTECÇÃO ESPECIAL
ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS DO CARVOEIRO VOUGA
SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE AVEIRO
6.3.08
Outras experiências
5.3.08
Cine Eco em Movimento

“A deusa grega Deméter deu a agricultura à humanidade. Desde então ela tem dado sucessivas novas formas à natureza.” Começa assim um novo capítulo na História da Humanidade, a História que nos é narrada em OS CAMPOS DE DEMÉTER – AS ESTAÇÕES DE ANO NA PAISAGEM EUROPEIA DA CULTURA, filme que passará no Teatro Aveirense, hoje, às 21h30. O professor (biólogo) e realizador norueguês Knut Krzywinski viajou e filmou a paisagem de sete países da Europa mas, quando o conheci em Seia, por ocasião da XIII Edição do CineEco - Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela, ele não quis revelar que países eram esses. No filme, as paisagens também não são identificadas por nacionalidade. “São países europeus” - disse, e aconselhou-me o website do filme. Acabei por reconhecer alguns lugares, como a Serra da Estrela ou o Parque Natural Sintra-Cascais, em Portugal, reencontrei países que já visitei, mas sobretudo, compreendi o mistério: “Os Campos de Deméter” remete-nos para além do presente e do que é óbvio.
«Quando olhamos para o campo e nos maravilhamos com a sua beleza natural, vale a pena lembrar uma coisa - esta paisagem está longe de ser natural. O que nós estamos a ver, para o melhor e para o pior, é uma paisagem que foi profundamente alterada por gerações de intervenção humana, em particular por antigas práticas agrícolas.
Na Europa, a relação com a terra e a paisagem sempre foi governada pela existência humana. Os habitantes de grutas do Paleolítico, há 40.000 anos, viviam num ambiente que não podiam controlar: no entanto, com a introdução da agricultura esta relação mudou e, através dos milénios que se seguiram, uma combinação de forças naturais e culturais modelaria as paisagens da Europa.(...) A ideia de natureza como algo para ser dominado e conquistado desenvolveu-se enquanto economia e a tecnologia tornou atingível o seu controle absoluto. Esta é a origem de muitas calamidades contemporâneas como a perda de biodiversidade, a poluição, a deterioração geral do ambiente e, acima de tudo, a nossa alienação da natureza. Desde meados do Século XX a agricultura mudou dramaticamente. Nas terras apropriadas, a agricultura intensiva e as monoculturas substituíram a agricultura tradicional, de pequena escala, enquanto nas áreas marginais e isoladas a terra é normalmente abandonada, uma vez que não pode competir com a agricultura intensiva. O abandono é muitas vezes seguido pela invasão do matagal e eventualmente florestação. O aumento do desequilíbrio do uso da terra – reflectido na dupla ameaça da intensificação e do abandono – resultou na erosão das paisagens culturais tradicionais e a sua característica diversidade de habitats e de espécies.»
Este filme é um projecto ECL-European Cultural Landscapes (http://ecl.cultland.org/) que tem por objectivo sensibilizar a população para a necessidade urgente de proteger o património que é nossa paisagem cultural, através da agricultura e utilização da terra sustentáveis. Foi neste site que descobri a sinopse de “Os Campos de Deméter”. A esta abordagem, Knut Krzywinki e Graham Townsley acrescentaram bagos de mitologia, poesia e imagens de imensa beleza. No CineEco' 07 foram-lhe atribuídos dois prémios: o Prémio Educação Ambiental pelo Júri Internacional e o “Prémio Especial” pelo Júri CineEco em Movimento, de que fiz parte. Sou suspeita, pois. Mas não perderia este filme... logo à noite, no Teatro Aveirense, ou no dia 13 de Março, às 22h, no Mercado Negro.
Para consultar toda a programação deste Festival que apresentará 37 filmes ao longo do mês de Março, consulte o blogue “Extenção do CineEco em Aveiro”, o site do TA ou as agendas culturais da cidade.
[Artigo publicado no Diário de Aveiro de 5/03/2008]
4.3.08
Agenda
3.3.08
cINE eCo EM avEIRO
TODA A PROGRAMAÇÃO DA EXTENSÃO DO CINEECO EM AVEIRO. A ENTRADA É LIVRE.
29.2.08
Nanook of the North, Robert FLAHERTY, 1922
27.2.08
Faltam 7 dias

