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16.5.14

The Neuroscience of Beauty


Why would a part of the brain known to be important for the processing of pain and disgust turn out to the most important area for the appreciation of art?

6.5.12

Nós somos quem sois

I stopped...
 I thought...
 I moved forward...
 Not always in that order, not always with order
 Keep me in the discontent of the thankless task of keeping all the tasks
 I know you know
 We`re again at the beginning
 The mother who tells her daughter a story her grandmother told her
 In a stage of production matter of a show that standing up we watch to sweep the floor in the end
 I was nailing with stilettos grooves of interrupted smiles, made hastily
 I remember the times when I looked forward and with closed eyes I trusted
 I remember the days when I still had spare time to restart…
 ...the time...
 I saw a seagull who drowned a cuckoo clock at sea
Tomorrow is time for I don`t remember
 Tonight I dreamed in black and white and I kept sleeping.
 It was hair wrapping around my head
 I woke up twice in the middle of my sleep and I thought I wasn`t breathing
 I pushed the hair away but they were words gagging my mouth



Este vídeo é uma peça da exposição de Hélia Aluai "WE ARE WHAT YOU ARE" (Porto 2010)
Textos: Cristina Sevla
Coreografia/dança: Vera Santos
Música: Quico Serrano
Imagem e Edição: Tânia Duarte

28.3.12

«a beleza pertence à ordem dos sentidos»

Luchino Visconti e a sua Morte em Veneza (aqui, todo filme. coisa de ocasião, oh freguês, oh adorador). (claro, primeiro houve) Thomas Mann e Gustav Mahler. Vocês sabem, é de uma beleza maior. (perdão, "tu queres dizer o teu conceito espiritual de beleza".)

(Antes disso, esclarece-me: como nasce a beleza? "oh, é fruto do trabalho árduo de artistas". (não! "nasce espontaneamente, completamente alheia ao meu esforço e ao teu. ela pré-existe a qualquer pre_sunção artística. o teu grande erro, meu amigo, é ver a vida, a realidade, como uma limitação". ("mas não é? a realidade só nos distrai e degrada. a criação da beleza e da pureza é um acto espiritual." ("não! a beleza pertence à ordem dos sentidos". ("tu não chegas ao espírito através dos sentidos. pelo contrário, é necessário o completo domínio dos sentidos para alcançares sabedoria, verdade, dignidade"! ("mas para que servem a sabedoria e a dignidade humanas? o génio é um dom divino, melhor, é uma centelha mórbida e pecaminosa de todos os dons naturais". ("eu rejeito as virtudes demoníacas da arte"! (mas estás enganado! o mal é necessário, ele é o alimento da genialidade". ("sabes, a arte é a maior fonte de educação e o artista deve ser exemplar. ele deve ser um modelo de equilíbrio e força. ele não pode ser ambíguo". ("mas a arte é ambígua. e a música é a mais ambígua de todas as artes, é a ambiguidade feita ciência!"

Espera, ouve este acorde:

9.3.12

THE KHAN ACADEMY

É um site fantástico para estudantes e curiosos de todas as idades (desde que compreendam a língua inglesa). Eu ando a ver, aos poucos, as lições audio-visuais de História da Arte. É um deleite (e um vício).

Se gostarem de biologia, matemática ou economia, correm o risco de se tornarem igualmente fãs...

«With a library of over 3,000 videos covering everything from arithmetic to physics, finance, and history and 317 practice exercises, we're on a mission to help you learn what you want, when you want, at your own pace.»

18.12.11

Dez anos é muito tempo ou nada


Folheando o Divas & Contrabaixos, revi um post escrito em Março de 2007 que me fez pensar novamente no destino das mais de 300 obras de arte cedidas à Câmara Municipal de Aveiro pelo Instituto das Artes (SEC).

"Esta colecção, tutelada pelo Instituto das Artes, foi construída ao longo de várias décadas no âmbito de uma política de aquisições, orientada então pela Direcção Geral de Acção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura...". 

