8.1.05

Os meus surreal referrals


Sokolsky, Surreal Rocket

Ainda muito verde nestas coisas da blogosfera, dei comigo a cuscar os referrals do SiteMeter e a não entender nada! Como é possível? A verdade é que às vezes aparecem umas referências bizarras. Viajemos! (sabem que prometi links à Viajante em 10 posts, não sabem?)
Para começar aparecem por aqui uns americanos, com uns nomes que mais parecem vírus, e que ainda por cima são muito mauzinhos. Por exemplo experimentem a Kdbelle, cusquem as fotografias do casal que aparece nas fotos e depois digam qualquer coisinha! (amorosos!) Mas há outros: que tal a Terministic Reality? - Amanda até é engraçada, quer ser escritora mas não tem tempo para escrever, gosta de Shakespeare, Foucault e Nicholas Spark!? Ainda mais giro, I can unwrap starbusts in my mouth! A verdade é que vou lendo estes blogues com a curiosidade do mirone que quer conhecer o daily day do americano médio.
Mas hoje fui assaltada pelo AcneTreatmentPortal! Fiquei à toa. Vieram cá para quê? Nunca tive borbulhas! Com este não se aprende nada!
Porque com outros há a satisfação da revelação. O mais interessante blogger que veio cá parar (como?) foi o Muhannad. Em My Life encontrei um jovem sírio em estado de grande depressão. Por razões profissionais está a viver na Arábia Saudita desde há alguns meses (e parece que é bem pago). O blogue foi criado por ele para comunicar com os amigos. Sente saudades, odeia a vida que leva, mulheres nem vê-las, despreza aquele novo país, pondera decisões, enfim! fiquei felícissima quando ele soube que ia ter duas semanas de férias! Neste momento ainda deve estar na Síria. Também é curioso ver como a língua inglesa é usada.
Do Canadá, chegou a universitária H-Train com as suas Chronicles. Vejam o post com a lista das banished words para 2005 da Lake Superior State University.
De Espanha tenho o jornalista Nacho de la Fuente a criticar o sistema político e judicial do seu país que vai deixar sair em liberdade um sanguinário terrorista da ETA. Sentimo-nos muito próximos dos nossos hermanos quando lemos os seus comentários. a propósito das primeiras e muito agressivas rebajas do ano. ou, pasme-se, quando cita o discurso de tomada de cargo do novo director da Television Española, Manuel Pérez Estremera. Vou deixar-vos com essas palavras:
"Vivemos uma certa esquizofrenia ao pedir uma televisão de qualidade que, ao mesmo tempo, tenha audiência."
E com a conclusão do meu paraquedista:
"Vuelta al marujeo estridente y barato."

7.1.05

Réplicas nas grelhas televisivas


Ilha Phi Phi

As televisões informaram o mundo. que constatou a enormidade da catástrofe na Ásia. E depois, sobreinformou. Entre o dia 26 de Dezembro de 2004 e o dia 2 de Janeiro de 2005, o tsunami motivou 988 notícias nos serviços informativos regulares dos quatro canais portugueses. Segundo dados da MediaMonitor/Marktest, nestes 8 dias, 48.8% das peças emitidas estavam relacionadas com o tsunami. Somando as notícias de todos os canais, temos uma média de 124 peças por dia - 124 marteladas! já que as peças eram muitas vezes repetidas.
A SIC foi a estação que mais noticiou sobre este tema - que representou 65.8% da sua grelha informativa regular. O canal passou 335 notícias sobre a catástrofe (dá uma média de quase 42 notícias por dia!). Corresponde a 11:09 horas de informação sobre o tsunami num total de 16:57 horas de notícias.
Na TVI passaram 303 notícias, que corresponderam a 10:29 horas de tsunami num total de 17:00 horas de informação.
A RTP passou 228 peças sobre o tsunami com a duração total de 8:22 horas em 19:44 horas de informação.
A 2: dedicou ao acontecimento 122 peças informativas por um período de 3:27 horas (em 6:40 de noticiários). Com cerca de 52% da grelha dedicada a este tema, foi a que menos insistiu na tragédia!
E por que se batiam as estações televisivas? Pelas audiências, pois claro. Ou não vivessem delas! Mas perderam qualquer noção de equilíbrio! A grande vencedora foi a SIC: o canal atraiu 38.0% do total da informação vista sobre este tema; seguem-se a TVI, com 32.9% de visibilidade, a RTP (27.5%) e a 2: (1.7%).
A todas agradecemos a possibilidade de, em directo, poder assistir à aplicação do princípio de informação por mono-temas sequenciais. Para ficarmos a saber o que não queremos mais!

