27.2.12
Focus Group
15.6.09
D&AD, design art direction
Million | New York City - Cannes Lions 2008 por brainstorm9 no Videolog.tv.
Vejam o vídeo na íntegra, aqui.TITANIUM LION - Cannes 2008
Title: MILLION
Advertiser/Client: NEW YORK CITY DEPARTMENT OF EDUCATION
Product/Service: EDUCATIONAL PROGRAM
Entrant Company, City: DROGA5, New York
Country: USA
O segundo Lápis Negro foi também para a Drogas5, na categoria Escrita: o filme chama-se «The Great Schlep» e visava captar votos judeus para Barack Obama. É protagonizado pela comediante Sarah Silverman e é delicious!
O terceiro Lápis Negro foi para uma escultura cinética exposta no museu BMW. Suspensas por fios praticamente invisíveis, esferas dançam soltas no espaço, numa coreografia aparentemente livre. No final elas formam a silhueta de um modelo já antigo da marca. Poético e muito tecnológico.
O quarto Lápis Negro foi para o designer Matthew Dent. No seu site, podem ver as novas moedas da coroa britânica e perceber o conceito do criador. I could imagine the coins being played with, looked at and enjoyed in a way which was foreign to coinage, and could imagine their appeal for kids messing with them in school as much as for folks in a pub.
Enfim, 4 lapinhos, muitas ideias e este parece um mundo mágico!
* O Leão de Titanium (Cannes) pretende premiar projectos inovadores e integrados, ou seja, que envolvam uma convergência dos media, algo que se está a tornar cada vez mais obrigatório para uma comunicação eficiente. Desde que foi criado em 2003, o Titanium tornou-se o prémio mais desejado e disputado do Festival de Cannes. A sua criação deve-se ao famoso e já clássico projecto BMW Films, The Hire. Para quem não se lembra, era uma série de filmes feitos por famosos directores de cinema, como Ridley Scott, John Frankenheimer, Ang Lee e John Woo, onde um modelo da BMW fazia sempre parte da história. A proposta não se enquadrava em nenhuma das categorias tradicionais do festival. Como todos os filmes ultrapassavam os 60 segundos, a BMW decidiu usar todos os meios de comunicação para convidar o consumidor a assisti-los na internet, criando aí a tal convergência.
17.6.08
Momento pub
FICA A MÚSICA DO ANÚNCIO:
Brandi Carlile - The Story
Enviado por Mdkart. - Clipes, entrevista dos artistas, shows e muito mais.
1.6.08
Só para lembrar..
P.S.: Já agora, também receberam o convite para participar no Concurso "Quanto Mais Melhor" (e receberam o cupão com um código), da Galp Energia? Os «melhores clientes de Gás Natural» vão beneficiar da «promoção mais quente do Verão», com 40 viagens à Suiça e milhares de litros de combustível em jogo. «Para participar, terá apenas de enviar um SMS (...). Mas há mais. Por cada código que enviar ganha ainda uma participação num sorteio final de 5 prémios de 5.000 litros de combustível Galp e 2 passes duplos VIP para o primeiro jogo de apuramento da Selecção para o Mundial 2010. Para receber um novo cupão e voltar a participar nesta promoção, basta fazer compras no valor de 30 euros nos postos de abastecimento Galp aderentes...».
Há abuso no preço dos combustíveis e no preço do gás natural! Quando recebo a conta do gás, tremo e vocifero contra o monopólio! Esta campanha promocional não só não convence como cai muito mal neste momento, senhores do marketing! Não é assim que vão melhorar a imagem da empresa. O vector Caring está deficitário e estas acções apenas reforçam o cinismo que os consumidores já associam tão fortemente à marca.
29.9.07
Tentações, marcas, tradições, novo design e saudades do meu avô
Quero igual para a Joalharia Nacional, em especial para a joalharia de autor. Ana de Lima, Bruno da Rocha, Célia Vitor, Cláudia Afonso, Cristina Costa, Eric Majoral, Fátima Lopes, Filipe Caracol, Gabriel Ribeiro, Joana Caldeira, Meister, Paula Cabral, Rocha Carvão, Susana Martins, Susana Nunes, e tantos outros. Quero a nossa potencial grammy girl Mariza a promover a Gatto, marca criada em 1989 pela Diamanjóia. Quero. Conceito de produto alargado, marca, novo design, investimento em comunicação, notoriedade.
