Why would a part of the brain known to be important for the processing of pain and disgust turn out to the most important area for the appreciation of art?
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16.5.14
29.5.12
Crime e impunidade na Casa Pia #3
O que dizer desta equipa?
O director do projecto nos EUA, Michael D. Martin
Evens, CC
Woods, JS
Soares, HL
Bernardo, M
Leitäo, J.
Simmonds, PL
Liang, LDeRouen, T
Department of Oral Medicine, University of Washington, Seattle 98195, USA.
«(...) não existe sociologia da ciência. Existem apenas inquéritos parcelares sobre a vida dos laboratórios e os costumes dos cientistas, concepções deterministas pueris que transformam a ciência em mero produto da sociedade ou, mesmo, em ideologia de classe. Uma sociologia da ciência deveria ser cientificamente mais forte do que a ciência que abarca e, no entanto, é cientificamente enferma em relação às outras ciências. Então, se não se sabe conceber cientificamente o cientista e a ciência, como pensar cientificamente a responsabilidade do cientista na sociedade?»
in Edgar Morin, "Ciência com Consciência"
O director do projecto nos EUA, Michael D. Martin
Evens, CC
Woods, JS
Soares, HL
Bernardo, M
Leitäo, J.
Simmonds, PL
Liang, LDeRouen, T
Department of Oral Medicine, University of Washington, Seattle 98195, USA.
«(...) não existe sociologia da ciência. Existem apenas inquéritos parcelares sobre a vida dos laboratórios e os costumes dos cientistas, concepções deterministas pueris que transformam a ciência em mero produto da sociedade ou, mesmo, em ideologia de classe. Uma sociologia da ciência deveria ser cientificamente mais forte do que a ciência que abarca e, no entanto, é cientificamente enferma em relação às outras ciências. Então, se não se sabe conceber cientificamente o cientista e a ciência, como pensar cientificamente a responsabilidade do cientista na sociedade?»
in Edgar Morin, "Ciência com Consciência"
Crime e impunidade na Casa Pia #2
Ralph Eugene Meatyard. Untitled. 1961
Durante oito anos, 500 crianças da Casa Pia foram submetidas, sem saberem, a experiências que “nunca tinham sido feitas sequer em animais”. No início do estudo, tinham entre oito e dez anos de idade. As crianças foram utilizadas como cobaias e os responsáveis da Casa Pia não podem alegar desconhecimento.
Acabo de descobrir um «abstract» relativo à pesquisa em causa no Journal of Toxicology Environ Health publicado em Dezembro de 2001. O título (com link): «Examination of dietary methylmercury exposure in the Casa Pia Study of the health effects of dental amalgams in children».
A palavra "mercúrio" alerta de imediato para eventuais riscos para a saúde. Não é necessário ser um especialista. Bastaria fazer uso de algum bom senso e, acima de tudo, querer bem e proteger.
Acabo de descobrir um «abstract» relativo à pesquisa em causa no Journal of Toxicology Environ Health publicado em Dezembro de 2001. O título (com link): «Examination of dietary methylmercury exposure in the Casa Pia Study of the health effects of dental amalgams in children».
A palavra "mercúrio" alerta de imediato para eventuais riscos para a saúde. Não é necessário ser um especialista. Bastaria fazer uso de algum bom senso e, acima de tudo, querer bem e proteger.
Usar crianças sob protecção do estado para experiências médicas, explorando a sua situação de carência, é muito grave. E não podemos banalizar o mal. Tenho dificuldade em acreditar no que leio - não entra no meu universo de possibilidades! E depois, como aceitar o silêncio e impunidade que, sabemos, vão prevalecer?
Crime e impunidade na Casa Pia. Uma história sem fim.
A pior notícia dos últimos tempos, envolvendo o nosso país. Pergunto: quem assume a responsabilidade deste crime? por que razão não se ouviu ainda o actual Provedor da Casa Pia, nem o Provedor à data dos acontecimentos, 1996*? não se instaura um inquérito a nível nacional? não se pronuncia sobre este caso o Procurador Geral da República? indignam-se todos os comentadores profissionais com a alegada invasão da privacidade de Pinto Balsemão pelas "Secretas" e ninguém se indigna com a utilização de crianças como cobaias? que merda de país é este? que tipo de gente somos nós?
Crianças da Casa Pia cobaias de universidade dos EUA - O mercúrio é um metal pesado geralmente tóxico. A ideia de o testar em crianças partiu da Universidade de Washington e da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa. - in Expresso, 28-05-2012
*Luís Rebelo era provedor da Casa Pia e autorizou a participação de 100 alunos internos. Os restantes foram autorizados pelos pais. Quando rebentou o escândalo de pedofilia, Rebelo saiu e a sucessora, Catalina Pestana, aceitou prosseguir o estudo. A Casa Pia não comentou a reportagem.
14.5.12
Mesas redondas difíceis de encontrar
«O Prémio Pessoa é uma iniciativa conjunta do jornal "Expresso" e da empresa "Unysis", cuja primeira edição data de 1987. É um galardão concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que se distinga como protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida literária, artística ou científica do país.
Reconhecido como o mais importante prémio atribuído em Portugal na área da cultura, o Prémio Pessoa inspira-se no nome do poeta português Fernando Pessoa e não pode ser concedido a título póstumo.
O Professor José Mattoso foi o vencedor da primeira edição, em 1987, e entre os galardoados estão ainda os nomes da pintora Menez (1988), do poeta António Ramos Rosa (1989), da pianista Maria João Pires (1990), do arqueólogo Cláudio Torres (1991), do casal de investigadores Hannah e António Damásio (1992), do Professor Fernando Gil (1993), do poeta Herberto Helder (1994), do escritor Vasco Graça Moura (1995), do Professor João Lobo Antunes (1996), do escritor José Cardoso Pires (1997), do arquiteto Eduardo Souto de Moura (1998), do poeta Manuel Alegre e do fotógrafo José Manuel Rodrigues (1999), do compositor Emmanuel Nunes (2000), do crítico e historiador de cinema João Bénard da Costa (2001), do Professor de Anatomia Patológica Sobrinho Simões (2002), do jurista e Professor Gomes Canotilho (2003). Foram ainda premiados: Mário Cláudio (2004), Luís Miguel Cintra (2005), António Câmara (2006), Irene Flunser Pimentel (2007), João Luís Carrilho da Graça (2008), D. Manuel Clemente (2009) e Maria do Carmo Fonseca (2010).
