
17.12.07
VI
Bienal Internacional de Cerâmica de Aveiro V


Ao primeiro olhar, percepcionamos as peças que compõem a obra como esculturas de madeira. Os pequenos bancos iludem-nos: na verdade, são de cerâmica. Essa é uma tendência clara na nova cerâmica artística: a imitação de outros materiais. Vejam o 2º Prémio (post I): «Ovos» parecem pedras, «Raízes» parecem esculturas de madeira. Mas é com a textura do papel que mais se brinca e inventa.
Depois a tendência para o texto impresso, poesia inscrita em artefactos de cerâmica.

Pequenas notas. Nadas. Fiquei com vontade de usufruir de uma visita guiada (pela primeira vez isso é possível, por alunos finalistas do curso de Engenharia Cerâmica e Vidro da Universidade de Aveiro). Se for essa também a V/ vontade liguem para este número: 234 377 763.
21.10.07
Dança e Novas Tecnologias
Aivars B.Crazy Dance
A perfomance, assente na utilização de medias simples (papel e fita-cola) e tecnológicos (criando efeitos audio e visuais) procurou levar todos os presentes a interagir. Foi uma experiência lúdica e reveladora. Os media que, por definição, são o que está no meio, criam oportunidades - para criar barreiras, ou para estabelecer ligações. Nesta perfomance, uma criação colectiva muito experimental, a produção de sons (música) e a expressão corporal (coreografias individuais e de grupo, mesmo que rudimentares) aliaram-se. Ponto final___ ou de partida para outra discussão: os media favorecem a convergência nas artes, mas podemos deixar de desenhar fronteiras entre disciplinas?
15.9.07
5.9.07
O estado do mundo #2d

Sem título, 2004

Sem título, da Série Sugar Cane, 2003
O estado do mundo #2b


O estado do mundo #2
Há cerca de dois anos foi publicado um livro de Edward Said, recentemente falecido, com o título Humanism and Democratic Criticism. Neste livro, Said defende veementemente a importância desse conjunto de ideias e práticas que podemos incluir sob o rótulo «humanismo». O texto de Said é complexo, sem peias, e relaciona-se com termos que ouvimos quase todos os dias - das intervenções «humanitárias» aos crimes contra a humanidade. O Apartheid foi um desses crimes contra a humanidade, como é declarado pela resolução 3068 das Nações Unidas, aprovada a 30 de Novembro de 1973. [..] - o «crime contra a humanidade» - surgiu pela primeira vez no Acórdão de Londres de 8 de Agosto de 1945, que instaurou o tribunal de Nuremberga após a Segunda Guerra Mundial. Foi então que, «pela primeira vez na história do direito, determinados crimes foram considerados de tal magnitude que não agrediram apenas as vítimas directas nem o povo do país ou continente onde foram perpetados, mas também a humanidade no seu todo».
Há aqui claramente uma certa ideia de pan-humanismo a animar este discurso, conferindo-lhe forma, direcção e propósito. Mas igualmente importante é a relação entre o que poderíamos conceber como humano e a ideia de crime quase transcendental, um acto supremo de violência e violação inumanas. É nesta conjugação de violência e humanismo que, na minha opinião, grande parte da arte contemporânea crítica encontra o seu campo de acção. [...]
Talvez o trauma, ou a nossa reacção ao trauma, a forma como sofremos o trauma, a forma como o perpetramos, faça parte do que a nossa comum humanidade engloba. Talvez a energia contida na arte que fazemos esteja mais próxima da violência.
Colin Richards, em Feridas das Descobertas, in O Estado do Mundo
Fundação Calouste Gulbenkian/Tinta da China
2007, pp. 43-44
Fotografia. Mindelo, Cabo Verde, frente à (antiga) Escola Preparatória Jorge Barbosa, Junho 2005
4.9.07
O estado do mundo #1
Imagem: Tapeçaria da artista cabo-verdiana Joana Pinto, Mindelo/Cabo Verde, Junho 2005
13.7.07
Bons exemplos
«Este espaço de acção cultural, situado no centro da cidade alentejana, foi totalmente remodelado pela autarquia local.
Do espólio da fundação fazem parte três mil obras originais (entre aguarelas, desenhos, pinturas e esculturas) e cinco mil múltiplos, em que se incluem gravuras, litografias, fotografias e serigrafias. Representados na fundação vão estar artistas plásticos portugueses e estrangeiros como, entre outros, Alberto Reguera, Álvaro Lapa, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Júlio Pomar e Júlio Resende.
No património que detém, António Prates conta com uma colecção de manuscritos relacionados com artistas portugueses que permaneceram em Paris nos anos 60, principalmente surrealistas e do grupo KWY, tal como possui a primeira colecção de arte postal dos anos 60: "Vai ser uma doação que vou fazer", revela ao DN o coleccionador.(...)
Além de possuir este vasto espólio, António Prates continua a desenvolver contactos para angariar ofertas de trabalhos, contando, por exemplo, com a promessa do artista de pop art Peter Klasen, que doará uma instalação escultórica para a entrada do edifício.»
Ler mais aqui.
Outros casos de descentralização de museus de arte contemporânea:
Museu de Arte Contemporânea de Elvas (Colecção António Cachola)
Ellipse Foundation (Alcoitão, Cascais)
Cá em Aveiro, continuamos à espera do Projecto Avenida de Arte Contemporânea...
7.7.07
Fruir IV
Sèche-Boteilles de Marcel Duchamp
Andy Warhol Judy Garland
Mel Ramos Virnaburger
Robert Cottingham Dr. Gibson