Já não recordo os detalhes do protocolo estabelecido (que envolve também a Universidade de Aveiro) mas sei que durante 10 anos a autarquia pode expor, dar a conhecer, reflectir, dinamizar, celebrar a arte utilizando esse acervo. A maior parte da população não saberá/esqueceu da existência dessas centenas de pinturas, fotografias e esculturas. Realizaram-se duas mostras (não eram exposições!), sendo a primeira a que evoco no referido post. 
Eu quis acreditar! Participei em tertúlias esclarecedoras! Entretanto, é possível, aqui e ali, apreciar algumas das obras: na nova estação de caminho de ferro há umas fotografias (já deterioradas), no Teatro Aveirense estão expostos dois ou três quadros, nos gabinetes dos vereadores encontram-se outras tantas (é um ultraje!). Parece-me que estamos muito distantes dos objectivos definidos pelo Professor António Pedro Pita (então Director da Delegação Regional de Cultura do Centro) mas talvez a CMA esteja a fazer um extraordinário trabalho de bastidores. Como cidadã, eu gostaria de ser informada sobre o paradeiro e projectos desenvolvidos/em estudo relacionados com esse acervo.

Não deixa de ser curioso lembrar também que o "Projecto da Avenida de Arte Contemporânea" foi o grande tema de discussão no primeiro mandato da actual coligação. Esse seria o futuro da Avenida Lourenço Peixinho!

Nada se cumpriu! Mas como poderia esta autarquia propor um pensamento sobre a própria arte ou conduzir a uma análise crítica da teoria visual! Já ninguém cai em enganos! O problema é que o tempo passa. Dez anos é muito tempo ou nada.       

18.11.11

Batimentos humanos


Christian Boltanski criou um arquivo com batimentos humanos do coração. Vários voluntários gravaram os seus batimentos cardíacos. O objectivo foi instalar estas gravações, em permanência, na remota ilha japonesa Teshima. Esta ilha não é habitada, e é uma das ilhas onde decorre o Setouchi International Art Festival.
Assim como as impressões digitais, os batimentos cardíacos são únicos para cada indivíduo. Nesta exposição permanente, os visitantes têm a oportunidade de ouvir os batimentos cardíacos de uma grande variedade de pessoas, incluindo pessoas que já não estão entre nós (os mortos), pessoas de países distantes e as pessoas que amam. Boltanski é fascinado pela singularidade de certas experiências humanas e pela efémeridade da vida.

Estou interessado no que eu chamo de ‘memória breve’ – uma memória emocional, um conhecimento quotidiano breve que, ao contrário da memória que é preservada nos livros de história, é esta que nos torna únicos, mas é, também, extremamente frágil e desaparece com a morte. Essa perda de identidade é muito difícil de aceitar “.



[Imagem: Christian Boltanski, Les Archives du Coeur, 2010-2011, Setouchi Int. Arts Festival, Fotografia Yasuhide Kuge]

15.6.09

D&AD, design art direction

A sociedade Design and Art Direction atribuiu um Lápis Amarelo ao Público, na categoria Magazine & Newspaper Design. No total, a D&AD entregou 50 Lápis Amarelos em categorias que vão de sites publicitários a instalações digitais, passando pelo design de produto. Mas foram entregues apenas quatro Lápis Negros, os mais cobiçados e raros prémios D&AD. Fui conhecer os produtos vencedores do Lápis Preto. O primeiro, na categoria Integrated, é Million, uma espécie de Magalhães do New York City Department of Education. Em 2008, a campanha Million já ganhara o Leão de Titanium em Cannes*.


Million | New York City - Cannes Lions 2008 por brainstorm9 no Videolog.tv.

Vejam o vídeo na íntegra, aqui.
TITANIUM LION - Cannes 2008
Title: MILLION
Advertiser/Client: NEW YORK CITY DEPARTMENT OF EDUCATION
Product/Service: EDUCATIONAL PROGRAM
Entrant Company, City: DROGA5, New York
Country: USA


O segundo Lápis Negro foi também para a Drogas5, na categoria Escrita: o filme chama-se «The Great Schlep» e visava captar votos judeus para Barack Obama. É protagonizado pela comediante Sarah Silverman e é delicious!



