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21.4.06

Já ouviram falar da Union of Concerned Scientists?


Espreitem esta animação - The Nuclear Bunker Buster - uma simulação sobre as consequências de um ataque com bombas nucleares anti-bunker (por exemplo, no Irão).

E não deixem de pesquisar os outros tópicos: Segurança (como podem constatar na animação, a UCS é muito crítica em relação à politica americana de desenvolvimento de armas nucleares); Aquecimento global - foi aqui que vi esta tabela: para os habitantes do hemisfério Norte, 2005 foi o ano mais quente, desde 1880;

Veículos (talvez esta crise petrolífera acelere a produção de meios de transporte mais "limpos"); Energia; Espécies Invasivas - uma das mais sérias ameaças à bio-diversidade; Alimentação (tónica nas questões da agricultura e ambiente, da alimentação - nomeadamente rações para animais e antibióticos, engenharia genética) e finalmente, Integridade Científica - que aborda a problemática da relação entre a Ciência e a Política.



A UCS é uma associação independente com fins não lucrativos que agrega mais de 100 000 cidadãos e cientistas. Subscrevam e/ou participem!

5.1.06

À escuta #21

É importante compreender que são as bactérias, e não as pessoas, que se tornam resistentes aos antibióticos. A resistência aos antibióticos não é um problema individual, mas antes um problema de todos.

(eu sei que não se mata um assunto quando ele ainda esperneia mas os posts anteriores já tinham muitos comentários. eu sei que o objectivo de todos os bloggers é ter um blog animado mas eu confio em vocês para, face à nova problemática, não perder a chama. eu sei que ouvi isto algures e que, na altura, a ideia de que os maus utilizadores de antibióticos prejudicam toda a gente me surpreendeu. eu sei que apenas os infecto-contagiados do dia vão prestar atenção. não faz mal, eu não sou a TVI. eu tenho sentido de missão, eu informo. vá, façam zapping e acabem a ver telenovelas com gays. vá-vá. alguém me diz se a pastelaria Va-va ainda existe?)

12.6.05

A mais antiga civilização europeia

De vez enquando aparece uma notícia assim que nos surpreende e maravilha. As inverdades são também científicas, o conhecimento não tem limites, a pesquisa não tem fim, os nossos modelos podem ser postos em causa de um momento para o outro, quantos tesouros não permanecem ainda escondidos!

Para quem não consegue aceder ao link, esta é a notícia do Público (via Lusa) de 11.06.2005:
Segundo o diário londrino “The Independent”, foi descoberta a mais antiga civilização europeia com sete mil anos.

Arqueólogos descobriram os vestígios da mais antiga civilização na Europa, datando de há mais de sete mil anos, revelou hoje o diário londrino “The Independent”. Os restos de mais de 150 templos, edificados entre 4800 e 4600 antes de Cristo, foram localizados numa zona de mais de 600 quilómetros de comprimento, correspondente ao que hoje é o leste da Alemanha, a República Checa, a Eslováquia e a Áustria.
Estas construções, de grandes dimensões, foram erguidas cerca de dois mil anos antes das grandes pirâmides do Egipto e do conjunto megalítico de Stonehenge, no sul de Inglaterra, acrescenta o jornal.Estas descobertas vão revolucionar o estudo da Europa pré-histórica, pois até agora julgava-se que a arquitectura monumental só se tinha desenvolvido mais tarde, no Médio Oriente, na Mesopotâmia e no Egipto, escreve o “The Independent”.As pesquisas foram efectuadas a partir de fotografias aéreas dos campos e do subsolo das actuais cidades alemãs durante mais de três anos, mas os cientistas ainda não conseguiram dar um nome a esta civilização.O conjunto dos templos, de madeira e terra, foi construído por um povo profundamente religioso, descendente dos nómadas provenientes da planície do Danúbio, e cuja economia assentava na pecuária, especialmente na criação de carneiros e de porcos.Uma das descobertas mais notáveis foi feita sob a cidade de Dresden (leste da Alemanha) onde os arqueólogos trouxeram à luz do dia os vestígios de um templo com 150 metros de diâmetro, protegido por quatro fossas, três aterros e duas paliçadas.Nas escavações no local foram descobertas pedras, utensílios em madeira, bem como figuras representando pessoas e animais."As nossas investigações permitiram revelar o grau de visão de grandeza e de sofisticação atingidos pelas primeiras verdadeiras comunidades agrícolas da Europa", afirmou Harald Staeuble, responsável do departamento do Património do governo do estado alemão da Baixa Saxónia.Os arqueólogos encontraram também vestígios de uma povoação, perto de Leipzig, igualmente no leste da Alemanha, que albergava 300 habitantes numa vintena de casas de grandes dimensões, construídas em torno de um templo.Julga-se que a concentração e a consolidação de técnicas agrícolas levou à edificação destes templos.Estes edifícios religiosos, após um período relativamente curto, de 200 a 300 anos, desapareceram entretanto, o que continua a ser um mistério para os arqueólogos.Construções monumentais deste tipo só voltaram a aparecer cerca de três mil anos depois, na Idade do Bronze Médio, refere o jornal.

7.1.05

O diabo de Vincent



Segundo post sobre o mesmo livro e autor. Quem é o diabo de Vincent? Não vá o diabo tecê-las!
O Diabo de Jean-Didier Vincent é darwiniano. Encarna a necessidade que nós somos de morrer para viver, de sofrer para ter prazer, de nos confrontarmos com o outro sexo para existirmos. O diabo não é o mal, é o coração da dinâmica vital - aquela onde se defrontam os contrários.
Quem quiser ficar a conhecer um pouco mais este autor e a sua dupla atracção (o diabo, o princípio negativo da vida; a carne, o princípio positivo), leia esta entrevista do LePoint, a propósito do lançamento do seu último livro, Le Coeur des Autres - Biologie de la Compassion.
Viagem comigo!

6.1.05

A carne e o diabo


Paulo de Sousa

O que determina o nosso destino amoroso? O que nos leva à dependência da droga ou ao vício do jogo? O que nos transforma em assassinos em série? Por que desejamos ter poder? Quem controla o que nós somos?
- O diabo. "Se eu não existisse, nada existiria, porque não haveria nada contra o qual se opôr" - fê-lo dizer Fernando Pessoa.
Invenção de um poeta? Talvez não.
Jean-Didier Vincent é um dos mais famosos biólogos do nosso tempo e professor de Neurofisiologia no Instituto Alfred-Fessard. Escreveu La Chair et le Diable onde explora o princípio de oposição, desde a vida animal ao cérebro do homem. Ler este cientista é fazer uma viagem ao conhecimento. Em Portugal não encontrei este livro (tenho o das Éditions Odile Jacob, Paris, 2000) mas encontrei outros, do mesmo autor. Aconselho mesmo. E a linguagem é muito acessível (diz uma socióloga que gosta apenas de ler sobre biologia e neurobiologia). Eis o que encontrei:
- Biologia das Paixões, Ed. Europa-América, Col. Biblioteca Universitária
- A Vida é uma Fábula, Ed. Temas e Debates, 1999
- O que é o Homem?, Ed. ASA (co-autoria com Luc Ferry)
Não há acto sem emoção subjacente e a palavra é o mais apaixonado dos actos. As minhas palavras e os meus gestos, por um lado, os meus prazeres e as minhas dores, por outro, não existem uns sem os outros; eles encontram-se todos nos caminhos do céu e do inferno. (pp 120)