11.11.07
30.10.07
Cine Eco #n +1

No CineEco' 07, o Júri Internacional atribui-lhe o Prémio Educação Ambiental e o Júri CineEco em Movimento, de que fiz parte, atribuiu-lhe o "Prémio Especial". Este é um dos filmes que gostaria muito que fosse apresentado em Aveiro. Percebam porquê.
«Quando olhamos para o campo e nos maravilhamos com a sua beleza natural, vale a pena lembrar uma coisa - esta paisagem está longe de ser natural. O que nós estamos a ver, para o melhor e para o pior, é uma paisagem que foi profundamente alterada por gerações de intervenção humana, em particular por antigas práticas agrícolas.
Na Europa, a relação com a terra e a paisagem sempre foi governada pela existência humana. Os habitantes de grutas do Paleolítico, há 40.000 anos, viviam num ambiente que não podiam controlar: no entanto, com a introdução da agricultura esta relação mudou e, através dos milénios que se seguiram, uma combinação de forças naturais e culturais modelaria as paisagens da Europa.
A agricultura necessita de espaços abertos. Áreas foram limpas para o cultivo e os animais domésticos mantinham os espaços abertos através do pastoreio. O Homem tornou-se um factor de estabilização no mundo natural sempre em mudança. Deste modo, uma diversidade de habitats e de paisagens culturais tradicionais foram criadas e mantidas, habitats como os prados, campos de cultivo, vinhas, urzais e pastos.
À medida que lentamente aprendíamos a lidar com a terra, os nossos valores, ideias e identidades começaram a entrelaçar-se com a nova realidade. A ideia de natureza como algo para ser dominado e conquistado desenvolveu-se enquanto economia e a tecnologia tornou atingível o seu controle absoluto. Esta é a origem de muitas calamidades contemporâneas como a perda de biodiversidade, a poluição, a deterioração geral do ambiente e, acima de tudo, a nossa alienação da natureza.
Desde meados do Século XX a agricultura mudou dramaticamente. Nas terras apropriadas, a agricultura intensiva e as monoculturas substituíram a agricultura tradicional, de pequena escala, enquanto nas áreas marginais e isoladas a terra é normalmente abandonada, uma vez que não pode competir com a agricultura intensiva. O abandono é muitas vezes seguido pela invasão do matagal e eventualmente florestação. O aumento do desequilíbrio do uso da terra – reflectido na dupla ameaça da intensificação e do abandono – resultou na erosão das paisagens culturais tradicionais e a sua característica diversidade de habitats e de espécies.
“Campos de Deméter” é uma viagem através das visíveis e invisíveis Paisagens Culturais Europeias – uma viagem através da diversidade, tendências e desafios das nossas paisagens culturais de todos os dias. » [Continuem a ler aqui, e descubram um pouco da História Agrícola de cada país]
Os Campos de Deméter são um projecto ECL - European Cultural Landscapes e tem por objectivo comunicar a universal importância das Paisagens Culturais Europeias e possibilitar uma maior compreensão e reconhecimento do seu significado. Isto ajudará a aumentar a consciência acerca da necessidade urgente de proteger o património que é nossa paisagem cultural, através da agricultura e utilização da terra sustentáveis. O projecto ECL promove a produção de documentação e de disseminação transnacional do património das nossas Paisagens Culturais Europeias através da cooperação entre uma rede de cientistas, operadores culturais e promotores.
Coordenador do Projecto: Universidade de Bergen,Noruega.