Por ocasião da entrega do Prémio Fernando Pessoa a Eduardo Lourenço, a SIC organizou três mesas redondas com alguns destes premiados. Neste vídeo, só temos uma pequena amostra do que será uma emissão televisiva a não perder. De tempos a tempos, gosto da televisão portuguesa!
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15.10.09
Magnetricidade
Talvez hoje se tenha feito História. Talvez os nossos netos ou bisnetos venham a ter que aprender na escola as descobertas de Steve Bramwell e colegas do University College de Londres (UCL), publicadas hoje na revista "Nature", dando conta de que as cargas magnéticas podem circular como as cargas eléctricas:
«A experiência realizada por estes investigadores “prova a existência de ‘cargas magnéticas’, do tamanho de um átomo, que se comportam e interagem como as familiares cargas eléctricas”, explica ainda o documento. “E também mostra que existe uma simetria perfeita entre electricidade e magnetismo”».
«A experiência realizada por estes investigadores “prova a existência de ‘cargas magnéticas’, do tamanho de um átomo, que se comportam e interagem como as familiares cargas eléctricas”, explica ainda o documento. “E também mostra que existe uma simetria perfeita entre electricidade e magnetismo”».
O fenómeno foi baptizado de magnetricidade. Não percebo nada de Física mas adoro a expectativa à volta destas revelações científicas. É uma sensação "magnétrica"! (ah, pois, contemos com a apropriação/adaptação/deturpação rápida do conceito pela literatura e ciências sociais)
7.5.09
Kandinsky tinha o Hubble Deep Field na cabeça
Wassily Kandinsky. Sky Blue. 1940.Oil on canvas. 100 x 73 cm
Wassily Kandinsky. Fixed Flight. 1932.Oil on panel. 49 x 70 cm
Uma das imagens da rubrica Day in Photos do The Washington Post de 6 de Maio'09. Legenda:«May 4 (release date): Several hundred never before seen galaxies glow in this "deepest-ever" view of the universe made with NASA's Hubble Space Telescope. Besides the classical spiral and elliptical shaped galaxies, there is a bewildering variety of other galaxy shapes and colors that are important clues to understanding the evolution of the universe. Some of the galaxies may have formed less that one billion years after the Big Bang. NASA-Reuters.»
Mas, oh ética jornalística, por onde andais! acabei por encontrar a mesma imagem no Hubble site com outra legenda (e data): «About 1,500 galaxies are visible in this deep view of the universe, taken by allowing the Hubble Space Telescope to stare at the same tiny patch of sky for 10 consecutive days in 1995. The image covers an area of sky only about width of a dime viewed from 75 feet away.»
E eu que só pensava nas pinturas do Kandinsky, fiquei a olhar para este céu, colocando-me outras questões...
21.2.09
A Evolução de Darwin
Este caderno que Darwin chamou "B" é o primeiro de uma série dedicada inteiramente à ideia de «transmutação» ou evolução. Iniciado em Julho de 1837, o caderno B é a pedra inaugural do pensamento darwiniano e nele se levantam todas as questões fundamentais da teoria evolutiva: como se formam as espécies, como se relacionam as espécies entre si, como é que ocorrem as adaptações. Neste caderno em que Darwin escreveu «I think...» e esboçou uma árvore evolutiva muito simples com as espécies representadas pelas letras A, B, C e D, escreveu também: «Entre A e C uma relação distante. [Entre] C e B uma gradação subtil. [Entre] B e D uma maior distinção. Assim se formariam os géneros». «Género» é o nome dado ao penúltimo nível na organização da classificação das espécies (cada espécie pertence a um género, estes são agrupados em famílias, que estão agrupadas em ordens e por aí fora) e designa um conjunto de espécies próximas. A árvore de Darwin assume que as espécies de um género surgem por descendência, partilhando um ancestral comum. A maioria dos observadores anteriores a Darwin atribuía o conjunto de espécies semelhantes de um género a um plano de criação divino.O tema é fascinante. Vale a pena visitar a exposição patente na Gulbenkian até ao dia 24 de Maio comemorativa dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin.
Em 1861, Darwin publica A Origem das Espécies. A obra só seria traduzida para português no século XX mas muitos escritores portugueses/lusófonos tiveram acesso a estas novas ideias e quiseram representar literariamente, e de forma crítica, a teoria darwinista da evolução do Homem. Deixo uma pequena lista de contos que reflectem o clima mental de «cientismo antropológico de cariz darwiniano»*:- «A Dor» (1881), in Contos, de Fialho de Almeida
- «Adão e Eva» (1896), in Contos, de Machado de Assis
- «Adão e Eva no Paraíso» (1897), in Contos, de Eça de Queirós
- «Triunfal» (1913), in Jardim das Tormentas, de Aquilino Ribeiro
- «Paraíso Perdido» (1937), in Génesis, de Jorge de Sena
Na poesia, saliento:
- Poesia I, de José Régio
- Adão, Eva e o Mais, de António Osório
* Sobre a recepção da obra de Darwin em Portugal, nomeadamente em autores do século XIX, veja-se o livro de Ana Leonor Pereira, Darwin em Portugal (1865-1914), Almedina, 2001; e também: «Recantos do Paraíso» de António Manuel Ferreira, em O Conto em Língua Portuguesa, Nº 6, Forma Breve - Revista de Literatura, UA, 2008
Fotos MRF, Fev '09
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26.9.08
"The world's first commercial-scale wave-power station"
«Não ficas cego com a mudez de tais sereias?
Este é o silêncio das almas já perturbadas.»
Sylvia Plath, Pela Água
Este é o silêncio das almas já perturbadas.»