O diabo de Vincent



Segundo post sobre o mesmo livro e autor. Quem é o diabo de Vincent? Não vá o diabo tecê-las!
O Diabo de Jean-Didier Vincent é darwiniano. Encarna a necessidade que nós somos de morrer para viver, de sofrer para ter prazer, de nos confrontarmos com o outro sexo para existirmos. O diabo não é o mal, é o coração da dinâmica vital - aquela onde se defrontam os contrários.
Quem quiser ficar a conhecer um pouco mais este autor e a sua dupla atracção (o diabo, o princípio negativo da vida; a carne, o princípio positivo), leia esta entrevista do LePoint, a propósito do lançamento do seu último livro, Le Coeur des Autres - Biologie de la Compassion.
Viagem comigo!

6.1.05

A carne e o diabo


Paulo de Sousa

O que determina o nosso destino amoroso? O que nos leva à dependência da droga ou ao vício do jogo? O que nos transforma em assassinos em série? Por que desejamos ter poder? Quem controla o que nós somos?
- O diabo. "Se eu não existisse, nada existiria, porque não haveria nada contra o qual se opôr" - fê-lo dizer Fernando Pessoa.
Invenção de um poeta? Talvez não.
Jean-Didier Vincent é um dos mais famosos biólogos do nosso tempo e professor de Neurofisiologia no Instituto Alfred-Fessard. Escreveu La Chair et le Diable onde explora o princípio de oposição, desde a vida animal ao cérebro do homem. Ler este cientista é fazer uma viagem ao conhecimento. Em Portugal não encontrei este livro (tenho o das Éditions Odile Jacob, Paris, 2000) mas encontrei outros, do mesmo autor. Aconselho mesmo. E a linguagem é muito acessível (diz uma socióloga que gosta apenas de ler sobre biologia e neurobiologia). Eis o que encontrei:
- Biologia das Paixões, Ed. Europa-América, Col. Biblioteca Universitária
- A Vida é uma Fábula, Ed. Temas e Debates, 1999
- O que é o Homem?, Ed. ASA (co-autoria com Luc Ferry)
Não há acto sem emoção subjacente e a palavra é o mais apaixonado dos actos. As minhas palavras e os meus gestos, por um lado, os meus prazeres e as minhas dores, por outro, não existem uns sem os outros; eles encontram-se todos nos caminhos do céu e do inferno. (pp 120)

A Política como vocação

Em 1919 Max Weber publica A Política como Vocação.* Será que Santana Lopes teve tempo para ler esta obra?

O chefe depende para o seu triunfo do funcionamento deste aparelho (partidário), dependendo portanto dos motivos do aparelho e não dos seus próprios. Tem pois que assegurar permanentemente essas recompensas para os partidários de que necessita (...) Nessas condições, o resultado objectivo da sua acção não lhe fica nas mãos, sendo-lhe imposto por motivos éticos, predominantemente abjectos, dos seus sequazes, que só podem ser refreados na medida em que pelo menos uma parte deles, que neste mundo nunca será a maioria, seja animada por uma nobre fé na sua pessoa e na sua causa. (...) e o que sucede é que, após a revolução emocional, o quotidianismo tradicional volta a impôr-se: os heróis da fé e a própria fé desaparecem ou, o que é ainda mais eficaz, transformam-se em parte constitutiva da fraseologia dos aldrabões e dos técnicos da política.(...) O génio ou o demónio da política vive em íntima tensão com o deus do amor...

