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19.5.14

Triunfo do Amor Português

O amor é sempre trágico quando atinge o seu estado mais puro. (Agustina Bessa-Luís)
Os grandes dramas de amor vivem-se na vizinhança da morte. Isso dá imediatamente uma trepidação ao diálogo amoroso que o torna, muitas vezes, insustentável. Essa insustentabilidade do amor é a grande condição da sua dignidade, é o requisito para a sua grandeza. O amor não é uma existência de pantufas; é uma exi...
stência descalço.
Às histórias de amor felizes falta-lhes o ensejo de serem grandes histórias de amor. Muitas delas nascem da rotina, do cálculo, da obrigação... As relações felizes são sempre assustadoramente miseráveis. Mas é possível admirar também a paciência com que as pessoas levam a sua cruz ao calvário, através de um matrimónio baço, de um companheirismo silencioso... O que se admira são outros sentimentos: a paciência, a conformação... (Mário Cláudio)

Não há amor sem culpa. (Agustina Bessa-Luís)
Nos matrimónios baços a culpa não é vivida, não empolga a relação. Então é como se não estivesse lá. Mas está e às vezes rói, rói, rói durante anos e anos e anos até que as pessoas morrem felizes. (Mário Cláudio)


[Entrevista ao escritor Mário Cláudio. Programa BAIRRO ALTO. RTP2. 18-05-2014]

2.5.12

«Inventar um futuro»

O Palácio Galveias, que hoje em dia alberga uma das bibliotecas municipais de Lisboa, é um dos mais bonitos palácios nobres de Lisboa do século XVII e um dos melhores exemplos de casa nobre portuguesa seiscentista. Está localizado na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, diante da Praça de Touros do Campo Pequeno e ao lado da sede da Caixa Geral de Depósitos. Apesar de hoje, a sua localização ser central em Lisboa, quando foi construído, em meados do século XVII, destinou-se a casa de campo dos Marqueses de Távora, permanecendo na família até 1759, data em que confiscado pelo Estado no âmbito do célebre processo dos Távoras. Em 1801 foi adquirido por D. João de Almeida de Melo e Castro, 5.º Conde das Galveias, recebendo na altura obras de restauro. Uns anos mais tarde foi comprado por Braz Simão. Em 1928, entrou na posse da Câmara Municipal de Lisboa, entidade que aí veio a instalar a biblioteca municipal que ainda aí se encontra.

Por uma razão muito triste, o velório de Miguel Portas, acabei por passar por lá este fim de semana. Miguel Portas dizia que era necessário "inventar um futuro onde as pessoas possam crescer, não em função do que têm, mas do que podem ser". A conservação do património e da nossa identidade cultural e histórica é imprescindivel à afirmação dessa atitude. Aqui, alguns registos do espaço de jardim, recentemente arranjado e nobremente habitado.
Fotos MRF. 28 Abril 2012 

23.4.12

O PRIMEIRO LIVRO IMPRESSO EM PORTUGAL


Em Portugal, a imprensa foi introduzida no tempo do rei D. João II. O primeiro livro impresso em território nacional foi o Pentateuco (os cinco livros de Moisés que compõem a Torá), que saiu das oficinas tipográficas de D. Samuel Porteiro, um judeu de Faro, em 1487, sensivelmente 30 anos após Gutenberg imprimir em Mainz a sua famosa Bíblia.

Em 1488 foi impresso em Chaves o Sacramental de Clemente Sánchez de Vercial, considerado o primeiro livro impresso em língua portuguesa, e em 1489 e na mesma cidade, o Tratado de Confissom.

Imagem: Facsimile do Pentateuco hebraico, o primeiro livro imprenso em Portugal, no século XV.