Sylvia Plath, Pela Água

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13.9.08
Comic strip
O meu amigo F. é septuagenário e diz que encontra todos os dias pessoas fantásticas neste país de merda. Por exemplo, a semana passada conheceu um rapaz de vinte anos que gere um armazém, em Lisboa, onde é possível encontrar antiguidades e velharias preciosas. A paixão desse jovem, que tão cedo descobriu a sua vocação, deixou-o feliz. No dia seguinte, numa viagem para Aveiro, encontrou um antigo trabalhador da CP que colecciona edições de dicionários de português e que está agora a criar um museu com todas as obras que comprou/recolheu durante anos. A programação televisiva e as notícias de cabeçalho dos jornais parecem feitas à medida de um povo ignorante mas a verdade, dizia, é que facilmente encontramos pessoas curiosas e interessantes. Chegámos à conclusão que a soma das partes é maior do que o todo.
Esta conversa aconteceu ontem à noite. Hoje pela manhã, estava a ler no PUBLICO ON LINE as notícias sobre o LCH, «um projecto que juntou milhares de cientistas do mundo durante 20 anos, que procura simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos atrás, e que é considerado a experiência científica do século». «A máquina de regressar ao Big Bang» gerou centenas de comentários: "Deus é e sempre será o que nos garantiu estarmos aqui!" - "Repudio a necessidade dos homens se tornarem famosos, e usar seus conhecimentos como brinquedos" - "Não importa o que venha a ser descoberto, pois não estamos atraz de provas, existimos!" - "Como homem de ciência, recuso-me liminarmente a discutir seja o que for com acólitos, sacristãos, militantes de Deus ou qualquer outra forma de estupidez sacramentalizada. Também não discuto com sabichões de tasca, proxenetas, políticos saltimbancos ou oportunistas ideológicos." - etc..
Uma rápida análise de conteúdo a essa amostra do pensamento humano fez-me temer pelo todo, pela soma das partes, pelas partes, ...
Esta conversa aconteceu ontem à noite. Hoje pela manhã, estava a ler no PUBLICO ON LINE as notícias sobre o LCH, «um projecto que juntou milhares de cientistas do mundo durante 20 anos, que procura simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos atrás, e que é considerado a experiência científica do século». «A máquina de regressar ao Big Bang» gerou centenas de comentários: "Deus é e sempre será o que nos garantiu estarmos aqui!" - "Repudio a necessidade dos homens se tornarem famosos, e usar seus conhecimentos como brinquedos" - "Não importa o que venha a ser descoberto, pois não estamos atraz de provas, existimos!" - "Como homem de ciência, recuso-me liminarmente a discutir seja o que for com acólitos, sacristãos, militantes de Deus ou qualquer outra forma de estupidez sacramentalizada. Também não discuto com sabichões de tasca, proxenetas, políticos saltimbancos ou oportunistas ideológicos." - etc..
Uma rápida análise de conteúdo a essa amostra do pensamento humano fez-me temer pelo todo, pela soma das partes, pelas partes, ...
30.6.08
Impressoras de objectos/3D de código aberto
De vez quando, um novo invento faz-nos parar para pensar. Este é um deles: impressoras 3D que conseguem esculpir objectos com base num modelo tridimensional. O material utilizado para a escultura pode ser plástico, metal, madeira ou algum polímero sintético. A maior aplicação desse tipo de equipamento é na indústria, para a confecção de protótipos ou auxiliar no desenvolvimento de projectos para novos produtos e equipamentos. O preço actual inviabilizava a aquisição desse tipo de equipamento por instituições de ensino ou PMEs, dificultando também o acesso a estudantes ou profissionais interessados em realizar estudos sobre novas formas. Mas, agora, existe uma alternativa de baixo custo! Um projecto chamado de RepRap tem uma proposta inovadora: oferecer uma impressora 3D de código aberto!
RepRap (Replicating Rapid-prototyper) usa uma técnica chamada de “Fused Deposition Modelling Rapid Prototyping”, que produz os componentes em camadas de plástico (mas poderá vir a utilizar outros materiais). A equipe RepRap desenvolveu e já está a distribuir o projecto de uma máquina muito mais barata e com a novidade da capacidade de se duplicar.
Uma impressora de objectos! É uma revolução no processo de produção, mas eu acho que pode ser também o princípio de uma nova era.
No futuro, quantas possibilidades de aplicação! "Think of RepRap as a China on your desktop"?
E, do ponto de vista criativo, é uma nova alavanca.
RepRap (Replicating Rapid-prototyper) usa uma técnica chamada de “Fused Deposition Modelling Rapid Prototyping”, que produz os componentes em camadas de plástico (mas poderá vir a utilizar outros materiais). A equipe RepRap desenvolveu e já está a distribuir o projecto de uma máquina muito mais barata e com a novidade da capacidade de se duplicar.
Uma impressora de objectos! É uma revolução no processo de produção, mas eu acho que pode ser também o princípio de uma nova era.
No futuro, quantas possibilidades de aplicação! "Think of RepRap as a China on your desktop"?
E, do ponto de vista criativo, é uma nova alavanca.
Que mudanças socio-culturais podem ocorrer se a produção de objectos (até agora industriais) passar a estar ao alcance de todos muitos de nós?
Caros pioneiros, as instruções para a construção da máquina, estão aqui. (Eu vou ser uma seguidora, só vou poder aderir na fase do "manual para utilizadores domésticos".)
Caros pioneiros, as instruções para a construção da máquina, estão aqui. (Eu vou ser uma seguidora, só vou poder aderir na fase do "manual para utilizadores domésticos".)
[link para RepRap via Linhas Soltas]
24.6.08
Fiz a Prova 23 - Prova Escrita de Matemática / 1ª Chamada / 2008
Deve ser porque quero acompanhar as minhas filhas nas matérias escolares até bem tarde... A verdade é que me apeteceu fazer a prova de Matemática do 3º Ciclo. No meu tempo, os alunos que escolhiam Humanísticas/Ciências Sociais só tinham Matemática até ao 9º ano. Foi o meu caso. E foi mau, tanto mais que, mais tarde, na Faculdade de Sociologia (UNL) tive que aprender álgebra, probabilidades e estatística, sem boas bases. Aguentei-me e até aprendi a gostar da matéria. Mas nunca dei trigonometria e apenas abordei, ao de leve (ainda no Secundário), geometria.
Acabo de fazer a prova. Demorei 40/45 minutos. Como as fórmulas são dadas, não precisei de esforçar a memória, apenas de as adequar aos enunciados. Depois classifiquei-me com base nos critérios do ME. Obtive 83 valores (em 100).