*in Max Weber, O Político e o Cientista, Ed. Presença, pp 93

Sócrates

Dei a entender por que motivos fascinava Sócrates: parecia ser um médico, um salvador. É necessário mostrar ainda o erro que havia na sua fé na "racionalidade" a qualquer preço? - É um auto-engano por parte dos filósofos e moralistas acreditarem que se livram da décadence pelo facto de lhe moverem guerra. O escapar-lhe é algo que está para além da sua força: o que eles escolhem como remédio, como salvação, não é por seu lado mais que uma outra expressão da décadence - modificam a sua expressão, porém não a eliminam.*

Felizmente era Nietzsche que escrevia assim, há já muito tempo, de Sócrates, o filósofo grego. Não, não era sobre o futuro primeiro-ministro de Portugal!


*in Nietzsche, Crepúsculo dos Ídolos, Guimarães Editores, pp31

5.1.05

Une chanson douce


Sokolsky, bubble le dragon

Esta é a introdução (tradução de um fragmento de La grammaire est une chanson douce, de Erik Orsena):
Ela estava ali, imóvel sobre a sua cama, a pequena frase bem conhecida, demasiado conhecida: Eu amo-te.
Palavras magras e pálidas, tão pálidas. As sete letras sobressaíam com dificuldade da brancura dos lençóis. Pareceu-me que ela nos sorria, a pequena frase. Pareceu-me que ela nos falava:
- Estou um bocadinho cansada. Ao que parece, trabalhei demais. Devo repousar.
- Vamos lá, então Eu amo-te, respondeu-lhe o Senhor Henri, eu conheço-te. Existes desde sempre. Tu és sólida. Mais uns dias de repouso e estás como nova.
O Senhor Henri estava tão perturbado quanto eu.
Toda a gente diz e repete "Eu amo-te". É preciso ter cuidado com as palavras. Não as repetir em qualquer situação. Não as empregar a torto e a direito, trocando umas por outras, contando mentiras. Senão as palavras gastam-se. E às vezes, é tarde demais para as salvar.
No meio: estão vocês, e cada um faz sempre a sua leitura privada e cria as suas próprias associações.
Este é o fim: Viajantes da Blogosfera, obrigada pela vossa participação no Retrato X-NET e pelos vossos comentários. Flutuei com os vossos afagos de dragão.
Não posso dizer mais nada para não gastar palavras. Chuuuuu, ela está a descansar!

3.1.05

Vencedores do Retrato X-Net

01. um livro - Seria uma boa ideia oferecer um a todos os participantes!

02. uma canção - eu estava quase a eleger o Barão pelo Tango de Astor Piazzolla mas o pedido era para uma canção. O Contrabaixo vai para o Pedro com Just another Sucker on the Vine do Tom Waits, do álbum Swordfishtrombones.

03. uma urgência - O Contrabaixo vai para a Viajante com a taquicardia paroxística orgásmica. Se bem que neste caso, é quase mais fácil fazer do que dizer !
A menção honrosa para o Barão: urgência possuir-me.
04. um gesto - Prémio para os não bloguistas Jorge - os dedos perdidos no cabelo e Coupon - ajeitar o cabelo de alguém querido. Para que se encontrem e se desfrisem!

