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12.5.09

Morro de amor nesta rede que teço

«Menina da Ria» de Caetano Veloso. ou este «Fado Moliceiro». Neste dia da Cidade, cantemos Aveiro!

Morro de amor pelas águas da ria
Esta espuma de dôr eu não sabia
Sou moliceiro do teu lodo fecundo
Sou a Ria de Aveiro, o sal do mundo

Vara comprida
Tamanho da vida
Braço de mar
A lavrar, a lavrar

Morro de amor nesta rede que teço
E é no sal do suor que eu aconteço
Para além da salina
O horizonte me ensina
Que há muito mar
Muito mar p'ra lavrar
P'ra lavrar


"Fado moliceiro" é um fado com poema de José Carlos Ary dos Santos e música de Carlos Paredes. Do ponto de vista musical é uma obra rara. É dos poucos temas que Carlos Paredes tem com letra e interpretação vocal. Em 1983, Carlos do Carmo publica "Um homem no país". A sétima faixa do disco corresponde a este "Fado moliceiro". O disco vem na sequência de "Um homem na cidade", sobre Lisboa, propondo este novo trabalho uma viagem por vários espaços de Portugal, falando das suas gentes, trabalhos, paisagens, maneiras de ser e falar. Por morte do poeta destes dois discos - José Carlos Ary dos Santos morreria um ano depois do lançamento do disco -, não pôde realizar-se o desejo de fazer um intitulado "Um Homem no mundo".

18.1.09

Fado Moliceiro

[Foto MRF]

Morro de amor pelas águas da ria
Esta espuma de dor eu não sabia
Sou moliceiro do teu lodo fecundo
Sou a Ria de Aveiro, o sal do mundo

Vara comprida
Tamanho da vida
Braço de mar
A lavrar, a lavrar

Morro de amor nesta rede que teço
E é no sal do suor que eu aconteço
Para além da salina
O horizonte me ensina
Que há muito mar
Muito mar p'ra lavrar
P'ra lavrar


"Fado moliceiro" é um fado com poema de José Carlos Ary dos Santos e música de Carlos Paredes. Do ponto de vista musical é uma obra rara. É dos poucos temas que Carlos Paredes tem com letra e interpretação vocal. Em 1983, Carlos do Carmo publica "Um homem no país". A sétima faixa do disco corresponde a este "Fado moliceiro". O disco vem na sequência de "Um homem na cidade", sobre Lisboa, propondo este novo trabalho uma viagem por vários espaços de Portugal, falando das suas gentes, trabalhos, paisagens, maneiras de ser e falar. Por morte do poeta destes dois discos - José Carlos Ary dos Santos morreria um ano depois do lançamento do disco -, não pôde realizar-se o desejo de fazer um intitulado "Um Homem no mundo".

14.9.05

Atenção ao pedido!

O Manuel, que eu adoro, enviou-me este questionário. Tinha mesmo que responder...

As 5 coisas que me tiram do sério:
- má fé & excesso de fé
- imbecilidade & dogmatismo
- arrogância & desprezo
- inveja & maldizer
- boas oportunidades desperdiçadas & consciência disso & repetir

Gosto especialmente:
- das minhas filhas e de viajar
- das minhas filhas e de ler
- das minhas filhas e de dormir
- das minhas filhas e de estar com os bons amigos
- das minhas filhas e da invenção da pílula

5 Álbuns:
(não me apetece ir ver os nomes)
- Mahler, A Canção da Terra (com a Janet Baker e o James King)
- Tchaikovsky, Piano Concerto N.1 e Violino Concerto Op. 35
- Mercedes Sosa, um qualquer
- Ne me quitte pas, Jacques Brel (mfc, este mantenho do copy/paste)
- Dizzy Gillespie, um álbum que tenha Rumbola e Tangorine
- e tantos outros!
Bónus: Carlos Paredes

5 canções:
- Avec le Temps, Léo Ferré
- Bocochê, Elis Regina (e Baden Powell)
- Mon coeur s'ouvre à ta voix, Sansão e Dalida (Saint-Saëns)
- Les coeurs tendres, Jacques Brel
- Sara, Georges Moustaki (cantado por Reggiani)
- e tantas outras!
Bónus: Black Trombone, Serge Gainsbourg

5 álbuns no IPod:
Ainda não ...

Isto passa para:
...quem me conseguir arranjar algumas destas músicas em mp3

15.1.05

O Mestre


Raíz, Guitarra Portuguesa, Canto, Embalar, Verdes Anos.

Pulsar.

Ouvir Carlos Paredes num movimento perpétuo.

14.1.05

Canção para Carlos Paredes

Acabo de assistir à apresentação do álbum Canção para Carlos Paredes, uma edição da artemágica. O resultado de um trabalho que começou ainda antes do desaparecimento de Carlos Paredes.
Assisti a um verdadeiro recital pelas mãos de Luisa Amaro e Miguel Carvalhinho. A guitarra portuguesa e a guitarra clássica ora em diálogo, ora a solo. E pequenas estórias sobre o Mestre e as canções.
Estórias. A visita a Aveiro, há muitos anos, um passeio ao pé da ria depois de um espectáculo, partindo do Hotel Arcada, e uma camioneta que passa do outro lado do canal com um condutor que grita OBRIGADA PAREDES!
Verdes Anos, inspirados no Summertime de Gershwin, sabiam? E então um arranjo de Miguel Carvalhinho juntando as duas melodias. Soberbo.
Canções.
E os instrumentos. Formas, caixas, que também são beleza. Uma guitarra portuguesa abraçada, tacteada por uma mulher. Quase inédito. Uma guitarra clássica de 8 cordas, construída por Óscar Cardoso, nos dedos que serpenteiam de Miguel Carvalhinho.
Embalo.
Para rematar, o sentimento, a simplicidade e a simpatia dos dois.


Mensagem URGENTE para o público do Porto, Gaia, Matosinhos e arredores longínquos:
  • Sábado, dia 15, Luisa Amaro e Miguel Carvalhinho vão estar na FNAC da rua Santa Catarina (Porto) às 15:30, e no GaiaShopping às 22:00 horas.
  • Domingo estarão no NorteShopping às 17:00.
A entrada é livre. Mas o sentido é obrigatório.