Não sei se é bom ou mau. Mas percebi que, para um aluno que acaba de estudar a matéria, este exame se faz em pouco mais de 30 minutos e sem grandes dúvidas. O ME fez corresponder esta prova a uma duração de 90 + 30 minutos de tolerância! Vou estar atenta aos resultados. Dado o baixo nível de exigência, o objectivo foi claramente melhorar (artificialmente) as velhas e desastrosas médias nacionais. Mas..., e se as médias continuarem baixas? Revolução precisa-se! E dirige-se o golpe a que estados?
Acabo de fazer a prova. Demorei 40/45 minutos. Como as fórmulas são dadas, não precisei de esforçar a memória, apenas de as adequar aos enunciados. Depois classifiquei-me com base nos critérios do ME. Obtive 83 valores (em 100).
Não sei se é bom ou mau. Mas percebi que, para um aluno que acaba de estudar a matéria, este exame se faz em pouco mais de 30 minutos e sem grandes dúvidas. O ME fez corresponder esta prova a uma duração de 90 + 30 minutos de tolerância! Vou estar atenta aos resultados. Dado o baixo nível de exigência, o objectivo foi claramente melhorar (artificialmente) as velhas e desastrosas médias nacionais. Mas..., e se as médias continuarem baixas? Revolução precisa-se! E dirige-se o golpe a que estados?
21.10.07
Dança e Novas Tecnologias
Aivars B.Crazy Dance
O teatro Aveirense está a organizar o Ciclo Dança e Novas Tecnologias que, ao longo do mês de Outubro e de Novembro, incluirá a apresentação de seis espectáculos. São espectáculos interdisciplinares, que criam pontes entre a arte performativa e a tecnologia. Flatland I, de Patrícia Portela, "aterrorizou-nos" sexta e sábado; dia 26 será a vez de Jukebody, criado e interpretado por Cristiana Rocha; dia 7/11 teremos uma tripla perspectiva do conceito de ego, em Ego Skin, de Amélia Bentes; dia 22/11 poderemos observar a relação telemática entre uma mulher e um homem imaginário em Algum Dia Tinha de Ser a Sério de Lígia Teixeira e Ivan Franco; no dia 30/11, Isabel Valverde vai questionar a portuguesidade do fado-dança com Dança Fora de Horas.
Patrícia Portela gosta de utilizar "tecnologia doméstica", Cristiana Rocha expõe o "corpo em diálogo com um dispositivo cenográfico e tecnológico mais ou menos variável", Amélia Bentes opta pelo desenho digital executado com uma caneta + mesa Wacon ligada a um laptop (software: Adobe Phtoshop em full screen mode), Lígia Teixeira programa todo o sistema usando linguagem audiovisual Pure Data, Isabel Valverde usa uma tecnologia para manipulação de vídeo através de biofeedback e captação de sensores vocais e musculares (EMG).
Dança e novas tecnologias. Facilmente nos assustamos com a temática, ou nem sequer concebemos a relação, se andarmos distraídos. Mas as novas ferramentas são cada vez mais utilizadas pelas artes em geral, e não apenas pela indústria e economia. O que é importante discutir face à evidência? Desde logo, ao nível do ensino, os novos conteúdos e a estratégia pedagógica a adoptar e, ao nível do trabalho artístico, a coerência entre o conceito da obra e as aplicações tecnológicas por que se optou. Parece unânime a opinião de que os novos media devem ser encarados apenas como ferramentas adicionais e que o enfoque deve permanecer no conceptual. Vi Flatland I. Foi criada, com esses suportes, uma nova linguagem estética? Os meios utilizados foram eficazes na transmissão da mensagem (assumam aqui um plural)?
Eu respondo SIM. e este é mesmo um SIM grande. A beleza do "livro" gigante, o layout e a forma como foram programados os efeitos, o jogo que se estabeleceu entre voz e imagem, a "materialização" dos limites e ambições da personagem "Flatland" via esse diálogo, são arrebatadores. Na segunda parte, quando o público é raptado, os media integram o espectáculo em pleno. "Flatland" interage com as imagens projectadas, elas reforçam sentidos.
No dia 18 assisti à conversa e à perfomance que inaugurou o Ciclo Dança e Novas Tecnologias. Organizada e moderada pelo Professor Paulo Bernardino (UA - DeCA), com a participação de vários experts no uso e reflexão destas questões (Dolores Wilber - DePaul University; Len Massey - Royal College of Art, Reino Unido; Heitor Alvelos - Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto; etc.), a conversa centrou-se nos medialabs e no modelo que estes devem assumir em Portugal, nomeadamente como novos espaços de investigação e desenvolvimento (fixei algumas ideias para discussão em próximos posts - depois de regressar de Seia).
A perfomance, assente na utilização de medias simples (papel e fita-cola) e tecnológicos (criando efeitos audio e visuais) procurou levar todos os presentes a interagir. Foi uma experiência lúdica e reveladora. Os media que, por definição, são o que está no meio, criam oportunidades - para criar barreiras, ou para estabelecer ligações. Nesta perfomance, uma criação colectiva muito experimental, a produção de sons (música) e a expressão corporal (coreografias individuais e de grupo, mesmo que rudimentares) aliaram-se. Ponto final___ ou de partida para outra discussão: os media favorecem a convergência nas artes, mas podemos deixar de desenhar fronteiras entre disciplinas?
A perfomance, assente na utilização de medias simples (papel e fita-cola) e tecnológicos (criando efeitos audio e visuais) procurou levar todos os presentes a interagir. Foi uma experiência lúdica e reveladora. Os media que, por definição, são o que está no meio, criam oportunidades - para criar barreiras, ou para estabelecer ligações. Nesta perfomance, uma criação colectiva muito experimental, a produção de sons (música) e a expressão corporal (coreografias individuais e de grupo, mesmo que rudimentares) aliaram-se. Ponto final___ ou de partida para outra discussão: os media favorecem a convergência nas artes, mas podemos deixar de desenhar fronteiras entre disciplinas?
