6.4.06

O Escritor Famoso V Edição - dia 10

Depois de uma pausa forçada, voltamos à emissão para realçar as propostas recém chegadas ao Escritor Famoso:


8. Filha da Patroa, A Mutilação de um SonhoDezassete horas.
Como sempre entrei na sala de cinema com a sessão prestes a começar e, pela décima vez nesse dia disse:
- Pede-se o favor de desligarem os telemóveis e manterem silêncio durante o filme. Pipocas e refrescos vendem-se na entrada. A gerência agradece.
Que emprego tão aborrecido... e eu nem sequer gostava de cinema...
Como não tinha mais nada para fazer sentei-me numa cadeira vazia na fila da frente a descansar as pernas antes de regressar a casa. Acho que quando acabou a publicidade e finalmente começou o filme eu já tinha adormecido. Malditos anti-depressivos!
(...)
Acordei com gritos! (contin.)


9. Elipse, Toda a infância cabe numa caixa enferrujada
Nesse dia tinha sonhado com o pai. Dir-se-ia que andava enleada nos caminhos da reconciliação com as memórias. Ela ou a parte de si que se escondia da racionalidade.
Foi depois do sonho que sentiu desejo de voltar à casa antiga. Vestiu-se de roupas novas e recuou no tempo. Paradoxo certeiro mas eficaz nas intenções porque foi na estação do comboio que o passado começou, enquanto o cheiro das travessas da linha se alojava no sentir antigo, quase até ao silvo da locomotiva e à “pouca-terra” anunciada ao longe. A viagem deu-lhe tempo para desejar ter pressa e por isso empurrou com força a porta, depois de ter estado presa ao brilho que o sol reflectia nos vidros. (contin.)


10. Rosarinho, Como descobri que os beijos de cinema não existem
Na minha imaginação de adolescente flutuavam sempre cenas de beijos de cinema. Fechava os olhos para dormir e elas passavam à minha frente ininterruptamente: Cenas amputadas de todos os filmes de amor que eu já havia visto. Uma e outra e outra sem parar até ao fade out do sono.
E eu sonhava ser beijada como no cinema.
Queria um beijo grandioso, com a luz a incidir no ângulo exacto, a harmonia perfeita dos movimentos e o som maravilhoso das orquestras.
Queria que os anjos descessem e nos envolvessem na aura cintilante do amor mágico.
Queria um beijo limpo e etéreo para guardar toda a vida na moldura da memória.
Preparei-me para esse beijo como anos antes me tinha preparado para a primeira comunhão. Imaculadamente.
...
O eleito foi o colega mais velho da turma. (contin.)


Continuaremos a receber os vossos Actos de Cinema! Deixo os links para lerem o mote e para conhecerem os prémios desta edição do concurso O Escritor Famoso.

3 comentários:

POLYPHEMUS disse...

http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=14910821&postID=113853512757625266

Aqui está o contributo.

(é da minha vista ou isto ficou cheio de bolinhas de repente ????)

Elipse disse...

Que mudança foi esta?
Também só vejo bolas e varreram-se os outros coments!!!!!
Maria, vem pôr ordem nisto!

MRF disse...

meus amigos, fui invadida mesmo! (salvou-me uma cópia do template)

obrigada aos dois. Carlos já vou ver o teu texto ;)

e vamos ver se não acontece mais nada!