Não fora eu neta de um ourives de Gondomar que, com mãos de ouro, dava forma à filigrana. A memória. Sentado num banco de madeira, curvado sobre a mesa, o avô colocava a barra de ouro nas roldanas de uma máquina e, lentamente, a barra ia ficando mais estreita até se transformar em centenas de metros de fio. Havia sempre um aprendiz que segurava a ponta e esticava. O fio atravessava o pátio, trespassava o portão, chegava ao meio da rua. Era a primeira imagem que se via, olha o aprendiz, chegámos! "É assim que tudo começa na ourivesaria", dizia ele, abanando a cabeça se me via com um anel ou pulseira de fantasia.
Armani agora é "fantasia", é produto para massas, como a bela Beyoncé. Mas a joalheria portuguesa de autor, e os meus caros artigos da filigrana - uma arte em extinção, ainda cheiram a metal e a fogo, a luvas sujas, unhas escurecidas. São mais brutos que os diamantes que também por aqui se incrustam nas peças. Diamantes ou safiras. safiras brancas como a que vi há dias num anel Gatto (fixem a marca) na Crisálida.
O anel ficou lá, na montra, com muita pena minha. Crisálida é uma termo derivado da coloração metálico-dourada encontrada nas pupas de muitas borboletas (grego: χρυσός (chrysós) significa ouro).
As borboletas adultas emergem das crisálidas e expandem as suas asas para bombear sangue pelas veias. Esta rápida e brusca mudança é chamada metamorfose. Face à Crisálida, aqui em Aveiro, apetece-me ser borboleta. Não é para todas as bolsas mas esta ourivesaria aposta em criadores portugueses.
Acabei mesmo por perder a cabeça com outra peça - da Cristina Costa. Ao lado havia Armani, mas quem é que quer usar Armani? [Mesmo se a Beyoncé está fabulosa neste filme publicitário e a produção seja um luxo.]
2.3.07
Marketing infantil

Ana Côrte-Real - Os padrões de exigência são diferentes. A grande diferença é que os critérios de compra, à medida que as crianças crescem, vão aumentando e o processo de decisão altera-se em face desses critérios. Por isso, eu acho que as crianças são diferentes na medida em que é um bocadinho de acordo com o comportamento de consumidor.
As crianças usam muito mais regras de decisão disjuntivas, isto é, baseiam-se num dois ou três critérios para tomar a sua decisão e nós adultos, normalmente, temos um padrão mais de regras conjuntivas, ou seja, somos sensíveis à marca, mas também somos sensíveis ao preço, mas também somos à embalagem. Temos mais critérios. Nessa perspectiva, os adultos tornam-se mais exigentes. As crianças podem-se focar num único critério: gostam da marca, gostam do boneco, gostam do brinde, gostam do produto e decidem.
(...)
MktOnline.net - Em termos de campanhas de publicidade pode dar um bom exemplo e um mau exemplo?
Ana Côrte-Real - Houve duas campanhas que vão um bocadinho contra os princípios éticos, uma é esta do McDonald’s. Depois há outra que acho que é do Panrico, em que a criança vê um conjunto de pratos como peixe, carne, fruta e diz sempre que não quer e depois aparece uma sande de Panrico e a criança diz que quer. Isto é complicado, é, no fundo, pôr a criança perante aquilo que é saudável e aquilo que é menos saudável, embora eu ache que possa fazer parte da alimentação da criança, agora não se pode é dizer à criança que aquela opção é válida.
Depois questões mais positivas, tudo o que está associado a uma alimentação saudável como, por exemplo, o Danoninho. Não é que seja um produto, em termos nutricionais, completamente equilibrado mas, de facto, consegue dizer à criança que ao comer vai crescer.
(...)