15.10.07
Economia Sexual #2

Wilhelm Reich (1897-1957), doutor em medicina, especializado em neuro-psiquiatria, publicou o seu primeiro trabalho, intitulado «O Coito e os Sexos», depois de ingressar na Sociedade Vienense de Psicanálise fundada por Sigmund Freud. Foi também o primeiro assistente de Freud na Policlínica Psicanalítica (1922). Em 1923 apresentou o seu primeiro estudo sobre o que viria a ser «A Função do Orgasmo» e logo se deparou com sérias objecções. Pouco tempo depois, em 1926, as suas teorias sobre "potência orgástica" não são admitidas por Freud (que assiste a uma conferência de Reich para, no final, refutar a tese). Mas «Die Funktion des Orgasmus», obra em dois volumes que descobri num alfarrabista há vários anos, ser-lhe-á dedicada. Reich dedica-a ao seu "mestre" como "prova de profundo respeito".
Em 1927 ingressa no Partido Comunista austríaco. Em 1928 funda, em Viena, a Sociedade Socialista de Informação e Investigação Sexuais - e cria numerosos "dispensários de higiéne mental". No ano seguinte cria "centros de higiéne sexual" que terão grande afluência de pessoas ansiosas por conhecer o novo conceito de sexo.
Em 1931, já estabelecido em Berlim, funda a SEXPOL (Associação para uma política sexual proletária) - esta expande-se rapidamente, em dois anos tem 40000 membros e ramificações em todos os centros industriais do país. Reich concilia as descobertas de Freud com a praxis revolucionária, lutando pela emancipação económica e política do proletariado e, ao mesmo tempo, pela sua "libertação sexual".
Tanto êxito causará alarme ao Comité Central do P.C. alemão que tenta neutralizá-lo oferecendo-lhe um cargo - que recusa - num comité político. Em 1932, com o objectivo de se libertar de qualquer tutela ou pressão, funda a sua própria editora - Edições de Política Sexual, que logo instalará em Copenhaga com o nome Sexpol-Verlag. Em Outubro, o diário das Juventudes Comunistas, Roger Sport, toma oficialmente partido contra Wilhelm Reich, proibindo a difusão dos seus textos. Eis alguns dos opúsculos banidos: «O triângulo de giz - revelação dos segredos adultos» (destinado às crianças), «Quando o teu filho te interroga» (destinado aos pais).
Em 1927 ingressa no Partido Comunista austríaco. Em 1928 funda, em Viena, a Sociedade Socialista de Informação e Investigação Sexuais - e cria numerosos "dispensários de higiéne mental". No ano seguinte cria "centros de higiéne sexual" que terão grande afluência de pessoas ansiosas por conhecer o novo conceito de sexo.
Em 1931, já estabelecido em Berlim, funda a SEXPOL (Associação para uma política sexual proletária) - esta expande-se rapidamente, em dois anos tem 40000 membros e ramificações em todos os centros industriais do país. Reich concilia as descobertas de Freud com a praxis revolucionária, lutando pela emancipação económica e política do proletariado e, ao mesmo tempo, pela sua "libertação sexual".
Tanto êxito causará alarme ao Comité Central do P.C. alemão que tenta neutralizá-lo oferecendo-lhe um cargo - que recusa - num comité político. Em 1932, com o objectivo de se libertar de qualquer tutela ou pressão, funda a sua própria editora - Edições de Política Sexual, que logo instalará em Copenhaga com o nome Sexpol-Verlag. Em Outubro, o diário das Juventudes Comunistas, Roger Sport, toma oficialmente partido contra Wilhelm Reich, proibindo a difusão dos seus textos. Eis alguns dos opúsculos banidos: «O triângulo de giz - revelação dos segredos adultos» (destinado às crianças), «Quando o teu filho te interroga» (destinado aos pais).

Mas é ainda em 1932 que publica alguns dos seus artigos e livros mais polémicos: «O carácter maso-quista», em que critica a interpretação freudiana do masoquismo, foi publicado numa revista dirigida__ por Freud; «O combate sexual da juventude»; «A irrupção da moral sexual - história da economia sexual».
A chegada ao poder dos nazis obriga-o a fugir da Alemanha. Primeiro refugia-se em Viena mas até Freud o evita por ser comunista e por ter usado a psicanálise "com fins alheios à sua essência". Instala-se em Copenhaga mas é instado a abandonar a Dinamarca (é um agente provocador para o Comité do P.C. e um indesejável revolucionário para as forças de direita). É expulso do P.C. Alemão, ao mesmo tempo que o regime hitleriano inscreve no seu Índice de livros «O combate sexual da juventude».
Em 1934 vai para a Suécia mas também será obrigado a abandonar o país. Estabelece-se em Oslo, onde residirá cinco anos (inicialmente com o pseudónimo de Peter Setein), e em cuja universidade se entrega aos estudos da biogénese.

Em 1939 aceita o convite de Theodore P. Wolfe, porta-voz da Sociedade Americana de Medicina psicanalítica, e muda-se para os EUA. Trabalha como professor da New School for Social Research de Nova Iorque (até 1941). Aprofunda as suas pesquisas biofísicas, descobre o órgon cósmico. Em 1942 cria o seu laboratório Orgone Institute e funda o «International Journal of Sex-Economy and Orgone Research». Constrói uma cosmogonia baseada no órgan, espécie de cosmos de energia vital. Lança no mercado uns acumuladores de orgones destinados a abrir caminhos no diagnóstico e terapêutica da maioria das doenças funcionais («biopatias»), incluindo o cancro.
Consagra os últimos 23 anos da sua vida a este projecto científico. Progressivamente renuncia ao ideal revolucionário marxista. Em 1946 é editada nos EUA «A Psicologia de massa do fascismo», profundamente modificada pelo autor, com uma crítica às teses leninistas de «O Estado e a Revolução» e com uma análise do capitalismo de Estado soviético como antípoda da verdadeira democracia do trabalho socialista.
Em 1954, a Federal Food and Drug Administration, apoiando-se nas leis federais sobre a venda de objectos terapêuticos, instruiu-lhe um processo, de evidente cariz político e que se insere na recém-iniciada «caça às bruxas» de MacCarthy. Reich não se apresenta no julgamento (alegando que só responderá diante de cientistas) e é condenado a cessar todas as suas actividades médicas, além de que todos os seus livros são proibidos. A 11 de Março é preso na penitenciária federal de Lewisburg, na Pensilvânia. A 3 de Novembro morre naquela penitenciária com um enfarte.
