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25.1.07

A recusa dos carniceiros #2

"Retornamos a 1830. Acaba de ser editado o romance Le Rouge et le noir do sr. Marie-Henri Beyle, que assina Stendhal, baseado na notícia do guilhotinamento de um criminoso passional publicada na Gazette des Tribunaux. Ainda em França, a estreia da peça Hernani, ou L'honneur castilhan, do sr. Victor Hugo, provoca na plateia um conflito entre adeptos do classicismo e do romantismo; lutando pelas tropas românticas foi visto o poeta sr. Théophile Gautier, vestido com "um colete cor de cereja e calças verde-água". Notícias de Weimar dizem que o sr. Johann Wolfgang von Goethe está a terminar a segunda parte do seu monumental poema dramático Fausto, "uma fantasmagoria teatral filosófica". Estamos no Rio de Janeiro, de volta, mais uma vez, à Câmara Dos Deputados.
(...)
O sr. Ferreira França rejeita o projecto por "ver nele uma hidra de crimes e culpados! As penas devem ser reduzidas ao menor número possível. Todo legislador que a cada falta impõe uma pena, que só quer achar criminosos, não é certamente digno do nome de homem; é um tigre digno de só legislar para os animais ferozes"."


Extracto de A recusa dos carniceiros, in Romance Negro e Outras Histórias, de Rubem Fonseca
Ed. Campo das Letras, pp 133

22.4.05

Roma



Ao desembarcar em Roma, no século XIX, o romancista francês Stendhal ficou pasmo com esse mosaico montado aleatoriamente pelos séculos. Essa reacção é conhecida hoje por "síndrome de Stendhal". É na expectativa desse efeito que viajo agora para Roma (vou tentar fugir ao "síndrome de Bento XVI").

Amici della blogosfera, até breve !


P.S.: decidi comemorar antecipadamente o Dia Mundial do Livro e o Dia 25 de Abril. Com alguns poemas. Com a lembrança de que em muitos lugares no próximo sábado se celebra o prazer da leitura e com o apelo à festa no dia 25! Para quem esqueceu ou não viveu os tempos da outra senhora, talvez ler, reler os Poemas da Resistência de Joaquim Pessoa, reavive o canto da liberdade. Porque se a pátria é uma herança ela é também o espaço que está à nossa frente (o poema completo de António Ramos Rosa está ali em baixo).

Enquanto lêem vão ouvindo, José Mário Branco. Resistir é vencer é um álbum belíssimo, fantástico, maduro, poético, ... descobri-o e ando a ouvi-lo a ouvi-lo. Canção preferida, já agora: o papão do anão!