21.4.12

A comunidade inconfessável (Blanchot)

Zhang Dali. Chinese Offspring. 2003-2005

Ontem, no evento "Grandes Autores, Grandes Leitores", co-organizado pela Revista Ler e pela Bertrand (Aveiro), Filipe Nunes Vicente referia «essa nova raça de escritores, imitadores do já feito», os Dan-castanhinhos portugueses, e insistiu no conceito de "comunidade inconfessável" de Maurice Blanchot. Bastou para que comprasse o seu "Mau-Mau" (Quetzal)...

[sobre Blanchot (porque o "Mau-Mau" só vou abrir daqui a pouco):]

«La question de la communauté est devenue pressante à l'époque où commençait à s'effondrer le modèle appelé communiste. A la mesure de cet effondrement, il est apparu nécessaire à plusieurs d'entre nous de reprendre, de reprendre radicalement, la question de l'être en commun, et c'est ainsi qu'en 1983 par exemple Blanchot pouvait écrire que la réflexion sur l'exigence communiste, comme il disait, ne l'avait jamais abandonné. 
L'écriture et la littérature selon Blanchot, sont inséparables de l'être en commun et de la communication. L'écriture n'est pas pour Blanchot, un objet formel et fermé , ce n'est pas un objet esthétique ni autistique, mais l'écriture c'est le rapport d'adresse par lequel non seulement un moi s'adresse à un toi, mais par lequel il y a seulement un moi et un toi, un un et un autre et par lequel seulement il peut y avoir une solitude et un dehors de la solitude, une expression, ou pour reprendre le mot de Bataille une extase. L'écrivain et le lecteur se font l'un l'autre, et se faisant l'un l'autre, ils se déplacent l'un l'autre et ils se déplacent l'un par rapport à l'autre. Ils n'ont pas quelque chose à se communiquer, ils n'ont pas un message à se transmettre, ce qu'ils partagent, l'écrivain et le lecteur, c'est à dire aussi l'un et l'autre en général dans la communauté, ce qu'ils partagent c'est la puissance et la passion de se communiquer et à ceux qui attendent de l'écriture en ce sens une signification déterminable et communicable. Il vaut mieux dire qu'il n'y a rien à communiquer, mais ce rien à communiquer n'a rien de nihiliste. Il n'y a pas moins nihiliste que Blanchot. Blanchot est celui qui écrit d'ailleurs les pessimistes n'écrivent pas et donc la communauté est immontrable, imprésentable. Elle ne peut pas elle-même devenir un terme donné, elle ne peut pas être mise en Oeuvre contrairement à ce qu'ont voulu les totalitarismes et contrairement à ce que veut sans doute toute volonté qui n'est que politique. Mais pour autant la communauté n'est pas une abstraction, ni un idéal flottant en l'air; la communauté est elle-même ce mouvement ce rapport sans cesse en déplacement; la communauté est le mouvement de l'écriture.

Lorsque Blanchot parle dans la communauté inavouable (éd. Minuit, 1983), du fond sans fond de la communication, il n'y a là aucune acrobatie verbale, aucun mysticisme. Ce fond sans fond de la communication nous savons tous très bien ce que c'est, c'est ce sans fond auquel tout échange aboutit non pas comme à une impasse mais comme à l'ouverture qui est précisément l'ouverture de l'un de sur l'autre ou l'ouverture de l'un à l'autre. Cet échange étant celui dont Blanchot dit aussi – seule en vaut la peine la transmission de l'intransmissible – et la peine que vaut la transmission de l'intransmissible on pourrait dire que c'est la peine infinie qu'il y a à comme ont dit couramment se faire comprendre, ce à quoi on aboutit jamais. Mais dans ce non-aboutissement du se faire comprendre il y a en même temps tout le mouvement de l'ouverture de la communication, c'est à dire aussi tout le mouvement par lequel un moi sort de son moi et de ses petites préoccupations, c'est à dire aussi le seul mouvement par lequel on existe véritablement.»