Ler mais:
Psicopatologia e Sociologia da Vida Sexual (Die Funktion des Orgasmus), de Wilhelm Reich, Publicações Escorpião, Colecção editor/contraditor 6, Porto, Junho 2007
Wilhelm Reich - essência e conseqüência, in Revista Reichiana, ano XIII, Nº 13, outubro 2004, pp. 12-23
ISSN 1678-9792, uma publicação do Departamento Reichiano do Instituto Sedes Sapientiae, São Paulo SP
ISSN 1678-9792, uma publicação do Departamento Reichiano do Instituto Sedes Sapientiae, São Paulo SP
10.2.07
Novas técnicas de neuroimagiologia - Cientistas dizem conseguir ler a intenção de uma pessoa
Um grupo de cientistas britânicos e alemães afirma que conseguiu ler, pela primeira vez, a intenção de uma pessoa, através da análise de padrões de actividade do cérebro em imagens de alta-resolução.
A notícia, que faz hoje capa do jornal britânico "Guardian", levanta questões éticas sobre a violação da privacidade, ameaçada pelas tecnologias.
A equipa do Instituto Max Planck de Ciências Neurocognitivas Humanas, na Alemanha; do University College de Londres; e da Universidade de Oxford, no Reino Unido, afirma que a técnica de neuroimagiologia que desenvolveram, através de ressonância magnética funcional, permite ler a intenção de uma pessoa num futuro próximo. O trabalho assenta noutras investigações que conseguiram, através de modernas técnicas de imagiologia, ler no nosso cérebro a mentira ou o comportamento violento, por exemplo.
"Conseguimos procurar no cérebro informação específica e ler intenções reais do indivídiuo que, sem estas imagens das profundezas do cérebro nunca conseguiríamos ler. As imagens que vimos são como que uma lanterna que nos deixa ler gravuras na parede de uma gruta escura", afirmou ao "Guardian" John Dylan Haynes, do Max Planck, coordenador do estudo.
A descoberta está a levantar um grande debate sobre a validade ética do uso destas novas tecnologias de neuroimagiologia e a criar o pânico de que cenários até hoje do campo da ficção, como o do filme de Steven Spielberg "Relatório Minoritário", se tornem numa realidade difícil de controlar: no filme, uma brigada "pré-crime" persegue o herói por um crime que ele ainda não cometeu mas que já se instalou na sua memória cognitiva.
"Estas técnicas estão a surgir a grande velocidade e precisamos de lançar um sério debate sobre a ética em torno destes procedimentos para que as potencialidades criadas não escapem do nosso controlo", afirmou o próprio autor do estudo ao "Guardian".
Público
9/02/07
A notícia, que faz hoje capa do jornal britânico "Guardian", levanta questões éticas sobre a violação da privacidade, ameaçada pelas tecnologias.
A equipa do Instituto Max Planck de Ciências Neurocognitivas Humanas, na Alemanha; do University College de Londres; e da Universidade de Oxford, no Reino Unido, afirma que a técnica de neuroimagiologia que desenvolveram, através de ressonância magnética funcional, permite ler a intenção de uma pessoa num futuro próximo. O trabalho assenta noutras investigações que conseguiram, através de modernas técnicas de imagiologia, ler no nosso cérebro a mentira ou o comportamento violento, por exemplo.
"Conseguimos procurar no cérebro informação específica e ler intenções reais do indivídiuo que, sem estas imagens das profundezas do cérebro nunca conseguiríamos ler. As imagens que vimos são como que uma lanterna que nos deixa ler gravuras na parede de uma gruta escura", afirmou ao "Guardian" John Dylan Haynes, do Max Planck, coordenador do estudo.
A descoberta está a levantar um grande debate sobre a validade ética do uso destas novas tecnologias de neuroimagiologia e a criar o pânico de que cenários até hoje do campo da ficção, como o do filme de Steven Spielberg "Relatório Minoritário", se tornem numa realidade difícil de controlar: no filme, uma brigada "pré-crime" persegue o herói por um crime que ele ainda não cometeu mas que já se instalou na sua memória cognitiva.
"Estas técnicas estão a surgir a grande velocidade e precisamos de lançar um sério debate sobre a ética em torno destes procedimentos para que as potencialidades criadas não escapem do nosso controlo", afirmou o próprio autor do estudo ao "Guardian".
Público
9/02/07
Original work:
John-Dylan Haynes, Katsuyuki Sakai, Geraint Rees, Sam Gilbert, Chris Frith, Dick Passingham
Reading hidden intentions in the human brain
Current Biology, February 20th, 2007 (online: February 8th)
John-Dylan Haynes, Katsuyuki Sakai, Geraint Rees, Sam Gilbert, Chris Frith, Dick Passingham
Reading hidden intentions in the human brain
Current Biology, February 20th, 2007 (online: February 8th)
[em baixo, o artigo completo do Guardian]
The brain scan that can read people's intentions - Call for ethical debate over possible use of new technology in interrogation

A team of world-leading neuroscientists has developed a powerful technique that allows them to look deep inside a person's brain and read their intentions before they act.
The research breaks controversial new ground in scientists' ability to probe people's minds and eavesdrop on their thoughts, and raises serious ethical issues over how brain-reading technology may be used in the future.
The team used high-resolution brain scans to identify patterns of activity before translating them into meaningful thoughts, revealing what a person planned to do in the near future. It is the first time scientists have succeeded in reading intentions in this way.
"Using the scanner, we could look around the brain for this information and read out something that from the outside there's no way you could possibly tell is in there. It's like shining a torch around, looking for writing on a wall," said John-Dylan Haynes at the Max Planck Institute for Human Cognitive and Brain Sciences in Germany, who led the study with colleagues at University College London and Oxford University.
The research builds on a series of recent studies in which brain imaging has been used to identify tell-tale activity linked to lying, violent behaviour and racial prejudice.
The latest work reveals the dramatic pace at which neuroscience is progressing, prompting the researchers to call for an urgent debate into the ethical issues surrounding future uses for the technology. If brain-reading can be refined, it could quickly be adopted to assist interrogations of criminals and terrorists, and even usher in a "Minority Report" era (as portrayed in the Steven Spielberg science fiction film of that name), where judgments are handed down before the law is broken on the strength of an incriminating brain scan.
