22.7.05

A Deusa das Mil Mãos

É claro que pensei logo no Bhixma, mas acho que todos devem deixar-se seduzir por esta estética. Se o download demorar um bocadinho, aproveitem para votar (se ainda não o fizeram).

A Deusa das Mil Mãos é uma peça interpretada por 21 bailarinos chineses que fazem parte de uma companhia de artistas com deficiências físicas. Todos são surdos e para realizarem a coreografia obedecem às instruções de pessoas colocadas nos quatro cantos do palco (que usam linguagem de sinais). Mas não imaginam a beleza! Fiquei extasiada e comovida!

A Deusa das Mil Mãos
<
http://www.cse.ohio-state.edu/~panugant/downloads/chineese.wmv>

3 comentários:

Joaquim Pavão disse...

Quando a beleza nos arrebata, sonhamos sempre mais um bocadinho.
Obrigado

Joaquim Pavão

voleibol diário disse...

"as pessoas falam de beleza com leviandade e, como não sentem a palavra, usam e abusam dela fazendo-a perder toda a sua força até que a coisa denotada, ao partilhar o nome com mil objectos triviais, fique privada de dignidade. Chamam belo a um vestido, um cão, um sermão, e quando se encontram frente a frente com a Beleza não sabem reconhecê-la." In "A LUa e Cinco Tostões" de Somerset Maugham. Edições Asa.

Joaquim Pavão disse...

Para cada teoria a sua sentença. Hannoncourt por seu lado dizia que apelidar de belo o objecto será reduzi-lo à sua essência mais básica. Seria destrui-lo das propriedades que o tornam interessante, aflorando o senso-comum estético. O bonito.

Mas no fundo, quanto mais velho me torno mais gosto de olhar a beleza das coisas e sem medo de qualquer pimbalhisse tento viajar nas coisas que me deslumbram, sem muita complexidade.

Joaquim Pavão