MktOnline.net - [Sobre a criação de personagens, como Noddy ou Floribella] Não é então uma questão programada, é uma questão…
Ana Côrte-Real - Nós temos aqui duas questões distintas. Uma é gerir uma mascote ou uma personagem como estratégia da própria marca e temos os casos do Quicky, do Rick e Rock, ou seja, são questões que são estratégicas e criadas pela marca. Depois temos a outra questão que é as marcas usarem estas personagens como estratégia de comunicação, daí vão buscar personagens que já tenham esse percurso de notoriedade e afectividade para alavancarem mais depressa os resultados. Claro que uma é muito mais uma estratégia de médio/longo prazo, que é pensar nas mascotes e nas personagens de forma estratégica, e outra é muito mais a curto prazo, que é ir buscar personagens que são fortes para alavancar a marca, num curto espaço de tempo.
(...)
MktOnline.net - A publicidade muitas vezes cria desejos desnecessários. É ético criar esses desejos nas crianças?
Ana Côrte-Real - A publicidade cria desejos ou desperta necessidades latentes nas crianças e nos adultos. O princípio da publicidade é criar notoriedade à marca e, simultaneamente, estimular associações que sejam favoráveis a essa marca e eu acho que aí não podemos cair no exagero de dizermos que a publicidade não quer criar desejo ou que não quer criar associações favoráveis.
Para mim não é tanto a importância de criar, acho que criar pressupõe o princípio de mas é a forma como se pode criar ou não esse tipo de ilusões.
Até onde poderão ir os profissionais de marketing quando possuem produtos e serviços que têm como público-alvo as crianças?
Desde logo, têm que respeitar aquilo que são as questões legais. Aí a DECO acho que faz um bom trabalho porque muitas vezes nós somos confrontados com campanhas de comunicação de marcas de referência que não cumprem as normas legais.
Começar pela base, primeiro, as marcas devem cumprir aquilo que legalmente lhes é imposto e depois a partir daí têm que adoptar um princípio ético de responsabilização, no fundo no processo de socialização da criança.
No âmbito do marketing, não é que haja muito escrito sobre as normas éticas mas há um princípio que até foi denominado por síndrome de Pôncio Pilatos que é uma metáfora, é um bocadinho aquela questão das marcas lavarem as mãos, eu cumpri as normas legais, eu cumpri tudo o que me é imposto legalmente, por isso, lavo daqui as minhas mãos, porque estou dentro da lei. Eu acho que isto é um falso sentido ético, nós sabemos que podemos estar a cumprir a lei e estar a estimular algum tipo de comportamento que não seja desejável nas crianças.
Aí eu acho que as marcas devem ser socialmente responsáveis. Primeiro, cumprir os requisitos legais mas, se calhar, depois irem mais além desses requisitos legais e tentarem ver até que ponto é que são responsáveis.
(...)
MktOnline.net - De que forma as novas tecnologias e hábitos de acesso das crianças às TIC alteraram as relações entre marcas e crianças?
Ana Côrte-Real - No fundo, todas essas formas de comunicação têm o mesmo princípio em relação aos adultos. Aproximaram as marcas das crianças, é mais uma forma de expor a marca à criança. A internet promove ainda por cima a interacção. Já sabemos que comportamentos de interacção geram maior afectividade, maior proximidade, por isso, no fundo, isso são tudo questões que aproximaram as marcas do segmento infantil.
22.2.07
Blog Marketing
Jeremy Wright - A maior diferença entre o marketing tradicional e o blog marketing é que um é mais baseado na transmissão. Portanto, um é “aqui está a mensagem, vamos divulgá-la” e, depois, provavelmente, iremos obter algumas respostas. O objectivo é ter o maior número possível de pessoas a ver e a ouvir a mensagem. Este é o padrão do marketing tradicional e não há nada de errado com ele. Algumas pessoas dirão que há mas eu não penso que haja.
Na minha opinião, o marketing baseado nos novos media ou em blogs são um complemento a isto. O blog marketing não é baseado na transmissão, é mais baseado numa relação, tentamos cativar a audiência, ter conversas, criar experiências…
Eu ouvi alguém dizer, ontem, que a marca é o travo das experiências que se criam com a empresa. Eu sempre pensei nas marcas como algo que podemos carregar connosco. A minha visão do McDonald’s é a de uma comida horrível, muito barata, quando precisamos de alguma coisa na viagem, são duas da manhã, estamos a atravessar o país, estamos no meio de Montana e não temos outra escolha. O McDonald’s é divertido, certo? Esta é a minha impressão do McDonald’s, esta é a marca que eles têm em mente, certo? Quando eu converso com as pessoas acerca do McDonald’s é esta a impressão que dou. Portanto, isto é o mais importante para mim, o tentar criar estas experiências e de muitas formas isso acontece nos blogs, nos media interactivos e sociais.
