29.5.09

Poesia na Publicidade


Foram vários os poetas que trabalharam em Publicidade. Em 1928, a Coca-Cola entra no mercado português e Fernando Pessoa fica encarregado de criar um slogan para o produto: «Primeiro estranha-se, depois entranha-se». A bebida entranha-se mas a Direcção de Saúde entende que o slogan é o próprio reconhecimento da sua toxidade (enfim, a origem americana também era tóxica para o regime) e é proibida a sua representação em Portugal. Não obstante, o slogan quase se converte num provérbio. O mesmo acontece mais tarde com o famoso «Há mar e mar, há ir e voltar» de Alexandre O'Neill, encomendado pelo Instituto de Socorros a Náufragos. Mas, de O'Neill, desconhecia outros slogans, nomeadamente os que não foram aceites pelas agências ou anunciantes. Por exemplo, para a mesma campanha do ISN, teria havido a versão - «Passe um Verão Desafogado». Absolutamente divinal é o slogan que propôs para uma campanha da Bosch: «Bosch é Brom». Que pena o risco azul! Ou este, que não terá passado de uma brincadeira para o Metro de Lisboa: «Vá de Metro, Satanás».
Ary dos Santos também foi um famoso copy-writer: na memória ficou «Cerveja Sagres, a sede que se deseja» inventado em finais dos anos 1960.


Alguém conhece outros slogans criados por poetas/escritores portugueses?


2 comentários:

Helder Magalhaes disse...

"Foi você que pediu?"

:))))

só me lembro desta...
a autora não é poetiza, mas podia muito bem ser, não é verdade?
Pelo menos escreve.... muito.... !

Beijosss, do
Helder

MRF disse...

Helder, pois é! A Eduarda escreve bem e já publicou! E naquela vida cheia, aposto que já nasceram muitos poemas.

Beijos