5.2.07

Eu voto SIM #8

Na Turquia, a legislação sobre IVG é bastante mais progressista que a nossa. Desde 1983 que o aborto é permitido em qualquer circunstância até às 10 semanas. Depois das 10 semanas, o aborto é legal quando a gravidez põe em risco a saúde física ou mental da mãe, ou em caso de malformações do feto. Mas os fantasmas não desapareceram... e com a qualidade das nossas campanhas pelo Não, que usam e abusam de imagens aberrantes e que, descaradamente, apelam ao sentimento de culpa, filmes de horror como este teriam imenso sucesso em Portugal...

Reforma da Administração Pública: pequenos detalhes


Artigo de Eduardo Graça:

"Se o Governo, no âmbito da reforma da administração pública, for capaz de justificar, técnica e politicamente, a recondução do Dr. Paulo Macedo, mantendo as suas condições remuneratórias excepcionais, colocar-se-ão uma miríade de questões relacionadas com outras áreas da governação consideradas, de forma reiterada, como da mais alta prioridade.
Exemplifico, entre as áreas sociais, com o caso da “qualificação dos recursos humanos” já que o “Quadro de Referência Estratégico Nacional - 2007/2013”, recentemente apresentado, anuncia que “as verbas destinadas à qualificação dos recursos humanos aumentam de 26% para 37% dos apoios estruturais.
(...)
Pergunto-me como vai o Governo, em coerência com as prioridades que estabeleceu, para citar uma área crítica da acção governativa, remunerar os directores-gerais que, na estrutura orgânica do Ministério da Educação, assumem a responsabilidade de combater este verdadeiro “deficit” estrutural que condiciona o desenvolvimento do País."

O artigo pode ser lido na íntegra no Semanário Económico ou no blog Ir ao Fundo e Voltar.

Eu voto SIM #7

Um bom artigo: Recul des IVG quand la contraception progresse. Uma legislação ajustada à realidade contribui para uma melhor implementação dos programas de planeamento familiar.

2.2.07

Eu voto SIM #6

Uma amiga acaba de me contar que o pároco da freguesia alentejana onde reside, no concelho de Montemor-O-Novo, recusou fazer o funeral a um recém nascido (prematuro)___ porque este não tinha sido baptizado. Parece que os bébés só têm "alma" depois do baptismo. Portanto, quando os representantes da Igreja Católica defendem o direito à vida e nos dizem que votar no Não é defender a dignidade da vida humana, eles não dizem tudo. Tem faltado a condição que torna este princípio verdadeiramente absoluto. Não é uma questão de potencial de futuro das células humanas nem de X semanas de gestação. Na verdade, um ser humano pode já ter nascido e não ter nenhum valor para a Igreja. O que é preciso saber é se ele já foi ou é passível de ser aspergido com água benta.


Este caso também é exemplar no respeitante à caridade cristã praticada por alguns párocos. A mãe deste bébé teve uma gravidez múltipla, seguida de parto prematuro, e um dos gémeos não sobreviveu. Foi abandonada pelo marido ainda grávida. É pessoa de fracos recursos. O pároco conhecia o caso, mas ausentou-se precisamente nessa altura, deixando ao padre que normalmente o substitui, a recomendação de não realizar o funeral. A senhora enterrou o filho sozinha.

Arte no Tempo


A Arte no Tempo tem como objectivo a divulgação da arte musical contemporânea através da promoção de eventos culturais, do incentivo à criação e à interpretação, da edição e da realização de actividades performativas, podendo-se, para tal, estabelecer relações com outras formas de expressão artística.
A criação da Arte no Tempo teve origem nos festivais Jornadas Nova Música (1997 – 2001) e Aveiro Síntese (festival internacional de música electroacústica – 2002) e na necessidade de encontrar uma instituição que pudesse dar cobertura jurídica aos projectos que vinham a ser desenvolvidos, num trabalho empenhado e de rigor.

A actual actividade da Arte no Tempo inclui a preparação de uma colecção de publicações dedicadas à música e aos criadores do nosso tempo, um evento internacional de divulgação da nova música europeia, um ciclo de concertos de música de câmara, a programação musical paralela do Anime Weekend (AveiroExpo) e a criação/manutenção de um espaço, no site, dedicado a “conversas” com algumas interessantes personalidades relacionadas com o meio musical do nosso tempo.


AnT acaba de publicar a primeira entrevista com Christophe Desjardins ou o intérprete criador.

Melancolia Agonia nos manequins #6

Montra de Natal, Paris

1.2.07

À escuta...#28

Ele há dias... :)


Family Guy - Annoying Stewie - video powered by Metacafe

Entre pontos

Linha dos Nodos, por definição, linha entre 2 pontos da rede, é um dos meus novos sítios de aterragem e de passagem, pois, para outros sítios. Ontem, por exemplo, através deste destaque cheguei ao Viridarium. Para comemorar o seu segundo aniversário, o Centro de Estudos de História das Ciências Naturais e da Saúde decidiu iniciar o blog Viridarium, um espaço público dedicado à História das Ciências e às actividades do Centro. É claro que sou muito distraída porque o Viridarium já tem dois anos de existência, a Clara Pinto Correia é uma colaboradoras mais activas, e eu não conheço mais ninguém, neste país, que reuna competências científicas, talento literário e saber-querer comunicar como ela. Acabei por percorrer o blogue até regressar ao ponto de partida, a entrevista que CPC fez a Carlos Pimenta.

A entrevista é óptima, as respostas são claras. Diz Carlos Pimenta:

"Então, andam a cobrir o país de auto-estradas todas paralelas umas às outras, em vez de darem prioridade ao comboio e ao metro, por exemplo. Já vamos em cinco auto-estradas paralelas e oitenta por cento são ao longo e todo o litoral, e estamos a falar numa faixa que não tem mais de cinquenta quilómetros de largura entre Setúbal e Braga. Vamos acabar por ter seis autoestradas paralelas entre Lisboa e Cascais. Hoje, tu chegas à Figueira da Foz por três autoestradas, a Aveiro por duas, à Guarda por outras duas... e não se investe no desenvolvimento do combio! Alguma coisa está muito mal no sistema se a forma mais rápida e cómoda de chegar de Lisboa ao Porto é o automóvel particular, incluindo as portagens. É um absurdo. A economia individual é a deseconomia do país. Se as pessoas tivessem metro no aeroporto, nas estações de comboio, a fazer ligações para as periferias, não precisavam de estar horas dentro dos autocarros no meio do trânsito. Muita gente, nestas circunstâncias, desiste dos transportes públicos e mete-se antes no seu próprio automóvel, que sempre está mais à vontade; e daí resulta este efeito patético de termos um país sobreindividado com a compra de automóveis. Mas repara, alguém chega ao aeroporto em Londres e gasta uma fortuna a meter-se num taxi que vai estar horas e horas num engarrafamento? Claro que não. Vai tudo para o centro de metro, porque a estação está logo ali. Entre nós, até as mercadorias são obrigadas a sair do aeroporto de carro! Pode ser. Sabes que temos mais camiões a transportar mercadorias nas nossas estradas do que os próprios Estados Unidos? É suicida. O nosso sistema de deslocações é suicida. Parece que os governos portugueses não conseguem gerir sistemas grandes e complexos. Deixam o caminho de ferro ao abandono a acumular centenas de milhões de Euros em dívidas, descuram os portos e aeroportos, e apresentam uma oferta péssima à população."