14.4.09

Leituras para mais gostos


A Livraria Buchholz Aveiro foi inaugurada a 28 de Março. Fica na Praça Marquês de Pombal (nº 3). «Com um espólio inicial de cerca de 20 mil livros, espalhados por uma área de 120 metros quadrados, os livros estrangeiros importados são um dos pontos fortes deste novo espaço, que “não quer fazer concorrência directa às outras livrarias da cidade, mas sim destacar-se pela diferença”, destacou José Ribeiro na inauguração do espaço. Disponível ainda uma secção alfarrabista de livros antigos, uma área de literatura portuguesa, outra infanto-juvenil, além do espaço dedicado às edições e autores do grupo editorial e livreiro Fundação Agostinho Fernandes (cerca de 100), constituído, além da Buchholz Livreiros e da livraria Sá da Costa, pelas editoras Portugália, Sá da Costa e, mais recentemente, Cavalo de Ferro.» (link DA).

Passei por lá. Comprei: A Odisseia - Adaptação em Prosa do Poema de Homero por João de Barros (Livraria Sá da Costa Editora, 2007); Democracia, de António Sérgio (Sá da Costa, 1974); O Naturalismo - A Linguagem Crítica, de Lilian R. Furst e Peter N. Skrine (Lysia, 1971); Éclogas, de Bernardim Ribeiro (Seara Nova, 1967); Poesias, de Sá de Miranda (Textos Literários, 1960). Gastei 14 euros. Querem melhor convite?

Ah, depois do naufrágio d'O Navio de Espelhos (e eu acho que a cidade nunca mais voltou a ser a mesma), já era altura de sermos brindados com um presente destes..., mesmo se a Langue D'Oc (R. Capitão Sousa Pizarro, nº 14) seja há muito tempo «falada» pela única autêntica livreira da cidade. Salut Odete!

19.7.07

Últimas leituras II



Lauro António, fiz rodar a corrente há alguns dias atrás, aqui. Mas que a roda continue a girar...

Já agora, fiquem a saber o que andaram a ler alguns dos bloggers que nomeei:

Carlos Araújo Alves (Ideias Soltas)
Octávio Lima nos comentários (Ondas3)
Windtalker (Cabo dos Ventos)


... e espreitem O que cai dos dias! «atravessando as palavras há restos de luz».


31.1.07

Mkt do livro #7

Em Portugal, o número de leitores é reduzido e as taxas de leitura e de compra de livros evoluiram muito lentamente na última década. Segundo dados de 2004 (Quantum/APEL), apenas 44% da população com idade compreendida entre os 15 e os 65 anos declara ser leitor de livros. O número médio de livros lidos por ano não chega aos 9.

Seria interessante centrarmo-nos no conjunto de livros mais vendidos, e aferir a correlação que existe entre o número de exemplares vendidos e o correspondente investimento em comunicação (melhor ainda, fazer uma análise qualitativa das diferentes estratégias de comunicação adoptadas, ponderando o target de cada livro).

29.1.07

Mkt do livro #6


A promoção dos livros via internet aumenta em larga escala. Este canal permite maior fluidez na troca de informações, pelo que os editores têm todo o interesse em fomentar, e também em auscultar, as conversas dos leitores e potenciais leitores internautas. Mais de 50% dos livros são comprados por conselho de familiares, amigos ou conhecidos, e agora, uma elevada parte desses influenciadores residem na net. Em 2004, segundo os dados do estudo que a APEL encomendou à Quantum, 25% dos leitores de livros - com internet em casa ou no trabalho, procuravam informações sobre livros na internet.