"These techniques are emerging and we need an ethical debate about the implications, so that one day we're not surprised and overwhelmed and caught on the wrong foot by what they can do. These things are going to come to us in the next few years and we should really be prepared," Professor Haynes told the Guardian.
The use of brain scanners to judge whether people are likely to commit crimes is a contentious issue that society should tackle now, according to Prof Haynes. "We see the danger that this might become compulsory one day, but we have to be aware that if we prohibit it, we are also denying people who aren't going to commit any crime the possibility of proving their innocence."
During the study, the researchers asked volunteers to decide whether to add or subtract two numbers they were later shown on a screen.
Before the numbers flashed up, they were given a brain scan using a technique called functional magnetic imaging resonance. The researchers then used a software that had been designed to spot subtle differences in brain activity to predict the person's intentions with 70% accuracy.
The study revealed signatures of activity in a marble-sized part of the brain called the medial prefrontal cortex that changed when a person intended to add the numbers or subtract them.
Because brains differ so much, the scientists need a good idea of what a person's brain activity looks like when they are thinking something to be able to spot it in a scan, but researchers are already devising ways of deducing what patterns are associated with different thoughts.
Barbara Sahakian, a professor of neuro-psychology at Cambridge University, said the rapid advances in neuroscience had forced scientists in the field to set up their own neuroethics society late last year to consider the ramifications of their research.
"Do we want to become a 'Minority Report' society where we're preventing crimes that might not happen?," she asked. "For some of these techniques, it's just a matter of time. It is just another new technology that society has to come to terms with and use for the good, but we should discuss and debate it now because what we don't want is for it to leak into use in court willy nilly without people having thought about the consequences.
"A lot of neuroscientists in the field are very cautious and say we can't talk about reading individuals' minds, and right now that is very true, but we're moving ahead so rapidly, it's not going to be that long before we will be able to tell whether someone's making up a story, or whether someone intended to do a crime with a certain degree of certainty."
Professor Colin Blakemore, a neuroscientist and director of the Medical Research Council, said: "We shouldn't go overboard about the power of these techniques at the moment, but what you can be absolutely sure of is that these will continue to roll out and we will have more and more ability to probe people's intentions, minds, background thoughts, hopes and emotions.
"Some of that is extremely desirable, because it will help with diagnosis, education and so on, but we need to be thinking the ethical issues through. It adds a whole new gloss to personal medical data and how it might be used."
The technology could also drive advances in brain-controlled computers and machinery to boost the quality of life for disabled people. Being able to read thoughts as they arise in a person's mind could lead to computers that allow people to operate email and the internet using thought alone, and write with word processors that can predict which word or sentence you want to type . The technology is also expected to lead to improvements in thought-controlled wheelchairs and artificial limbs that respond when a person imagines moving.
"You can imagine how tedious it is if you want to write a letter by using a cursor to pick out letters on a screen," said Prof Haynes. "It would be much better if you thought, 'I want to reply to this email', or, 'I'm thinking this word', and the computer can read that and understand what you want to do.
The Guardian
Ian Sample, science correspondent
Friday February 9, 2007
The research breaks controversial new ground in scientists' ability to probe people's minds and eavesdrop on their thoughts, and raises serious ethical issues over how brain-reading technology may be used in the future.
The team used high-resolution brain scans to identify patterns of activity before translating them into meaningful thoughts, revealing what a person planned to do in the near future. It is the first time scientists have succeeded in reading intentions in this way.
"Using the scanner, we could look around the brain for this information and read out something that from the outside there's no way you could possibly tell is in there. It's like shining a torch around, looking for writing on a wall," said John-Dylan Haynes at the Max Planck Institute for Human Cognitive and Brain Sciences in Germany, who led the study with colleagues at University College London and Oxford University.
The research builds on a series of recent studies in which brain imaging has been used to identify tell-tale activity linked to lying, violent behaviour and racial prejudice.
The latest work reveals the dramatic pace at which neuroscience is progressing, prompting the researchers to call for an urgent debate into the ethical issues surrounding future uses for the technology. If brain-reading can be refined, it could quickly be adopted to assist interrogations of criminals and terrorists, and even usher in a "Minority Report" era (as portrayed in the Steven Spielberg science fiction film of that name), where judgments are handed down before the law is broken on the strength of an incriminating brain scan.
"These techniques are emerging and we need an ethical debate about the implications, so that one day we're not surprised and overwhelmed and caught on the wrong foot by what they can do. These things are going to come to us in the next few years and we should really be prepared," Professor Haynes told the Guardian.
The use of brain scanners to judge whether people are likely to commit crimes is a contentious issue that society should tackle now, according to Prof Haynes. "We see the danger that this might become compulsory one day, but we have to be aware that if we prohibit it, we are also denying people who aren't going to commit any crime the possibility of proving their innocence."
During the study, the researchers asked volunteers to decide whether to add or subtract two numbers they were later shown on a screen.
Before the numbers flashed up, they were given a brain scan using a technique called functional magnetic imaging resonance. The researchers then used a software that had been designed to spot subtle differences in brain activity to predict the person's intentions with 70% accuracy.
The study revealed signatures of activity in a marble-sized part of the brain called the medial prefrontal cortex that changed when a person intended to add the numbers or subtract them.
Because brains differ so much, the scientists need a good idea of what a person's brain activity looks like when they are thinking something to be able to spot it in a scan, but researchers are already devising ways of deducing what patterns are associated with different thoughts.
Barbara Sahakian, a professor of neuro-psychology at Cambridge University, said the rapid advances in neuroscience had forced scientists in the field to set up their own neuroethics society late last year to consider the ramifications of their research.
"Do we want to become a 'Minority Report' society where we're preventing crimes that might not happen?," she asked. "For some of these techniques, it's just a matter of time. It is just another new technology that society has to come to terms with and use for the good, but we should discuss and debate it now because what we don't want is for it to leak into use in court willy nilly without people having thought about the consequences.
"A lot of neuroscientists in the field are very cautious and say we can't talk about reading individuals' minds, and right now that is very true, but we're moving ahead so rapidly, it's not going to be that long before we will be able to tell whether someone's making up a story, or whether someone intended to do a crime with a certain degree of certainty."
