O fantasma do Escritor Famoso, hoje tocando clarinete, passeou-se pelos comentários do Divas e resolveu, lui même, responder às inquietações daqueles que sobre ele querem escrever!
1. Os "não-blogueiros" podem enviar o texto para o endereço de e-mail da Rosário. Ela se encarregará de os dar à estampa, isto é, ao écran.
2. Os "blogueiros" devem postar o seu texto no seu próprio blog e enviar uma mensagem à Rosário.
Assinado,
Fantasma
28.7.05
25.7.05
Já sonho com Ngorongoro XVIII

Continuo em Port Said mas desta vez, não! Não sou capaz. Só te digo que o cruzeiro pelo Canal do Suez, inaugurado há já 136 anos, continua a ser uma experiência magnífica. E o que me leva a recusar o teu pedido? Respondo-te com outra pergunta: já leste Eça de Queirós? Eu sei que sim e por isso vais compreender que prefira deixar-te, em vez dos meus relatos apressados, estas crónicas do Diário de Notícias de Janeiro de 1870, escritas pelo nosso querido Eça. Começa assim:
Sr. Redactor.
Acedo da mais perfeita vontade ao seu desejo de ter a história real das festas de Suez. Conto-lhe, porém, simplesmente e descarnadamente, o que me ficou na memória daqueles dias confusos e cheios de factos: tanto mais que as festas de Suez estão para mim entre duas recordações - o Cairo e Jerusalém: estão abafadas, escurecidas por estas duas luminosas e poderosas impressões: estão como pode estar um desenho linear a lápis, entre uma tela resplandecente de Decamps, o pintor do Alcorão, e uma tela mortuária de Delaroche, o pintor do Evangelho.
E depois, assim:Tínhamos voltado, eu e o meu companheiro, o conde de Resende, de uma excursão às pirâmides de Gizé, aos templos de Sakkarah e às ruínas de Mênfis, quando no Cairo soubemos que estavam na baía de Alexandria os navios do quediva que deviam levar-nos a Port Said e Suez.
(...)...naquele dia 17, da inauguração, Port Said, cheio de gente, coberto de bandeiras, todo ruidoso dos tiros dos canhões e dos urras da marinhagem, tendo no seu porto as esquadras da Europa, cheio de flâmulas, de arcos, de flores, de músicas, de cafés improvisados, de barracas de acampamento, de uniformes, tinha um belo e poderoso aspecto de vida. A baía de Port Said estava triunfante. Era o primeiro dia das festas. Estavam ali as esquadras francesas do Levante, a esquadra italiana, os navios suecos, holandeses, alemães e russos, os yachts dos príncipes, os vapores egípcios, a frota do paxá, as fragatas espanholas, a «Aigle», com a imperatriz, o «Mamoudeb» com o quediva, e navios com todas as amostras de realeza, desde o imperador cristianíssimo Francisco José, até ao caide árabe Abd el-Kader.
Bem, talvez seja melhor leres tu mas guarda bem estas crónicas!
Port Said tem uma história atribulada. Entre 1956 e 1967, a cidade foi afectada pelo conflito árabe-israelita e chegou a ser evacuada. Só depois da guerra de Outubro de 73, quando o Egipto recuperou a maior parte dos seus territórios ocupados por Israel, é que a cidade se tornou segura e os seus habitantes puderam regressar e iniciar a reconstrução. Desde os acordos de paz estabelecidos em 1979 a cidade desenvolveu-se, sendo hoje a quarta maior cidade egípcia e o segundo porto mais importante do país, depois de Alexandria. No Museu Militar podemos encontrar algumas trágicas relíquias das guerras de 56, 67 e 73. Mas sabes, a cidade ainda guarda vestígios da traça arquitectónica dos finais do século XIX. Se pudesses ver a minha varanda alta com este balcão de madeira! É claro que tinha que me lembrar do Eça!
Port Said
Mohammed El-Bakkar
Port Said
Mohammed El-Bakkar
Concurso O Escritor Famoso... e Helena II

O Escritor Famoso não morreu! Era o que faltava! Continua por aí a passear de blog em blog e todos lhe abrem as portas, mesmo aqueles que vão de férias. Eu, por exemplo, vou dar-lhe as chaves de casa. Apesar de ser um pouco temperamental, é alguém em quem confio. E a gata gosta dele!