Atento a essa realidade, Javier Celaya, editor e responsável de comunição do Grupo DosDoce de Comunicación, criou uma revista on line que nació en marzo de 2004 con el propósito de convertirse en un nexo entre todos los profesionales del sector de la comunicación, ya sean periodistas, responsables de comunicación institucional y empresarial, y el público en general interesado en la interacción entre la comunicación, el arte y la literatura. (...) Durante sus dos primeros años la revista ha publicado más de 100 artículos de opinión sobre el impacto de la cultura de masas en la sociedad, la pérdida de credibilidad de los medios de comunicación, la responsabilidad social de las empresas y el impacto de las nuevas tecnologías en el sector cultural, entre otros. Por otra parte, ha elaborado cerca de 300 reseñas de libros de reciente publicación.(link)

Mais recentemente, constatando o papel cada vez mais importante da internet como canal de informação e opinião dos seus leitores, a DosDoce lançou o Buscador Cultural que rastreia os conteúdos de mais de 150 blogues e de outros media digitais que normalmente publicam crítica literária, assim como o Agregador Cultural, com 50 blogues culturais, e que visa facilitar a tarefa de gestão da informação aos editores.

Saímos definitivamente do modelo piramidal de produção de informação, em que as estratégias de comunicação editoriais assentavam na produção de informação dirigida aos media tradicionais (notas de imprensa, envio de exemplares, entrevistas), para um modelo que contempla a ampla participação dos leitores e potenciais leitores na formação de uma opinião sobre o livro. Toda a informação produzida pelo editor deve ter um formato digital que facilite a divulgação. Uma das consequências da Web 2.0, ou da possibilidade dos usuários da rede poderem criar conteúdos, é também esta: já obrigou as empresas a rever as suas estratégias de comunicação. Como/quem pode/deve orientar depois o utente da web, de forma a que ele não se perca na maré de informações, é outra questão.

27.1.07

Mkt do livro #5

Por exemplo...


(Anúncio descoberto em La Bodega Recôndita)

Mkt do livro #4

A literatura não se confunde com os sinais exteriores de literatura. Um escritor não são "500 000 livros vendidos", "traduzido em mais de 20 línguas", ou "vai já na 7 edição".

Mas quantos livros não precisam de um sinal exterior apelativo para que mais leitores o descubram? A promoção dos bons livros é uma prioridade, e não pode ser exclusiva dos best sellers intraduzidos [intradução: importação literária sob a forma de tradução].

26.1.07

Mkt do livro #3

O posicionamento no mercado e a imagem do editor de livros são também condicionados por todo o mix do produto (preço, qualidade gráfica, etc.), circuitos de distribuição e comunicação.

Centro-me agora no domínio da comunicação. Temos assistido nos últimos tempos a algumas inovações. A massificação do acesso à internet gerou novas oportunidades. Os sites das editoras estão mais activos, e algumas (novas, independentes) passaram a usá-lo como canal privilegiado de vendas. A blogosfera, através da pré-publicação de obras - a estreia aconteceu via Abrupto, o Miniscente tem agora uma rubrica regular - participa também nessa mudança. Cada um de nós, bloggers, é ou pode ser, também, um novo agente cultural ao serviço do livro (com o interesse e os riscos todos que daí possam advir).

Mas as estratégias de comunicação são normalmente fracas e pouco originais. Procura fazer-se notícia das sessões de apresentação do livro, tarefa mais ou menos facilitada segundo o grau de notoriedade e imagem do autor, o seu capital social, ou seja, a estatuta mediática dos seus amigos, nomeadamente o apresentador da obra. Trabalha-se para e aguarda-se a saída das notas e críticas nos media, em particular na imprensa escrita. Multiplicam-se sessões de autógrafos. Pontualmente arrisca-se o investimento em publicidade directa. Mas sobretudo, diz-se, se o livro é bom, vende por si. O boca a orelha faz o sucesso. Depois, os prémios, a presença em feiras internacionais, enfim, a consagração.

Os preconceitos associados à promoção do livro são imensos. Um bom escritor não precisa de ir à televisão. Os escritores não fazem grandes audiências televisivas. Os escritores são uns chatos. Um livro não é uma mercadoria, pelo que um marketing agressivo pode até gerar um efeito perverso e "desqualificar" uma obra. Quem aposta no marketing não aposta na arte da escrita. O marketing é para a literatura light. São imensas as nossas verdades absolutas.