É desta forma que eu vejo as diferenças entre o marketing tradicional e o blog marketing.
Vantagens e desvantagens de cada uma delas em relação à outra… Eu penso que se complementam. No final das contas, é muito difícil para uma empresa ir desde a visibilidade zero até à fortuna, baseada, exclusivamente, em blog marketing. Eu não digo que não aconteça mas, certamente, não nos próximos anos.
É preciso chegar a uma audiência e à visibilidade mas também é necessário criar uma experiência memorável positiva, que os consumidores levem consigo e partilhem com os seus amigos.
A maior vantagem do marketing tradicional é a capacidade de criar visibilidade. A maior vantagem do blog marketing é permitir criar experiências positivas, conversas e relacionamento com os consumidores.
(...)
MktOnline.net - Onde reside a importância dos blogges na comunicação ou formulação de opiniões sobre marcas, produtos, serviços, etc?
Jeremy Wright - Se olharmos para as marcas como o travo das empresas baseadas em novas experiências, então os blogs para mim são muito importantes por três razões. Uma, o actual relacionamento com os consumidores não é esperado, por isso, podemos criar algumas experiências positivas apenas usando-os. Dois, se estivermos disponíveis para resolver questões de suporte, criam uma óptima experiência. E três, se podermos reunir informação para os consumidores, explicando coisas, então pode-se construir uma lealdade séria e isto é importante para empresas, marcas, produtos, serviços, etc.
Portanto, simplificando, os blogs são importantes porque ajudam a comunicar mais claramente, ajudam a empresa e o consumidor a formar opiniões válidas baseadas em conversas actuais, em vez de pesquisas de mercado.
MktOnline.net - Porque é que o passa-a-palavra tem um grande impacto?
Jeremy Wright - É fácil. Nós confiamos em pessoas que conhecemos, confiamos em pessoas como indivíduos quando dizem coisas, mais do que confiamos em empresas, campanhas de publicidade, qualquer coisa que vemos online. Se vemos ou ouvimos algo num blog, num tom naturalmente humano, então é mais facilmente confiável do que o que vemos noutro website. A minha opinião é que a razão de ter um grande impacto é que confiamos nos indivíduos quando agem como tal.
(...)
MktOnline.net - Apesar do inegável poder do blog marketing e da dimensão que tem vindo a tomar, poucas são as marcas que o usam em seu benefício. Como justifica isto?
Jeremy Wright - Eu gostaria de dizer que quase todas as marcas, quase todas as grandes marcas usam o blogging de uma certa forma, interna ou externamente. É uma realidade na forma de fazer negócios.
Os media sociais e o blogging estão a tornar-se, progressivamente, a norma e o esperado. É, agora, praticamente, habitual para as pessoas poderem comentar num jornal online artigos e escrever sobre esses mesmos artigos nos seus blogs. Os media na sua maioria lidam com a revolução da comunicação. A ironia é que esta é liderada pela população em geral.
Nike, Ford, e-Bay, Microsoft, Sun, Oracle Novel, Nortel, Nokia, Motorola, Mitsubishi, etc. A lista de empresas que têm feito campanhas utilizando blogs continua, independentemente de terem ou não um blog oficial.
MktOnline.net - No seu livro, faz algumas previsões àcerca do futuro do blogging , fale-nos um pouco sobre isso.
Jeremy Wright - Eu detestei escrever este capítulo. É uma exigência escrever um, quando se escreve um livro sobre a nova indústria das marcas. Eu fiz depoimentos tais como “Haverá algum tipo de conflitos ou intersecções entre os media tradicionais e os novos media; entre os grandes negócios, o marketing tradicional e as novas formas de marketing; e entre a autoridade e a confiança”.