Vamos pois começar uma segunda série d'O Escritor Famoso. Desta vez, o mote é o seguinte:
(...) Depois os que riam passaram a chamar-nos namorados. Às vezes atiravam-nos uma pedra que nunca acertava e fugiam. Começámos a sair da escola durante o intervalo grande, que era de trinta minutos, acho eu, e desfrutávamos o facto de àquela hora o baloiço do parque estar sempre livre. Às vezes a meia hora passava a uma, ou mais, até que a professora chamou os nossos pais por mau comportamento. O que é que eu andava a fazer com a Helena, perguntou-me a minha mãe à noite. Andamos de baloiço, respondi. (...)
Levantamos um pouco do véu que paira sobre a relação (antiga) do escritor famoso e Helena. Como evoluiu no tempo esta relação, não sabemos. Aqui e ali lemos qualquer coisa, mas existem muitas pontas soltas neste romance (?). O desafio é precisamente o de imaginar a história que uniu (ou separou) estes dois personagens.
As regras deste Concurso são similares às do anterior:
Em Setembro será organizada uma cerimónia que reunirá todos os participantes nos sucessivos Concursos d' O Escritor Famoso, na Livraria O Navio de Espelhos, em Aveiro (entidade patrocinadora).
Vamos pois começar uma segunda série d'O Escritor Famoso. Desta vez, o mote é o seguinte:
(...) Depois os que riam passaram a chamar-nos namorados. Às vezes atiravam-nos uma pedra que nunca acertava e fugiam. Começámos a sair da escola durante o intervalo grande, que era de trinta minutos, acho eu, e desfrutávamos o facto de àquela hora o baloiço do parque estar sempre livre. Às vezes a meia hora passava a uma, ou mais, até que a professora chamou os nossos pais por mau comportamento. O que é que eu andava a fazer com a Helena, perguntou-me a minha mãe à noite. Andamos de baloiço, respondi. (...)
Levantamos um pouco do véu que paira sobre a relação (antiga) do escritor famoso e Helena. Como evoluiu no tempo esta relação, não sabemos. Aqui e ali lemos qualquer coisa, mas existem muitas pontas soltas neste romance (?). O desafio é precisamente o de imaginar a história que uniu (ou separou) estes dois personagens.
As regras deste Concurso são similares às do anterior:
- Não existe nenhuma restrição em termos de estilo, forma, língua, linguagem ou número de linhas.
- São admitidas todas as classes de participantes, com ou sem blog/site, antigos participantes e reincidentes.
- A data limite de entrega/comunicação dos textos é o dia 6 de Agosto (às 24:00).
- No dia 8 de Agosto serão publicados todos os textos concorrentes e dar-se-á início à votação.
- No dia 10 de Agosto, o júri permanente do Concurso comunicará qual é o texto premiado.
- Ao vencedor do Concurso será oferecido um livro à sua escolha de um escritor famoso ou nem por isso.
Em Setembro será organizada uma cerimónia que reunirá todos os participantes nos sucessivos Concursos d' O Escritor Famoso, na Livraria O Navio de Espelhos, em Aveiro (entidade patrocinadora).
DIVULGUEM!
24.7.05
Concurso O Escritor Famoso II

Em preparação...
Porque o Escritor Famoso continua a vadiar por aí.
Logotipo: Escrita Solta
Patrocínio: O Navio de Espelhos
Patrocínio: O Navio de Espelhos
Não, muito obrigado!

Não imaginam como foi difícil para o júri permanente deste Concurso hierarquizar a originalidade e o talento literários daqueles que se foram cruzando com o Escritor Famoso, desde que este iniciou o seu passeio pela blogosfera. Ficámos com vontade de também responder com um "não, muito obrigado!".