O terceiro Lápis Negro foi para uma escultura cinética exposta no museu BMW. Suspensas por fios praticamente invisíveis, esferas dançam soltas no espaço, numa coreografia aparentemente livre. No final elas formam a silhueta de um modelo já antigo da marca. Poético e muito tecnológico.


O quarto Lápis Negro foi para o designer Matthew Dent. No seu site, podem ver as novas moedas da coroa britânica e perceber o conceito do criador. I could imagine the coins being played with, looked at and enjoyed in a way which was foreign to coinage, and could imagine their appeal for kids messing with them in school as much as for folks in a pub.

Enfim, 4 lapinhos, muitas ideias e este parece um mundo mágico!


* O Leão de Titanium (Cannes) pretende premiar projectos inovadores e integrados, ou seja, que envolvam uma convergência dos media, algo que se está a tornar cada vez mais obrigatório para uma comunicação eficiente. Desde que foi criado em 2003, o Titanium tornou-se o prémio mais desejado e disputado do Festival de Cannes. A sua criação deve-se ao famoso e já clássico projecto BMW Films, The Hire. Para quem não se lembra, era uma série de filmes feitos por famosos directores de cinema, como Ridley Scott, John Frankenheimer, Ang Lee e John Woo, onde um modelo da BMW fazia sempre parte da história. A proposta não se enquadrava em nenhuma das categorias tradicionais do festival. Como todos os filmes ultrapassavam os 60 segundos, a BMW decidiu usar todos os meios de comunicação para convidar o consumidor a assisti-los na internet, criando aí a tal convergência.

21.5.09

João Bénard da Costa (1935-2009)

É assim...

Play the guitar, play it again, my Johnny
Maybe you're cold, but you're so warm inside
I was always a fool for my Johnny
For the one they call Johnny Guitar

Play it again, Johnny Guitar

Whether you go, whether you stay, I love you
What if you're cruel, you can be kind I know
There was never a man like my Johnny
Like the one they call Johnny Guitar

JOHNNY GUITAR
(Victor Young / Peggy Lee, 1954)

E assim...

Joan Crawford e Sterling Hayden numa das mais belas cenas do filme de Nicolas Ray (1954)

O "cinefils" João Bénard da Costa morreu. O filme da vida de Bénard: Johnny Guitar, de Nicholas Ray. Num inquérito de jornal em que lhe pediam para dizer qual o seu filme preferido, Bénard respondia: Johnny Guitar, de Nicholas Ray; porque era ele; porque era eu.



[Mas havia tantos filmes na sua vida...]

27.7.08

Viajar para os mesmos lugares sem saber

Les Trois Graces et Les Quatre Saisons
Oued - Remel - Sec. III
Museu Nacional Bardo, Tunes, Tunísia


Les Trois Graces
Sec. II - Restauro de Nicolas Cordier em 1609
Museu do Louvre, Paris, França

Filhas de Zeus, as Graças personificam a beleza, a doçura e a amizade. São divindades menores, meras companheiras de Afrodite. Ambas as obras, do período romano, são cópias de esculturas gregas do século IV a.c.. Simbolizam também as artes e a fertilidade. Inspiraram inúmeros artistas. E é bom saber que podemos encontrá-las no Norte de África ou no Centro da Europa. As Três Graças evocam origens comuns, aproximam mouros e antigos cruzados. As duas peças partilham também o privilégio de estarem expostas em museus magníficos. O Musee National du Bardo, que comemora agora 120 anos desde a sua inauguração (1888-2008) ultrapassou as minhas expectativas. Do Louvre, não valerá a pena falar. Mas a iniciativa recente de abertura à noite, às quartas e sextas - «Le Louvre autrement - Nocturnes», é de não perder, se por acaso forem para esses lados. Até aos 26 anos, a entrada é gratuita. Enfim, a Sul ou a Norte, As Três Graças estão lá, apelando à contemplação e a um sentimento de união no pensar a Humanidade.

24.6.08

Metamorfose


Paulo Paiva
Sem Título, 2008

[Mais uma instalação da I Exposição do Mestrado em Criação Artística Contemporânea da UA. A aproximação física do visitante gera uma transformação na Natureza Morta...]