05. um ditador - Escolha difícil esta! Entre os políticos Che, Fidel e Hitler (não, ela não é neo-nazi) ; o Zangado da Branca de Neve e o personagem do Chaplin; a professora, o pai, a tia e as crianças; o coração, o trabalho e o tempo; o sol de Verão e a Natureza; até o peremptório "não sou!".
Qual ditadora nomeio dois vencedores. O Cosmicmen que respondeu que a natureza nos comanda sabiamente é um deles. O tsunami no Sudeste Asiático veio lembrar-nos de que a natureza não é sábia. porque não pensa. a natureza é a natureza. mas é a mais poderosa de todas as forças. e nós, Homens, esquecemo-nos de que somos parte integrante desse reino. há ondas que nos explicam bem como a nossa acção pode afectar negativamente o curso da natureza.
O segundo vencedor é o Fernando, que nos traz uma outra visão: fala-nos do Grande Ditador de Charles Chaplin. Este filme foi realizado em 1940, ainda antes de os EUA entrarem na II Guerra Mundial, e é uma sátira a Hitler e ao fascismo. Para quem viva na região de Aveiro, fica a informação de que podem ver ou rever este filme nos dias 10 e 11 de Janeiro no Cinema Oita (sessões às 14:30, 17:00, 19:30 e 22:00).
06. um vírus - Novamente dois vencedores: adorei os imaginários parvovírusb19 do Abuláfia e o leituro-cocos da Viajante.
07. uma palavra - O Contrabaixo vai para a palavra mais portuguesa, saudade, da Shadow Dweller.

08. uma irritação - Fiquem sabendo que a resposta mais frequente foi burrice, nem mais! Portanto, façamos todos um esforço! Sejamos apenas Jumentos! Também não convém ser indeciso nem falar devagar e baixinho para não irritarmos a Coupon ou a Gotinha. Se houvesse o prémio do ataviado com primor, ele iria para o Jorge com sua irritação com a instabilidade da criatividade! Se houvesse o prémio do curem-me o trauma, ele iria para o Cosmicmen ou para a Viajante, que se irritam com picadas e urtigas! Dito isto, o prémio vai para o Japinho que se irrita com a distância. Pensando em neuras chegou aos sentimentos! É dele o Contrabaixo!
09. uma crença - São todas vossas!
10. uma fobia - Entre quem parece ter verdadeiras fobias e quem tem apenas medos, não há vencedores nem vencidos. Mas uma deixou-me a pensar: a fobia de não ter fobias, da Louise.
11. uma parte do corpo - Se houvesse o prémio Elas Agradecem A Informação (EAAI) ele iria para o Japinho, para o Barão e para o Fernando: a saber: o ouvido para o primeiro, mais precisamente o lóbulo da orelha para o segundo, e ainda mais preciso o início do pescoço logo abaixo da orelha para o último. Não podia deixar de divulgar! Se houvesse o prémio Só Digo A Verdade ele iria para o Boabdil e para o mfc: a saber: o cérebro para o primeiro e aquela parte para o segundo. Se houvesse o prémio Cuidado Com As Revistas ele iria para o Abuláfia e para o Pedro: a saber: o peito (se fôr o delas/ se fôr o dele, reenvio para o prémio EAAI ) e o umbigo.
Ao Jorge seria atribuido o prémio Elas Agradecem O Jeito pela polpa dos dedos. Mas como não atribuimos esses prémios, optamos pela Gotinha. O Contrabaixo vai para a cara - o que menos se vê na Blogosfera!

12. uma cicatriz - Antes da comunicação do prémio, deixo-vos a marca de alguns avatares. Vai ser mais fácil identificá-los na rua! Eles têm UMA CICATRIZ...
no nariz - Gotinha
no dedo - Japinho
na continuação do olho direito - Barão
no sobrolho - Boabdil
no joelho - mfc
na testa (de um dente cravado após um choque frontal?) - Pedro
algures no corpo a recordar um sinal - Louise
de uma colecistomia? - Fernando
Ela NÃO tem uma cicatriz porque se tivesse, faria uma cirúrgia plástica - a diva Didas
Eles GOSTARIAM de ter - Abuláfia (no queixo, como o Harrison Ford) e Viajante (Arma Mortífera)
Eles ainda SOFREM com a cicatriz - Shadow Dweller e Cosmicmen (no coração) e Jorge (uma mágoa)
E finalmente, quem fica com o Contrabaixo: a Coupon, que tem duas cicatrizes de cesarianas!
13. uma arte - Não há prémios, há bons gostos!