Tendo em consideração que o livro tem mais de um ano e foi terminado meio ano antes, quando só existiam cinco ou seus empresas a utilizar verdadeiramente os blogs, era muito, muito difícil. Actualmente, olho para o futuro do blogging e vejo um simples desaparecimento, não no sentido de parar, mas no sentido de se tornar tão natural que não falaremos dele em termos de quantas empresas o usam, porque tem impacto ou como as empresas o utilizam.
A minha ideia é que nos próximos três ou cinco anos, os blogs sejam da mesma forma. A questão é que a liberdade de expressão, publicação pessoal, comunicação, network estão para ficar. Estão a tornar-se tão relevantes que nos esquecemos como isto é revolucionário e pouco comum. Da mesma forma que o e-mail foi totalmente revolucionário, o blogging tem este tipo de potencial e a minha expectativa é que se torne tão comum que as empresas esqueçam que algum dia se opuseram a ele e este passe a fazer parte das ferramentas de marketing. Faremos campanhas tradicionais e campanhas de relacionamento, iremos fazer um mix porque é valioso, tem um óptimo feedback, os consumidores estão à espera e adoram isto. Esta é a minha opinião pessoal.
Os blogs são úteis, valiosos, são suficientemente simples e custam tão pouco. As empresas têm de pensar nisto e ver como se encaixam no marketing e comunicação mix.
31.1.07
Mkt do livro #7
Seria interessante centrarmo-nos no conjunto de livros mais vendidos, e aferir a correlação que existe entre o número de exemplares vendidos e o correspondente investimento em comunicação (melhor ainda, fazer uma análise qualitativa das diferentes estratégias de comunicação adoptadas, ponderando o target de cada livro).
29.1.07
Mkt do livro #6

Atento a essa realidade, Javier Celaya, editor e responsável de comunição do Grupo DosDoce de Comunicación, criou uma revista on line que nació en marzo de 2004 con el propósito de convertirse en un nexo entre todos los profesionales del sector de la comunicación, ya sean periodistas, responsables de comunicación institucional y empresarial, y el público en general interesado en la interacción entre la comunicación, el arte y la literatura. (...) Durante sus dos primeros años la revista ha publicado más de 100 artículos de opinión sobre el impacto de la cultura de masas en la sociedad, la pérdida de credibilidad de los medios de comunicación, la responsabilidad social de las empresas y el impacto de las nuevas tecnologías en el sector cultural, entre otros. Por otra parte, ha elaborado cerca de 300 reseñas de libros de reciente publicación.(link)
Mais recentemente, constatando o papel cada vez mais importante da internet como canal de informação e opinião dos seus leitores, a DosDoce lançou o Buscador Cultural que rastreia os conteúdos de mais de 150 blogues e de outros media digitais que normalmente publicam crítica literária, assim como o Agregador Cultural, com 50 blogues culturais, e que visa facilitar a tarefa de gestão da informação aos editores.
Saímos definitivamente do modelo piramidal de produção de informação, em que as estratégias de comunicação editoriais assentavam na produção de informação dirigida aos media tradicionais (notas de imprensa, envio de exemplares, entrevistas), para um modelo que contempla a ampla participação dos leitores e potenciais leitores na formação de uma opinião sobre o livro. Toda a informação produzida pelo editor deve ter um formato digital que facilite a divulgação. Uma das consequências da Web 2.0, ou da possibilidade dos usuários da rede poderem criar conteúdos, é também esta: já obrigou as empresas a rever as suas estratégias de comunicação. Como/quem pode/deve orientar depois o utente da web, de forma a que ele não se perca na maré de informações, é outra questão.
27.1.07
Mkt do livro #4
Mas quantos livros não precisam de um sinal exterior apelativo para que mais leitores o descubram? A promoção dos bons livros é uma prioridade, e não pode ser exclusiva dos best sellers intraduzidos [intradução: importação literária sob a forma de tradução].