Professor Colin Blakemore, a neuroscientist and director of the Medical Research Council, said: "We shouldn't go overboard about the power of these techniques at the moment, but what you can be absolutely sure of is that these will continue to roll out and we will have more and more ability to probe people's intentions, minds, background thoughts, hopes and emotions.
"Some of that is extremely desirable, because it will help with diagnosis, education and so on, but we need to be thinking the ethical issues through. It adds a whole new gloss to personal medical data and how it might be used."
The technology could also drive advances in brain-controlled computers and machinery to boost the quality of life for disabled people. Being able to read thoughts as they arise in a person's mind could lead to computers that allow people to operate email and the internet using thought alone, and write with word processors that can predict which word or sentence you want to type . The technology is also expected to lead to improvements in thought-controlled wheelchairs and artificial limbs that respond when a person imagines moving.
"You can imagine how tedious it is if you want to write a letter by using a cursor to pick out letters on a screen," said Prof Haynes. "It would be much better if you thought, 'I want to reply to this email', or, 'I'm thinking this word', and the computer can read that and understand what you want to do.
The Guardian
Ian Sample, science correspondent
Friday February 9, 2007
1.2.07
Entre pontos
Linha dos Nodos, por definição, linha entre 2 pontos da rede, é um dos meus novos sítios de aterragem e de passagem, pois, para outros sítios. Ontem, por exemplo, através deste destaque cheguei ao Viridarium. Para comemorar o seu segundo aniversário, o Centro de Estudos de História das Ciências Naturais e da Saúde decidiu iniciar o blog Viridarium, um espaço público dedicado à História das Ciências e às actividades do Centro. É claro que sou muito distraída porque o Viridarium já tem dois anos de existência, a Clara Pinto Correia é uma colaboradoras mais activas, e eu não conheço mais ninguém, neste país, que reuna competências científicas, talento literário e saber-querer comunicar como ela. Acabei por percorrer o blogue até regressar ao ponto de partida, a entrevista que CPC fez a Carlos Pimenta.
A entrevista é óptima, as respostas são claras. Diz Carlos Pimenta:
"Então, andam a cobrir o país de auto-estradas todas paralelas umas às outras, em vez de darem prioridade ao comboio e ao metro, por exemplo. Já vamos em cinco auto-estradas paralelas e oitenta por cento são ao longo e todo o litoral, e estamos a falar numa faixa que não tem mais de cinquenta quilómetros de largura entre Setúbal e Braga. Vamos acabar por ter seis autoestradas paralelas entre Lisboa e Cascais. Hoje, tu chegas à Figueira da Foz por três autoestradas, a Aveiro por duas, à Guarda por outras duas... e não se investe no desenvolvimento do combio! Alguma coisa está muito mal no sistema se a forma mais rápida e cómoda de chegar de Lisboa ao Porto é o automóvel particular, incluindo as portagens. É um absurdo. A economia individual é a deseconomia do país. Se as pessoas tivessem metro no aeroporto, nas estações de comboio, a fazer ligações para as periferias, não precisavam de estar horas dentro dos autocarros no meio do trânsito. Muita gente, nestas circunstâncias, desiste dos transportes públicos e mete-se antes no seu próprio automóvel, que sempre está mais à vontade; e daí resulta este efeito patético de termos um país sobreindividado com a compra de automóveis. Mas repara, alguém chega ao aeroporto em Londres e gasta uma fortuna a meter-se num taxi que vai estar horas e horas num engarrafamento? Claro que não. Vai tudo para o centro de metro, porque a estação está logo ali. Entre nós, até as mercadorias são obrigadas a sair do aeroporto de carro! Pode ser. Sabes que temos mais camiões a transportar mercadorias nas nossas estradas do que os próprios Estados Unidos? É suicida. O nosso sistema de deslocações é suicida. Parece que os governos portugueses não conseguem gerir sistemas grandes e complexos. Deixam o caminho de ferro ao abandono a acumular centenas de milhões de Euros em dívidas, descuram os portos e aeroportos, e apresentam uma oferta péssima à população."
A entrevista é óptima, as respostas são claras. Diz Carlos Pimenta:
"Então, andam a cobrir o país de auto-estradas todas paralelas umas às outras, em vez de darem prioridade ao comboio e ao metro, por exemplo. Já vamos em cinco auto-estradas paralelas e oitenta por cento são ao longo e todo o litoral, e estamos a falar numa faixa que não tem mais de cinquenta quilómetros de largura entre Setúbal e Braga. Vamos acabar por ter seis autoestradas paralelas entre Lisboa e Cascais. Hoje, tu chegas à Figueira da Foz por três autoestradas, a Aveiro por duas, à Guarda por outras duas... e não se investe no desenvolvimento do combio! Alguma coisa está muito mal no sistema se a forma mais rápida e cómoda de chegar de Lisboa ao Porto é o automóvel particular, incluindo as portagens. É um absurdo. A economia individual é a deseconomia do país. Se as pessoas tivessem metro no aeroporto, nas estações de comboio, a fazer ligações para as periferias, não precisavam de estar horas dentro dos autocarros no meio do trânsito. Muita gente, nestas circunstâncias, desiste dos transportes públicos e mete-se antes no seu próprio automóvel, que sempre está mais à vontade; e daí resulta este efeito patético de termos um país sobreindividado com a compra de automóveis. Mas repara, alguém chega ao aeroporto em Londres e gasta uma fortuna a meter-se num taxi que vai estar horas e horas num engarrafamento? Claro que não. Vai tudo para o centro de metro, porque a estação está logo ali. Entre nós, até as mercadorias são obrigadas a sair do aeroporto de carro! Pode ser. Sabes que temos mais camiões a transportar mercadorias nas nossas estradas do que os próprios Estados Unidos? É suicida. O nosso sistema de deslocações é suicida. Parece que os governos portugueses não conseguem gerir sistemas grandes e complexos. Deixam o caminho de ferro ao abandono a acumular centenas de milhões de Euros em dívidas, descuram os portos e aeroportos, e apresentam uma oferta péssima à população."
4.8.06
Ando entretida a ler...
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