Em França, país onde vivi alguns anos, os escritores já consagrados, os novos escritores que são ou talvez venham a ser bons, eram presença constante nos écrans televisivos, eram convidados para programas que passavam no horário nobre. O lançamento de um livro era notícia e, se casos como o interesse suscitado por "A vida sexual de Catherine M." de Catherine Millet, não abonam a favor do critério, a verdade é que raramente assisti a debates sobre livros polémicos sem enquadramento da obra, ou sem uma contra-argumentação objectiva. O escândalo pelo escândalo, apoiado em fotos e breves citações, não servia editores de jornais.
Nas rentrées litteraires do Outono, em que, em média, mais de 500 livros são lançados todos os anos, editores e autores batem-se por um lugar de destaque nos media. O lançamento de um novo livro de Michel Houllebecq, um dos melhores escritores da actualidade, é sempre acompanhado de uma enorme (e distinta) polémica. No seu caso há quem fale de "marketing da abjecção". Mas não é preciso chegar a tanto. Os prémios literários e suas novelas são seguidos com expectativa, os media suscitam e jogam com o interesse do público.

Por cá, é o marasmo.

Sem complexos, sem medo de que a publicidade seja mais interessante do que o livro, eu gostaria de assistir a lançamentos mais criativos.

25.1.07

Mkt do livro #2

Talvez a edição-como-uma-arte implique, nos tempos que correm, conciliar o saber dos Gallimard ou Feltrinelli do século passado com o domínio da Teoria dos Jogos de John Forbes Nash. Como encontrar um ponto de equilíbrio em jogos de estratégias para múltiplos jogadores!

Mas não compliquemos. Fixemos o objectivo de um simples e sólido catálogo de autores em que se equilibrem as duas necessidades, qualidade-arte e sustentabilidade económica. E que o esforço diligente e minucioso de selecção de obras, apoiado num imenso sentido de missão, a que não pode deixar de se acrescentar uma distintiva qualidade, produzam um posicionamento diferenciado no mercado. Para sobreviver, o lema: unrest in peace. E o editor (os editores) seja premiado pelos leitores com a sua preferência. Isto é bom marketing. e não polui.

24.1.07

Mkt do livro #1

No campo da edição de livros, todas as abordagens reflectem, em maior ou menor grau, nunca em estado puro, estas duas posturas: a que encara o livro como uma forma de arte e a que trata o livro como uma mercadoria. A primeira anda moribunda devido à falta de sustentabilidade económica; a segunda, não é aconselhável que se desenvolva (ainda mais), sob pena de perdermos excelentes obras que nunca serão editadas dado o universo restrito de leitores a que se dirigem. Alguns editores queixam-se das novas regras editoriais (que nem são assim tão novas) e justificam a venda de best-sellers e livros mediáticos como um recurso que permite posteriormente a publicação de obras mais "arriscadas". Alguns destes editores fazem-no com desencanto e desilusão, outros apenas com pragmatismo. Mas tento resistir ao preconceito de ver o ideal da arte-pela-arte conspurcado ao mínimo sinal de edição-um-negócio.

O que gostaria era de ver as obras de Júlio Cortázar editadas, Os dados estão lançados de Jean-Paul Sartre, re-editado, e juntem a vossa à nossa voz, com as vossas caras e esquecidas jóias da coroa.

22.1.07

Duas perguntas para leitores e não-leitores atentos

Quando ouvem falar de "estratégias de marketing do livro" (não estou a falar de estratégias editoriais, que esse é um assunto mais abrangente), em que actividades ou agentes, nomeadamente em matéria de comunicação, pensam?
Recordam algum lançamento (de livro) em particular?

Não pensem muito, soltem o "top of mind", isto é, aquilo que vos ocorre de imediato.