26.1.07
Mkt do livro #3
Centro-me agora no domínio da comunicação. Temos assistido nos últimos tempos a algumas inovações. A massificação do acesso à internet gerou novas oportunidades. Os sites das editoras estão mais activos, e algumas (novas, independentes) passaram a usá-lo como canal privilegiado de vendas. A blogosfera, através da pré-publicação de obras - a estreia aconteceu via Abrupto, o Miniscente tem agora uma rubrica regular - participa também nessa mudança. Cada um de nós, bloggers, é ou pode ser, também, um novo agente cultural ao serviço do livro (com o interesse e os riscos todos que daí possam advir).
Mas as estratégias de comunicação são normalmente fracas e pouco originais. Procura fazer-se notícia das sessões de apresentação do livro, tarefa mais ou menos facilitada segundo o grau de notoriedade e imagem do autor, o seu capital social, ou seja, a estatuta mediática dos seus amigos, nomeadamente o apresentador da obra. Trabalha-se para e aguarda-se a saída das notas e críticas nos media, em particular na imprensa escrita. Multiplicam-se sessões de autógrafos. Pontualmente arrisca-se o investimento em publicidade directa. Mas sobretudo, diz-se, se o livro é bom, vende por si. O boca a orelha faz o sucesso. Depois, os prémios, a presença em feiras internacionais, enfim, a consagração.
Os preconceitos associados à promoção do livro são imensos. Um bom escritor não precisa de ir à televisão. Os escritores não fazem grandes audiências televisivas. Os escritores são uns chatos. Um livro não é uma mercadoria, pelo que um marketing agressivo pode até gerar um efeito perverso e "desqualificar" uma obra. Quem aposta no marketing não aposta na arte da escrita. O marketing é para a literatura light. São imensas as nossas verdades absolutas.
Em França, país onde vivi alguns anos, os escritores já consagrados, os novos escritores que são ou talvez venham a ser bons, eram presença constante nos écrans televisivos, eram convidados para programas que passavam no horário nobre. O lançamento de um livro era notícia e, se casos como o interesse suscitado por "A vida sexual de Catherine M." de Catherine Millet, não abonam a favor do critério, a verdade é que raramente assisti a debates sobre livros polémicos sem enquadramento da obra, ou sem uma contra-argumentação objectiva. O escândalo pelo escândalo, apoiado em fotos e breves citações, não servia editores de jornais.
Nas rentrées litteraires do Outono, em que, em média, mais de 500 livros são lançados todos os anos, editores e autores batem-se por um lugar de destaque nos media. O lançamento de um novo livro de Michel Houllebecq, um dos melhores escritores da actualidade, é sempre acompanhado de uma enorme (e distinta) polémica. No seu caso há quem fale de "marketing da abjecção". Mas não é preciso chegar a tanto. Os prémios literários e suas novelas são seguidos com expectativa, os media suscitam e jogam com o interesse do público.
Por cá, é o marasmo.
Sem complexos, sem medo de que a publicidade seja mais interessante do que o livro, eu gostaria de assistir a lançamentos mais criativos.
25.1.07
Mkt do livro #2
Mas não compliquemos. Fixemos o objectivo de um simples e sólido catálogo de autores em que se equilibrem as duas necessidades, qualidade-arte e sustentabilidade económica. E que o esforço diligente e minucioso de selecção de obras, apoiado num imenso sentido de missão, a que não pode deixar de se acrescentar uma distintiva qualidade, produzam um posicionamento diferenciado no mercado. Para sobreviver, o lema: unrest in peace. E o editor (os editores) seja premiado pelos leitores com a sua preferência. Isto é bom marketing. e não polui.
24.1.07
Mkt do livro #1
O que gostaria era de ver as obras de Júlio Cortázar editadas, Os dados estão lançados de Jean-Paul Sartre, re-editado, e juntem a vossa à nossa voz, com as vossas caras e esquecidas jóias da coroa.
22.1.07
Duas perguntas para leitores e não-leitores atentos
Recordam algum lançamento (de livro) em particular?
Não pensem muito, soltem o "top of mind", isto é, aquilo que vos ocorre de imediato.
18.2.05
Com humor e mau gosto

USE AXE E TUDO PODE ACONTECER !!!
É por causa desta campanha da Unilever, que eu acho inaceitável, que me lembrei de acrescentar outros efeitos ao alergénico Axe. Vão lá ser machistas e poligâmicos para outro lado! (é que nem nos incluem no Movimento!)