Como definido no Regulamento, numa primeira fase, todos os visitantes desta casa (com ou sem blog) seriam chamados para nomear o seu texto preferido. Essa consulta foi realizada e traduziu-se nos seguintes resultados:
Textos mais Votados
n° 5 - Maria Heli, O escritor famoso (14)
n° 8 - Rosarinho, A visita do escritor famoso (9)
n° 9 - Ivar Corceiro, Helena (5)
n°16 - mfc, O escritor famoso passou por aqui (3)
Paralelamente, cada membro do júri permanente do Concurso (Batatas, O'Sanji, Sónia Sequeira e MRF) avaliou individualmente os 18 textos, atribuindo-lhes uma pontuação de 0 a 10. Dessa avaliação resultou o seguinte ranking:
Textos mais pontuados
n° 9, Ivar Corceiro, Helena (36)
n° 7, Rui, O escritor famoso (35)
n° 8, Rosarinho, A visita do escritor famoso (33)
n° 3, George Cassiel, Confissões de um escritor famoso (32)
n° 16, mfc, O escritor famoso passou por aqui (32)
n° 5, Maria Heli, O escritor famoso (31)
A qualidade global dos textos era bastante elevada, de forma que todos os outros textos ficaram com uma pontuação superior a (25). E a subjectividade é um vício humano, às vezes maldito!
Pessoalmente descobri em todos os textos uma frase, uma mensagem, um sense ou non sense, que senti como notas agudas e deliciosas de sensibilidade. Essas "notas" vão aparecer no Divas assim de tempos a tempos para matar saudades destas leituras.
Os dados foram lançados e nas 24 horas que nos foram concedidas para decidirmos sobre um vencedor final, chegámos à conclusão de que... não, muito obrigada! Não vamos nomear um vencedor! Vamos distinguir todos os participantes com menções honrosas!
E não se ouvirá o "the winner is". Preferimos antes "o prémio vai para".
E o prémio vai para...
Maria Heli
Reagindo ao mote inicial imaginou um diálogo inteligente e pertinente entre (dois) escritores. O público leu e gostou. A reacção "massiva" dos seus fãs revela também que ela já é uma escritora com carisma.
e para...
Ivar Corceiro
Reflectindo sobre a subjectividade da fama, inventou um escritor e uma amada. E ela é todas as pessoas do mundo. A prosa muito poética de um escritor que vocês vão conhecer melhor, mais dia menos dia...
O Navio de Espelhos terá muito prazer em oferecer a estes dois ilustres premiados um livro à sua escolha.
E agora vamos reler os dois textos:
Ela abordou o escritor famoso, segura nos gestos, na postura, na voz.
- Vim aqui com o propósito de lhe pedir o favor de ler este original de que sou autora. A sua opinião é importante. Talvez decisiva.
O escritor famoso estendeu a mão para segurar o original, enquanto lhe perguntou pelo nome.
- Maria Helena.
- Pois até o leio, Maria Helena, se me disser porque escreve. Sorriu.
- Bem…porque gosto de escrever!- Não é suficiente. Hoje, toda a gente gosta de escrever! Quase aposto que tem um blog…Tem?
- Não. Não tenho, mas escrevo num.
- É a mesma coisa. Pertence ao grupo banal e eclético daqueles para quem não é suficiente dizer. Pois claro que se acabaram as tertúlias de café. Hoje já ninguém conversa, a oralidade está a perder-se. Toda a gente quer fixar as palavras no papel ou no ecrã. No silêncio de um suporte qualquer. A honra da palavra extingue-se. A palavra dita está rouca. A vulgaridade escreve-se. Deve achar que o que tem para dizer é tão importante que tem de o fixar, gravar em caracteres, se possível impressos. Já ninguém conta. Já ninguém diz. Ambiciona escrever um livro…
- Lê ou não lê o original?
- Dá-lhe prazer escrever?
- Sim, claro!
- Nada é claro para quem escreve, minha senhora! Provavelmente tem aqui um depósito de coisas claras que vão ofuscar o leitor....
-E o senhor começou ou não a escrever livros?
-Tenho, como sabe, dezenas e dezenas de livros publicados, tiragens fenomenais. Faço sessões de autógrafos. Pedem-me para ler originais. No entanto, não tenho um blog, nem escrevo para nenhum…
- Dê cá o original! Nunca imaginei que…
- Não! Desculpe… Agora vou ler o seu original. Pediu-me que o lesse. Ou acha que numa conversa me dizia tudo o que tem aqui escrito?