Emilio Tadini Viaggo in Italia Michelangelo Pistoleto Due ragazze alla fonte


Roy Lichtenstein
John de Andrea Arden Anderson and Norma Murphy
«A tendência Pop assume uma dimensão internacional desde o início da década de 1960, e que continua até 1970. É possível observar ligações evidentes com os Novos Realistas franceses, especialmente Martial Raysse.» (Pop & Cª)
Colecção Berardo, CCB
30 Junho'07
Fotos (de detalhes) de MRF
Há uma semana, o reencontro com o critério (cronológico) e muitas obras já vistas no Museu de Sintra, e um pouco mais. de espaço. de ambição. de fruição. Guardar cor, formas, luz, conceitos. Esquecer a política.
Façam a visita pela manhã. Evitam filas de espera. Ganham sossego e mais ar para respirar o que os olhos vêem.
4.7.07
Fruir III


George Segal
Flesh nude behind brown door, 1978
Gesso pintado Madeira e metal pintado
244 x 152,5 x 102 cm
"Não tocar" é uma frase odiosa.
Fotos MRF
3.7.07
Fruir II


Pablo Picasso
Femme dans un fauteil (Métamorphose), 1929
Óleo sobre tela 91.5 x 72.5 cm
Cedido por Musée National Picasso, Paris
Femme dans un fauteil rouge, 1929
Óleo sobre tela 64.5 x 54 cm
Colecção Berardo
Métamorphose: um ponto de exclamação com um sinal de divisão em cima. ou um peixe que se põe de pé, como no circo os cães e os ursos. ele está sobre a cauda, ao espelho.
Femme dans un fauteil rouge: um escudeiro. um foguetão. um monstro. o Picasso devia ter uma mulher feia e má. ou ele lembrou-se de alguém horrível que passou na rua. que há pessoas horríveis. mas geralmente são homens.
30 Junho '07
S. no CCB
Fotos de S. e de MRF
26.6.07
Suggia

A Associação Guilhermina Suggia e a Câmara Municipal do Porto têm a honra de o convidar a assistir à colocação de uma placa evocativa na casa onde viveu e morreu a Grande Violoncelista – Rua da Alegria, n.º 665, Porto. A placa, da autoria da Escultora Irene Vilar, será descerrada no próximo dia 27 de Junho, às 18.30 horas.
GUILHERMINA SUGGIA viveu nesta casa de 27 de Agosto de 1927 a 30 de JULHO de 1950. Amanhã, 27 de Junho, comemora-se também o dia do 122º aniversário do seu nascimento.
Se ainda não sabem quem foi esta ilustre portuguesa, consultem o site da Associação que se dedica ao estudo e à divulgação e dignificação do espólio, da arte e da memória da violoncelista, ou a biografia da artista na página do Instituto Camões, escrita por Fátima Pombo, autora da obra "GUILHERMINA SUGGIA ou o Violoncelo Luxuriante".






