21.12.06

Ponto G*

Vi:
1. Uma livraria que faz descontos para professores
2. Um professor apresentar cartão na compra de O Meu Ponto G. (Felina, talvez te interesse saber que ele tinha 45-50 anos e que agarrava esse seu único livro com muita ternura)

Não vi: mas tenho a certeza:
1. editoras e livreiros revelam cada vez mais o seu sentido de missão
2.
os professores devem estar a par das novidades editoriais
3. os alunos vão certamente beneficiar com aquela leitura (as alunas é que já duvido)


* com este título, o sitemeter vai rebentar!

13.12.06

BOCA

"O que é que se passa?
As palavras já não sabem a nada?
Já não há saliva?
Já não há música?
Já não há ouvidos?
Já não há o direito de pôr as palavras na BOCA antes de as meter na cabeça?"

Daniel Pennac
in Como um romance, Lisboa, Edições Asa, 2002




20.5.06


Ah, e as Feiras do Livro estão aí...

no Porto, de 24 de Maio a 11 de Junho
em Lisboa, de 25 de Maio a 13 de Junho

e em Aveiro, de 20 de Maio a 4 de Junho, no Rossio!


Este é o programa da Feira do Livro de Aveiro para o fim de semana:

20 de Maio
16h00:
Inauguração da Feira do Livro
Animação de Rua pelo CETA – Círculo Experimental de Teatro de Aveiro;
Margarida Fonseca Santos – Sessão de Autógrafos
Carlos Fiolhais – Sessão de Autógrafos
16h30 e 18h00: Espectáculo de Fantoches e Robertos “Sátira de Aveiro e ”Auto da Índia” pela Associação Arte e Cultura – Os Fantoches;
21h30: Tiago Rebelo – Sessão de Autógrafos;
21h30:
Histórias de João Paulo Cotrim “Canção da Rocha, da onda e da nuvem” contadas por Teresa Nogueira;
Sessão de Poesia por Alberto Serra.

21 de Maio
16h30: Apresentação do livro “Do lado errrado da noite” de Catarina Resende
17h00 e 21h00: A Ouvidora de histórias – Aida Viegas
18h00: Hora do Conto pela Livraria “O Navio de Espelhos”
21h15: Histórias de João Paulo Cotrim “Canção da Rocha, da onda e da nuvem” contadas por Teresa Nogueira;
21h30: Orquestra de metais e percussão e Banda de Gaitas da Associação Musical e Cultural de São Bernardo

31.10.05

Luis Quinta

Já vos falei do Lusitanicus e de Luis Quinta.


Agora descobri
Além do Azul.

Todas as fotografias - a maioria, submarinas - foram captadas entre os rios Tejo e Sado. A sua experiência por essas águas e as imagens que nos oferece em Além do Azul, ensina-nos e maravilha-nos. Tubarões Mako a 12 milhas ao largo de Sesimbra?

Tubarão Mako Isurus oxyrhynchus

Cepos romanos no fundo do mar na zona da Baleeira? E o que são bodiões, blénios, cabozes ou nudibrânquios?

Nudibrânquio sobre gorgónia Janoulus cristatus

Luis Quintas nasceu em 1965. Aos 14 anos começou a mergulhar e iniciou a sua actividade como fotógrafo submarino no Verão de 1988. A sua experiência nas actividades subaquáticas levaram-no já a mergulhar em quase todas as águas do Globo. Já publicou centenas de artigos, reportagens e trabalhos fotográficos na imprensa nacional e estrangeira. Para além de
Além do Azul, também editou Instantes de Luz no Oceano.

Desejo-vos muitos entelerus aequoreus, anemonias sulcata, sepias officialis, octopus vulgaris, parazoanthus sp., alcyonium glomeratum, haliotis tuberculata, cypraea pyrum, catostylus tagi, delphinus delphis, lepadogaster, serranus cabrilla, sepiola rondeleti, cetorhinus maximus, trigloporus lastoviza, tursiops truncatus, etc.. E SE ME SOUBEREM DIZER quais destas espécies dariam um bom grelhado, façam o favor... (eu sei, que falta de poesia!)