mrfIdas e voltas a Lisboa. Descubro que morro de saudades. dos amigos. da esplanada da Nova na Av. de Berna, do café Pato logo em frente (ainda existe?), dos jardins da Gulbenkian, dos espectáculos no anfi-teatro ao ar livre, dos concertos às 6 da tarde, das sessões contínuas à meia-noite de sexta no cinema Quarteto, mais tarde o King e a livraria do King e o bar do King, mais tarde ainda os bifes no Monumental regados a cerveja belga antes ou depois do cinema, do bairro alto das tascas e bares, das bolas de berlim da Almirante Reis, dos namoros, das noites longas, do Jamaica, do apartamento da 5 de Outubro atrás da Feira Popular, da Feira Popular e dos porteiros que me deixavam entrar sem pagar, do Príncipe Real e da rua da Escola Politécnica (das mais bonitas) e do café do Parque, dos concertos no Coliseu e das artimanhas para entrar sem pagar, das sessões de cinema do Técnico, onde vi Fassbinder pela primeira vez apenas com a ideia de que devia conhecer mas sem saber porquê, da revista do Expresso quando era a única e apenas uma Revista, do JL que usávamos debaixo do braço e líamos todo apesar de só compreendermos dois ou três artigos, do fascínio pelo teatro e pela oferta que me parecia enorme, o impacto da Cornucópia, Comuna, Teatro Aberto e depois o Teatro da Graça, daquela disco perto da rua da Beneficiência (quem se lembra do nome?) onde tocavam bandas de música alternativa e onde eu ia ver os amigos do O. tocar, do Ritz onde aprendi a dançar mornas e coladeiras e funanas, das ruelas e vielas de Alfama. do barco para Cacilhas e do Atira-te ao Rio. Das casas onde morei e vivi em imensos lugares porque as mudanças eram simples, Largo do Rato, Campo Grande, 5 de Outubro, av. EUA, Benfica, and so on e das colegas com quem partilhava as casas e era farra o tempo todo. e o curso que gostava de frequentar. das certezas. de tudo para viver. dos amigos. a quem não é preciso dizer nada, contar nada, porque também estavam lá e sabem como foi, como éramos, em que mudámos e porquê, dos anos 80 até hoje, os amigos. merda, que saudades!