12.6.08

Não te quero ver

Detalhe da Instalação de Teresa Neto Magalhães

Este olho vai fugir sempre ao nosso olhar, mas vai valer a pena "fixar" a Exposição dos alunos do Mestrado de Criação Artística Contemporânea.

Exposição do Mestrado de Criação Artística Contemporânea da UA

Casa Municipal da Cultura – Edifício Fernando Távora
(em frente à Câmara Municipal)
de 12 a 22 de Junho - das 10h às 22h30


Este é um convite para a 1ª exposição do Mestrado de Criação Artística Contemporânea da Universidade de Aveiro. A inauguração da exposição acontece hoje, dia 12 de Junho, pelas 21h30.

Entre os vários artistas representados estão Raquel Carrilho e Teresa Magalhães, realizadoras de Água Nossa, uma curta-metragem criada especialmente para a Extensão do CineEco em Aveiro.

7.5.08

Je vous salue, Sarajevo

Uma viagem, na expectativa de apreciar a arte de viver em Sarajevo. Dizem-me que voltou a florescer, que a excepção vingou. Mas é difícil partir sem a memória do que foi a regra há pouco mais de uma década.



«De certa forma, o medo é a filha de Deus. Redimida na noite de Sexta-feira Santa. Ela não é bela... e é enganada, maldita e desapropriada de todo. Mas não nos enganemos. O medo vela pela agonia de toda a humanidade, o medo intercede pelo Homem.
Para isso há uma regra e uma excepção.
A cultura é a regra e a arte é a excepção. Todos falam da regra: os cigarros, o computador, as camisas, a TV, Turismo, guerra. Ninguém fala da excepção. Não é falado. Está escrito: Flaubert, Dostoyevski. Está composto: Gershwin, Mozart. Está pintado: Cézanne, Vermeer. Está filmado: Antonioni, Vigo. Ou é vivido, e ali está a arte de viver: Srebenica, Mostar, Sarajevo.
A regra deseja a morte da excepção. Assim é a regra da cultura europeia..., está a organizar a morte da arte de viver que se mantém florescente.
Quando chegar a hora de fechar o livro, não sentirei nenhum pesar. Vi tanta gente morrer tão mal e tantos viver tão bem.»


[Este é um vídeo de 2 minutos, realizado por Jean-Luc Godard em 1993, um olhar sobre uma única fotografia de guerra, é uma versão reduzida do seu filme Letter to Jane, sobre o qual Sontag escreveu (um comentário válido para ambos os filmes): "o cinema é também uma lição-modelo sobre como ler qualquer fotografia, como decifrar a natureza não-inocente do enquadramento, ângulo e centro da fotografia." Para compreender esta anotação ler:
(Post) Modern Godard: VIVRE SA VIE by Shun-liang Chao; Jean-Pierre Gorin, por Erik Ulman; Susan Sontag, On Photography]

5.4.08

O que vos digo

O que vos digo é que antes de voar, o homem já sabia voar
Tinta-da-China, lápis s/ papel - 23x37 cm - 1985


Cruzeiro Seixas tem andado por
aqui

11.1.08


Isto é mesmo um lugar de meter medo, não é?


E a gente olha para as árvores à procura de pistas e pensa...já aqui estive?
Nunca tinha pensado na cegueira até vir para aqui.



[João Penalva - vídeos e instalações que associam a imagem à exploração narrativa de factos ou ficções onde a dimensão linguística da tradução assume uma clara relevância conceptual. O artista sobrepõe objectos, suportes e narrativas fragmentárias, produzindo uma complexa teia de significados, que interrogam a memória e o modo como a cultura é traduzida, mediada e apresentada.]

28.12.07

Feliz 2008!

Jorge Vieira


Eu gosto de olhar para trás, não consigo sequer não o fazer. Mas também espreito o futuro, tentando adivinhar, com ou sem ansiedade - depende da alma dos dias, o que vou olhar e enfrentar. Por isso este desenho de Jorge Vieira. mesmo se a razão nem sempre tenha que ser chamada.

é claro, o busto que se ergue, inteiro, o olhar decidido, é também o presente que queremos ser. um presente intenso de memória. enriquecendo o passo seguinte.