11.1.06

Carrie vai para Paris


Desculpem mas acabo de descobrir que Sexo e a Cidade dá na SIC e por isso só me apetece falar de... televisão. De vez enquando automedico-me injecções televisivas. Ontem apanhei a entrevista histórica de Santana Lopes, o animal (ressabiado) político, muitos portugueses reais a dizer que o país precisa do seu candidato, o ministro da economia a defender que o plano tecnológico começa com aulas de inglês na pré-primária e fiquei feliz! Este é mesmo o meu país, senti-me em casa! Mas zapping que se preze vai até aos canais do cabo em que se falam outras línguas. Em Inglaterra continua o drama do (ex) líder do Partido Democrático Liberal, Charles Kennedy que apresentou demissão devido a problemas de alcoolismo. Eu por acaso não consigo transpor o caso para Portugal. Fico na dúvida se os ingleses são demasiado puritanos, ou se nós somos completamente laissez faire, laissez passer. Na TV 5, o debate da noite era sobre François Miterrand, bien süre! Venerado dez anos após a sua morte, não deixou de ser interessante ouvir Charles Pasqua, Jacques Atalli e outros convidados discutirem qual deve ser o papel do Presidente da República em França. E é claro que o nosso sistema político é diferente mas, quand même, lá fiz a transposição. Queremos um presidente monarca, fechado em Belém e distanciado das massas, ou um presidente cuja estatura e valores remetam para a modernidade? Queremos um homem politicus, enredado nas malhas do poder, com um passado glorioso mas também obscuro, ou um autista rigoroso e orgulhoso dos seus princípios? Miterrand terá sido tudo isto, nas opiniões divididas dos participantes deste debate televisivo. E de repente, percebi. Nas próximas eleições presidenciais, nós seremos obrigados a escolher um destes perfis (adivinhem qual se ajusta melhor aos diferentes candidatos). Lamentavelmente, como se concluiu, falar de Miterrand é falar do passado. E foi no reinado Miterrand que em França se instalou um sentimento que também nos é familiar, e que ainda não foi ultrapassado: descrença e desconfiança em relação à classe política. Enfim, cada povo tem o que merece. Os franceses têm que aguentar o Chirac e nós vamos aguentar com... ! Seja quem for, nenhum é bom... a não ser o meu candidato, é claro! :)
Ah, e a Carrie decidiu finalmente deixar Nova Iorque e seguir com o namorado para Paris. Mas a Miranda não concorda... Na próxima terça-feira, lá estarei.

5 comentários:

Mendes Ferreira disse...

bom dia bom dia bom dia...Re-cheguei. com fome de estar aqui.


beijos.

Solteirão disse...

Que Post tão francófono!

Apesar dos assuntos menores abordados no início do post, julgo que a ideia principal e porventura a mais importante que ressalva deste post é essa mesmo: A Carrie vai para Paris.

Irá a produção transferir-se toda para Paris, fazendo um especial Paris durante 2 ou 3 episódios? Ou Carrie chateia-se do Russo e no 2º episódio já está em casa?

De qualquer forma o Russo não tem mais que 3 episódios de vida, por isso ele que aproveite.

MRF disse...

Hello I. Mendes Ferreira. pois, be my guest, e sacia a fome :)


Solteirão, é isso aí! Concordo com a tua lógica ;) :))

covinhas disse...

será que ela vai mesmo??eu por um lado gostava que fosse...é engraçado ver a Carrie apaixonada e com alguém (o mesmo alguém) há não sei quantos episódios..mas eu acho que ela nao vive sem NY (eu também nao vivia, se ganhasse bem e tivesse apenas de escrever uma coluna para um jornal...)..Terça-feira também lá estarei, atenta a ver o que acontece...

MRF disse...

... mas elas estão a mudar, Covinhas e, mais importante, a série vai acabar ... :)