Esta é a história dum violino que nunca o chegou a ser. É tocado, às vezes, durante horas a fio pelas mãos dum homem que bebe demais. Desculpem, que escreve demais. No balcão do bar onde, no fundo de copos de vinho morno, vai asfixiando as palavras dos que lhe falam demais, decidiu um dia só escrever. Demais também, para que só o ouçam voluntariamente.
Lá fora os eléctricos coxeiam pelas tortuosas artérias da cidade, como bichos da seda, pensa ele. Pensa-o desde que deixou Helena presa a uma varanda pequena, mandando-lhe beijos que voavam como borboletas ao vento até baterem nos vidros, e que com o tempo se transformaram num adeus.
Desde então que as noites estão sempre tão vazias, e as tardes também. E as manhãs também, mas num sono que vai prolongando mais suavemente a vida. Vai enchendo tudo com música, tocada pela embriaguez dum violino inexistente. Há uns dias parou. Pintou, escondido pela neblina noctívaga, uma frase em frente à varanda de Helena: “Os eléctricos são bichos da seda, cujas borboletas morrem ao desovar”. Ela já leu. Ela é todas as pessoas do mundo. Todas as pessoas do mundo já leram. Ele é famoso.
P.S.: Maria Heli e Ivar Corceiro, quem é esta Helena que vocês parecem conhecer tão bem?
Como definido no Regulamento, numa primeira fase, todos os visitantes desta casa (com ou sem blog) seriam chamados para nomear o seu texto preferido. Essa consulta foi realizada e traduziu-se nos seguintes resultados:
Textos mais Votados
n° 5 - Maria Heli, O escritor famoso (14)
n° 8 - Rosarinho, A visita do escritor famoso (9)
n° 9 - Ivar Corceiro, Helena (5)
n°16 - mfc, O escritor famoso passou por aqui (3)
Paralelamente, cada membro do júri permanente do Concurso (Batatas, O'Sanji, Sónia Sequeira e MRF) avaliou individualmente os 18 textos, atribuindo-lhes uma pontuação de 0 a 10. Dessa avaliação resultou o seguinte ranking:
Textos mais pontuados
n° 9, Ivar Corceiro, Helena (36)
n° 7, Rui, O escritor famoso (35)
n° 8, Rosarinho, A visita do escritor famoso (33)
n° 3, George Cassiel, Confissões de um escritor famoso (32)
n° 16, mfc, O escritor famoso passou por aqui (32)
n° 5, Maria Heli, O escritor famoso (31)
A qualidade global dos textos era bastante elevada, de forma que todos os outros textos ficaram com uma pontuação superior a (25). E a subjectividade é um vício humano, às vezes maldito!
Pessoalmente descobri em todos os textos uma frase, uma mensagem, um sense ou non sense, que senti como notas agudas e deliciosas de sensibilidade. Essas "notas" vão aparecer no Divas assim de tempos a tempos para matar saudades destas leituras.
Os dados foram lançados e nas 24 horas que nos foram concedidas para decidirmos sobre um vencedor final, chegámos à conclusão de que... não, muito obrigada! Não vamos nomear um vencedor! Vamos distinguir todos os participantes com menções honrosas!
E não se ouvirá o "the winner is". Preferimos antes "o prémio vai para".
E o prémio vai para...
Maria Heli
Reagindo ao mote inicial imaginou um diálogo inteligente e pertinente entre (dois) escritores. O público leu e gostou. A reacção "massiva" dos seus fãs revela também que ela já é uma escritora com carisma.
e para...
Ivar Corceiro
Reflectindo sobre a subjectividade da fama, inventou um escritor e uma amada. E ela é todas as pessoas do mundo. A prosa muito poética de um escritor que vocês vão conhecer melhor, mais dia menos dia...
O Navio de Espelhos terá muito prazer em oferecer a estes dois ilustres premiados um livro à sua escolha.
E agora vamos reler os dois textos:
O escritor famoso, de Maria Heli
Ela abordou o escritor famoso, segura nos gestos, na postura, na voz.
- Vim aqui com o propósito de lhe pedir o favor de ler este original de que sou autora. A sua opinião é importante. Talvez decisiva.
O escritor famoso estendeu a mão para segurar o original, enquanto lhe perguntou pelo nome.
- Maria Helena.
- Pois até o leio, Maria Helena, se me disser porque escreve. Sorriu.