14. um objecto - Como vem aí o Dia de Reis, não se esqueçam de oferecer malas ou carteiras à Gotinha, umas sapatilhas novas à Shadow Dweller, um belo isqueiro ao mfc, livros ao Boabdil, lápis ao Jorge, uma vassoura Nimbus 2000 à Viajante (esta é fácil!) ou uma bola de cristal ao Fernando (ainda mais fácil!). Para a Didas e para o Japinho é simples: muito pragmáticos, querem um ovo e uma lâmpada. Ao Barão e Pedro basta dizer-lhes que não se esqueçam e eles sabem logo de quê! O Cosmicmen já tem o troféu dele!
E o Contrabaixo vai para... o Abuláfia que seria uma guitarra!

15. um herói - Não há grandes diferenças entre ditadores e heróis! Vou nomear os anti-heróis Japinho e Pedro!

16. uma paixão - Há muitas! Pessoais (a Elisa do Abuláfia, a Space do Cosmicmen, o vizinho da Louise), Humanistas (as pessoas), Onto (o conhecimento para a Shadow Dweller, elas próprias - Didas e Coupon) e Cosmos (a paz, o mundo, a vida) e as outras todas. E também há nuances em termos de intensidade. Gostei da paixão singela da Viajante: um quarto com vista para a cidade. Mas o Contrabaixo vai para o Boabdil pelos eternamente apaixonados!

17. um lugar em Aveiro (pois claro!) Mas esta gente só fala da Ria! É verdade que é o que dá encanto à cidade mas e os pequenos detalhes? O prémio vai para a Didas que nomeou o cinema Oita. Tem a melhor programação da cidade e está sempre vazio!? Não pode ser!

18. um sonho - São vossos mas todos os partilhamos! Ser amado (por que não saber amar muito e bem?), ser feliz, morrer tarde, viajar sem fim, mantendo a elegância, é claro! Políticos competentes, sabedoria. Referências da Humanidade: I have a dream, Martin Luther King; Imagine, Lennon. Sonhos artísticos, Kurosawa. Sonhos fantásticos: máquina do tempo. Sem sonhos porque nos entorpecem. São todos válidos. O prémio é colectivo.

19. um pesadelo - A maior parte dos pesadelos está ligada à ideia da morte. a nossa. a dos que amamos. Depois vêm os pesadelos deste mundo: inveja, corrupção, Bush, holocausto! São dois os vencedores: o mais trágico: alguém assoar o nariz aos lençois, da Louise e o mais poético: que o céu caia, do Pedro (lias o Astérix?)

20. um blogue - Pois, quase todos indicaram o seu! Excepções: Didas, Japinho, mfc e Barão. O prémio vai para este último pela resposta pronta: todos, porque todos os blogues nos dizem qualquer coisa!

E o vencedor final do prémio Retrato X-NET é a VIAJANTE. deliciosa imaginação. parabéns! O vencedor do prémio de conjunto ganha mais um troféu Contrabaixo e uma menção nos próximos 10 post's.

1.1.05

Se eu fosse uma crença


Luis Gonzalez Palma

Começar o ano com uma crença.
A minha: o inevitável acontece quando chega a sua hora
As vossas:

Humanistas o raio branco que fecunda
no Amor
na Amizade
na Família
no HOMEM

Transcendentes o véu que envolve o espírito
na Beleza de Deus
em Ser Feliz
na Vida no Espaço

à Scarlett O'Hara sem medo da via livre
em Mim
Amanhã nasce o sol

Naives esta vitória é lenta
Peter Pan e a Terra do Nunca
no Benfica
no Grupo de Jovens (católicos)
de que o Pinto da Costa é meu pai


Todos sem mão negra sobre os olhos.