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10.2.09

Soneto de Carnaval

Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.

Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.

E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim

De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranquila ela sabe, e eu sei tranquilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.

Vinícius de Moraes

23.3.05

I. O Dia da Criação

Lula, Tito Costa e Vinícius de Moraes, durante a Missa do Trabalhador, São Bernardo do Campo, 1º de Maio de 1979 (foto: José Roberto Cecato)

Foi assim que nasceu o mito Lula da Silva. E esta imagem do metalúrgico combatente, do defensor viramundo dos direitos do povo, não deixa de estar presente em qualquer avaliação que se faça do seu Governo, em toda a apreciação que se faça do mínimo gesto, da mais pequena decisão. Em 2002, Lula seria o Apelo, O Que Tinha De Ser, a Copa do Mundo, A Felicidade, como cantaria Vinícius se ainda estivesse ao seu lado.

Agora, há Lamento no Morro mas Sei Lá...A Vida Tem Sempre Razão!