- Bem…porque gosto de escrever!- Não é suficiente. Hoje, toda a gente gosta de escrever! Quase aposto que tem um blog…Tem?
- Não. Não tenho, mas escrevo num.
- É a mesma coisa. Pertence ao grupo banal e eclético daqueles para quem não é suficiente dizer. Pois claro que se acabaram as tertúlias de café. Hoje já ninguém conversa, a oralidade está a perder-se. Toda a gente quer fixar as palavras no papel ou no ecrã. No silêncio de um suporte qualquer. A honra da palavra extingue-se. A palavra dita está rouca. A vulgaridade escreve-se. Deve achar que o que tem para dizer é tão importante que tem de o fixar, gravar em caracteres, se possível impressos. Já ninguém conta. Já ninguém diz. Ambiciona escrever um livro…
- Lê ou não lê o original?
- Dá-lhe prazer escrever?
- Sim, claro!
- Nada é claro para quem escreve, minha senhora! Provavelmente tem aqui um depósito de coisas claras que vão ofuscar o leitor....
-E o senhor começou ou não a escrever livros?
-Tenho, como sabe, dezenas e dezenas de livros publicados, tiragens fenomenais. Faço sessões de autógrafos. Pedem-me para ler originais. No entanto, não tenho um blog, nem escrevo para nenhum…
- Dê cá o original! Nunca imaginei que…
- Não! Desculpe… Agora vou ler o seu original. Pediu-me que o lesse. Ou acha que numa conversa me dizia tudo o que tem aqui escrito?
Helena, de Ivar Corceiro
Esta é a história dum violino que nunca o chegou a ser. É tocado, às vezes, durante horas a fio pelas mãos dum homem que bebe demais. Desculpem, que escreve demais. No balcão do bar onde, no fundo de copos de vinho morno, vai asfixiando as palavras dos que lhe falam demais, decidiu um dia só escrever. Demais também, para que só o ouçam voluntariamente.
Lá fora os eléctricos coxeiam pelas tortuosas artérias da cidade, como bichos da seda, pensa ele. Pensa-o desde que deixou Helena presa a uma varanda pequena, mandando-lhe beijos que voavam como borboletas ao vento até baterem nos vidros, e que com o tempo se transformaram num adeus.
Desde então que as noites estão sempre tão vazias, e as tardes também. E as manhãs também, mas num sono que vai prolongando mais suavemente a vida. Vai enchendo tudo com música, tocada pela embriaguez dum violino inexistente. Há uns dias parou. Pintou, escondido pela neblina noctívaga, uma frase em frente à varanda de Helena: “Os eléctricos são bichos da seda, cujas borboletas morrem ao desovar”. Ela já leu. Ela é todas as pessoas do mundo. Todas as pessoas do mundo já leram. Ele é famoso.
P.S.: Maria Heli e Ivar Corceiro, quem é esta Helena que vocês parecem conhecer tão bem?
23.7.05
As aparências enganam
Elis Regina, porque sim, sempre e as aparências não enganam. Quanta insensatez boa!
Maná For The People

Uma imagem vale mais que mil palavras e esta traduz bem o que sinto quando ouço o pastor Maná (link). Comecem por ver a primeira sessão, e depois a segunda, e a terceira, gosto particularmente das 4ª, 5ª e 6ª, e chegam ao fim num instante. São ensinamentos que não podemos perder! E que devemos transmitir aos nossos filhos, mesmo se (ou sobretudo se) não os tivermos!
22.7.05
A Deusa das Mil Mãos
É claro que pensei logo no Bhixma, mas acho que todos devem deixar-se seduzir por esta estética. Se o download demorar um bocadinho, aproveitem para votar (se ainda não o fizeram).
A Deusa das Mil Mãos é uma peça interpretada por 21 bailarinos chineses que fazem parte de uma companhia de artistas com deficiências físicas. Todos são surdos e para realizarem a coreografia obedecem às instruções de pessoas colocadas nos quatro cantos do palco (que usam linguagem de sinais). Mas não imaginam a beleza! Fiquei extasiada e comovida!
A Deusa das Mil Mãos
<http://www.cse.ohio-state.edu/~panugant/downloads/chineese.wmv>
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