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18.5.09

Morin


Segundo Edgar Morin, nós somos Homo sapiens sapiens mas é redutor possuirmos um sapiens ou dois. Seria necessário acrescentar um demens. Na verdade, somos Homo sapiens sapiens demens. A Humanidade contém essa duplicidade.


O filósofo e sociólogo, autor de O[s] Método[s], Sociologia, O Paradigma Perdido, Ciência com Consciência e tantas outras obras que fizeram o meu deleite nos anos 80, vem a Portugal na próxima sexta-feira participar num colóquio (Instituto Piaget), prosseguindo a sua batalha pela mudança de paradigmas de conhecimento. Os Sete saberes para a Educação do Futuro, Educar para a Era Planetária serão mais uma vez explanados. Morin propõe um reforma profunda no sistema de ensino mundial, na qual as disciplinas seriam integradas como parte de um todo e incluiriam os princípios formadores da consciência individual, social e planetária. Fixemos um dos seus princípios: tornar possível apreender a condição humana (transformando um sistema escolar que, actualmente, desintegra a unidade complexa da natureza humana).

1.11.06

Debate nos bastidores de Floribruta (link)

Alguns dos participantes nunca levariam os filhos ao show da Floribella, outros seriam capazes de o fazer porque não se deve "formatar as crianças com o nosso gosto intelectual". Até que ponto os pais devem/podem intervir na formação dos gostos culturais dos filhos? As opiniões são variadas e interessantes. Vale a pena ler e, já agora, qual é a vossa posição?

1.6.05

Aprender brincando

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O M. vai entrar para o primeiro ciclo, a A. e a S. ainda estão no Jardim de Infância. Mas aqui, todos podem aprender muitas coisas e divertir-se ao mesmo tempo.

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E se quiseres ainda mais jogos e filmes e muitas diversões, pede aos teus pais para fazerem o download do Mundo da Criança.

16.2.05

Entre a realidade e o sonho


Angela Berlinde

Devido à próxima entrevista - às fundadoras da escola de artes para crianças Pequenas Artes, andei nos últimos tempos a pesquisar sobre o que de melhor existe neste domínio.
Fui recolhendo ideias, grande parte oriundas do Brasil (onde proliferam sites). O que se segue é um conjunto de características delineadoras de um espaço ideal para o desenvolvimento do potencial criativo das crianças no período pré-escolar. O que começou logo por me surpreender foi a não separação da arte e da ciência. No meu modelo, confesso que colocava a ciência noutro campo. Mas de facto, a matemática e a música têm na sua génese o mesmo tipo de raciocínio. E a aprendizagem da linguagem musical favorece a aprendizagem de línguas estrangeiras. E a criatividade artística supõe a mesma colocação de hipóteses, inerente ao pensamento científico. E a experimentação gera contacto com materiais e aproximação à natureza. E todas as valências são importantes para o conhecimento e para o aumento da auto-estima da criança que, assim, ficará mais enriquecida e mais liberta para exercícios de criatividade.
Algumas destas escolas têm um tipo de organização que as aproxima das creches normais ou dos ATL's, mas o seu pendor é mais de especialização no ensino de artes. De qualquer forma, a sensibilização para a arte (e ciência) faz parte das competências destes organismos, pelo que estes modelos podem aplicar-se a todos os espaços cujo objectivo seja o desenvolvimento global da criança.
Cada sala é desenhada para um grupo de idade específico. O material usado e as actividades escolhidas para cada sala é apropriado à faixa etária. Esta é a base.
Existe um centro de escrita com papel, lápis, canetas, carimbos para actividades de pré-escrita. Existe um centro de matemática com material para contar, medir, pesar, combinar, classificar. Um laboratório de Ciências, onde as crianças farão experiências em química, física e biologia. Uma área para brincadeiras dramáticas, de faz de conta. Histórias são contadas e encenadas pelas crianças. Introdução a uma língua estrangeira. Um espaço de Música e Movimento, com instrumentos diversos e aparelhos de som. Brincar com as mãos, dançar, sozinha ou com outras crianças. Canções, que também desenvolvem a memória e o sentido de pertença. Aprendizagem de um instrumento musical, que também desenvolve a coordenação motora e a capacidade de concentração. Sala de computadores. Uma área aconchegante com sofás e travesseiros para leitura de livros, blocos, jogos, etc..
Na sua sala a criança escolhe um dos diversos centros de actividades. A criança tem liberdade para fazer essa escolha.
Um diário é mantido na sala, para as crianças ditarem o que acham importante dizer, fazer ou lembrar.
Cada criança tem o seu portfólio (que permite aos pais acompanharem as realizações e a evolução da criança). Os pais devem levar para casa as "obras de arte" e expô-las.
Existe um período em que as crianças de todas as idades se encontram e convivem.
Deve haver um tempo para compartilhar, ouvir, fazer perguntas, fazer barulho, rir.
As actividades de arte são mais projecto-orientadas para as crianças de 4 e 5 anos enquanto que os mais pequenos, a partir dos 18 meses, são mais orientados para a pura experimentação.
Para os educadores, estas ideias não são novas. E falta referir aqui muitos aspectos relativos à dinâmica dos grupos. Mas se tivessem que assinalar com uma cruz as características presentes no vosso espaço de trabalho, o que é que ficava de fora?
[Este post é dedicado aos 17 golfinhos da prof. Saltapocinhas]